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Se eu chegar tarde à missa, posso comungar?

Pe. Henry Vargas Holguín - publicado em 31/03/15

Uma resposta baseada na verdadeira doutrina da Igreja Católica

Para responder a esta pergunta, é preciso diferenciar duas coisas: uma coisa é a missa de preceito e outra, muito diferente, é a missa cotidiana.

Vamos falar primeiro da missa de preceito:

Ir à missa aos domingos e dias de preceito é uma das obrigações mais básicas dos católicos (Código de Direito Canônico, cânon 1247).

Infelizmente, muitos católicos desconhecem suas obrigações. Inclusive desconhecem que ser batizado envolve deveres a ser cumpridos. Alguns pensam que, por ser o amor a máxima lei cristã, tudo teria de ser amor sem obrigações, amor sem normas.

Mas já sabemos que não é assim; pelo contrário, o amor é muito exigente: quanto mais amor, maior a exigência de manifestá-lo e de evitar tudo o que vá contra ele.

Tudo o que a Igreja diz, por meio dos diversos documentos (especialmente o Código de Direito Canônico), precisa ser cumprido; não são conselhos. É importante, então, saber diferenciar as leis (que nos obrigam em consciência) e os conselhos ou recomendações. Neste último caso, cada um fará o que considerar mais oportuno, pois não está obrigado canonicamente a seguir um conselho ou recomendação e, por conseguinte, tampouco falamos de pecado.

O Catecismo, no n. 2042, explica que existe uma obrigação importante para o cristão católico: ouvir missa inteira aos domingos e demais festas de preceito. Este não é somente o terceiro mandamento da lei de Deus, mas também o primeiro preceito da Igreja.

É importante prestar atenção nestas palavras: “MISSA INTEIRA”. Devemos participar da missa completa aos domingos e festas de guarda. Falta a este mandamento também quem chega tarde à missa. E, se chega tarde, a missa não vale.

Se, além disso, a pessoa costuma regularmente chegar tarde à missa, isso significa despreocupação e ela comete o grave pecado da preguiça. Nestas circunstâncias, antes de comungar, a pessoa precisa se confessar.

Enquanto houver pecados mortais ou graves, não se pode comungar. Então, chegue à igreja antes da missa começar.

A “missa inteira” consta principalmente de duas partes que formam uma unidade, partes que, por sua vez, estão formadas por outras, e todas são importantes.

“Estão tão intimamente ligadas entre si as duas partes de que se compõe, de algum modo, a missa – a liturgia da Palavra e a liturgia eucarística – que formam um só ato de culto. Por isso, o sagrado Concilio exorta com veemência os pastores de almas a instruírem bem os fiéis, na catequese, sobre o dever de ouvir a missa inteira, especialmente nos domingos e festas de preceito” (Sacrosanctum Concilium, 56).

O documento fala da participação na missa inteira; é por isso que nenhum outro documento da Igreja fala, por exemplo, que o fiel cumpre o preceito dominical se chegar durante as leituras, ou durante o Credo, o ofertório, consagração etc. Não “sobra” nada na missa, não há nada secundário nela.

Se afirmamos que cremos em Deus e na Igreja, devemos cumprir suas normas. A fé é regida por preceitos e normas que precisamos cumprir por disciplina, para benefício pessoal e da própria Igreja. Na medida em que a pessoa vai cumprindo tais preceitos, poderá obter bens espirituais necessários para a vida.

Para cumprir o preceito, é preciso ouvir a missa inteira, ou seja, desde o momento em que o padre aparece até o momento em que ele dá a bênção final. É por isso que chegar tarde, indiferentemente do momento em que se chegue, impede o cumprimento da lei.

Se, por algum motivo alheio à pessoa, ela excepcionalmente não consegue chegar à missa pontualmente, e está em estado de graça, pode comungar. Porém, está obrigado a participar da missa inteira em outra missa do mesmo dia, seja na própria paróquia ou em outra. Não é porque já comungou que cumpriu o preceito. Uma coisa é comungar em uma missa de preceito e outra, muito diferente, é cumprir o preceito em si.

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