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Meu filho é gay e quer trazer seu namorado à minha casa. Devo acolhê-los?

© PASCAL PAVANI / AFP

Pareja lesbiana durante una marcha a favor del "matrimonio gay", en Toulouse (Francia), el 17 de noviembre de 2012

Pe. Henry Vargas Holguín | Fev 24, 2015

Uma pergunta delicada respondida pelos especialistas da Igreja

A homossexualidade não é uma virtude nem uma conquista. A orientação homossexual é uma circunstância da pessoa, difícil de explicar. Não sabemos por que algumas pessoas têm estas tendências homossexuais, mas sabemos que sempre houve, há e haverá pessoas com estas tendências.

Em cada pessoa, as causas são diferentes. Não há unanimidade entre os especialistas sobre isso. Serão fatores, hormonais, genéticos, químicos, biológicos, ambientais, carências no início do desenvolvimento psicossexual? Algum desses fatores será predominante e influenciará os outros? Ainda não sabemos

Precisamos ser conscientes de que, até o momento em que, voluntária ou obrigatoriamente, as tendências homossexuais de alguém saem à luz, é provável que tal pessoa tenha tido um itinerário difícil, longo e solitário.

Este itinerário continua depois, em muitos casos em meio a desprezos, vergonhas e culpas, que o tornam ainda mais doloroso. E o sofrimento da pessoa dobra.

Portanto, começando pela família, é preciso ser muito amáveis e compreensivos. Os pais devem lembrar que seus filhos com tendências homossexuais costumam precisar, acima de tudo, do carinho e da aceitação dos seus pais, sejam quais forem as circunstâncias.

Independentemente de suas tendências e atos, o filho deve ter um lugar no coração dos seus pais e estes, ao abordar a questão (e sempre) precisam buscar seu bem, junto ao da família inteira. Se ele vier com seu namorado, isso o beneficiará em sua integridade? Poderia prejudicar o resto da família? Estas são perguntas para a reflexão dos pais.

Então, se um filho quer levar seu parceiro homossexual à casa dos pais, em princípio eles devem ser acolhidos, mas levando em consideração fatores como sua idade, a "solidez" da relação com esse parceiro, a possível presença de irmãos pequenos que poderiam ser afetados pela situação etc.

A caridade começa em casa. E, para entender o que é a caridade, é preciso ler o capítulo 13 da 1ª Carta aos Coríntios: "Se não tenho amor, nada sou".

Todas as pessoas, pelo simples fato de serem pessoas, possuem uma dignidade. As pessoas com tendências homossexuais são tão dignas quanto as que não possuem tal tendência. Compreensão, ajuda, acolhimento e caridade: estas são as atitudes de um cristão diante de qualquer pessoa, independentemente de sua tendência sexual.

O acolhimento é a atitude mais óbvia para as famílias cristãs e para a Igreja. O conselho para os pais é: aceitar e amar seu filho como ele é. Fazer o melhor que puderem e colocar tudo nas mãos de Deus.

Precisamos evitar a rejeição e a discriminação. A inclinação homossexual, "objetivamente desordenada, constitui, para a maior parte deles, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á, em relação a eles, qualquer sinal de discriminação injusta" (Catecismo, 2358). Este é o ensinamento da Igreja.

No entanto, cabe recordar que o acolhimento das pessoas com tendências homossexuais não significa aprovação de tal tendência.

Este é o motivo pelo qual o magistério da Igreja não fala de "homossexuais", mas de "pessoas" com tendências homossexuais, distinguindo entre "pessoa" e "tendência". Esta é uma distinção importante, explicada nos documentos da Igreja.

A Igreja, como tal, nunca rejeitou nem nunca rejeitará as pessoas com tendências homossexuais pelo simples fato de as terem. Mais ainda: muitas dessas pessoas que trabalham na pastoral são pessoas de fé, estão unidas à Igreja. Todos nós temos a mesma identidade fundamental: ser criaturas e, por graça, filhos de Deus, herdeiros da vida eterna.

Estas pessoas não deixam de ser filhas de Deus, não deixam de ser pessoas que podem receber os sacramentos, sempre e quando estiverem em graça de Deus – como qualquer pessoa com qualquer tendência sexual. Impossível isso? Não. Difícil? Talvez sim, mas isso já é outra história.

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