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O bebê só sobreviveria alguns minutos e a solução parecia ser o aborto

Facebook Shane Hillman
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“Nós gostaríamos de dizer às pessoas que as histórias de sucesso existem e que os milagres acontecem”, afirmaram seus pais

“Algumas crianças com síndrome de Edwards só vivem duas semanas. Não são muitos os bebês que sobrevivem. Outros já nascem mortos. O que nos disseram foi que o nosso filho só seria capaz de sobreviver dois ou três minutos.”
 
Com estas palavras, Shane Hillman relata como os médicos disseram a ele e à sua esposa, Sharon Swales, que o filho que esperavam estava condenado a morrer antes mesmo de nascer, e que a melhor coisa que poderiam fazer seria abortar.
 
Mas hoje, seu pequeno Alfie Hillman pôde comemorar seu segundo aniversário, graças à fé e à escolha pela vida que seus pais fizeram, pois se negaram totalmente a dar crédito aos médicos, desafiando assim a lógica da medicina para estes casos.
 
Às 27 semanas de gestação, os especialistas diagnosticaram que Alfie padecia, já no ventre materno, de uma doença genética conhecida como Trissomia 18, e informaram aos pais que não havia esperança alguma. A solução: o aborto.
 
No entanto, Shane, de 44 anos e cuidador em tempo integral de Alfie, e Sharon, de 45, optaram por dar uma oportunidade ao seu bebê, que nasceu mediante cesárea no Hospital Universitário de Gales, em 2013. Foi um grande alívio quando o ouviram chorar pela primeira vez, recordam seus pais.
 
Graças a isso, no domingo, 3 de maio de 2015, Alfie pôde comemorar milagrosamente seu segundo aniversário.
 
A Trissomia 18, também conhecida como Síndrome de Edwards, é uma condição causada por um transtorno na divisão celular, conhecida como disfunção meiótica. Ao invés de ter duas cópias do cromossomo 18, a pessoa desenvolve uma terceira cópia desse material genético, afetando assim o desenvolvimento fisiológico normal do ser humano.
 
“Ele tinha direito de ter uma oportunidade”
 
Após seu nascimento, o bebê permaneceu durante duas semanas em uma incubadora com oxigênio, antes de ser levado ao Hospital Royal Gwent, onde esteve internado durante mais 14 semanas. Também precisou ser assistido por oxigênio durante 8 meses.
 
Ainda que os exames tenham detectado um pequeno buraco em seu coração, os médicos disseram que ele se fecharia sozinho.
 
Sharon, que é auxiliar de enfermagem em Nevill Hall, conta ao jornal Mirror: “Foi a coisa mais difícil pela qual já passamos. Estressante, porque já na 20ª semana soubemos que ele não estava crescendo”.
 
“Chorei durante uma semana inteira, foi terrível. Eu podia senti-lo dentro de mim, movimentando-se, e, como fazia exames diariamente, podia ouvir as batidas do seu coração. Ele tinha direito de ter uma oportunidade”, acrescentou Sharon.
 
“Não sabíamos como seria Alfie ao nascer, mas estávamos preparados para assumir os riscos e fazer tudo por ele, como deveriam fazer todos os pais”, disse a feliz mamãe.
 
E concluiu: “Queremos conscientizar as pessoas e dar-lhes o apoio necessário em casos parecidos. Gostaríamos de dizer às pessoas que as histórias de sucesso existem e que os milagres acontecem”.