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Vida fora da Terra: o que é sério, o que é pseudocientífico e o que a Igreja tem a ver com isso

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Alexandre Zabot - publicado em 31/07/15

Antes de desbravar a questão, é preciso entender do que se está falando

Em tempos de vultuosos investimentos na exploração espacial, quando novas e antigas potências mundiais enviam sondas e robôs para a Lua, Marte e outros corpos do sistema solar, também se lançam no ar perguntas existenciais importantes. A possível existência de vida fora da Terra, apesar de ser uma indagação antiga, ganha ares de certeza científica e torna-se, deste modo, tema importante para todos. Entretanto, antes de se querer desbravar as sempre válidas questões existenciais, é necessário entender alguns aspectos físicos e biológicos desta área. Algo que, além de servir de base para discussões filosóficas e teológicas, ajuda a não cair nos misticismos e modismos da ufologia e outras  pseudociências.

Uma das primeiras coisas a se fazer quando se quer apresentar o ponto de vista científico sobre a vida fora da Terra, é separar o que é científico do que não é. Pode parecer bobagem, mas o fato é que muitos não têm essa distinção clara. Quando cientistas sérios estudam o tema, não tratam de seres marcianos que raptam pessoas, nem se preocupam em desmascarar conspirações governamentais malignas. Tampouco se interessam em violações bizarras e sem base científica da física tão bem estabelecida. São objeto de estudo somente as possibilidades reais, ainda que improváveis e, sobretudo, tem-se por método e base a ciência conhecida, que pode nos fornecer instrumentos e ideias válidas. A ufologia não é ciência. Reveste-se de jargões e aparência científica para, sob a ótica do misticismo e do ocultismo, tratar fenômenos que, com muita frequência, têm explicações científicas muito mais simples e convincentes.

Investigar a vida fora da Terra requer um esforço multidisciplinar. É preciso tratar de maneira conjunta, e com grande habilidade, áreas como física, química, biologia e astronomia. Tem-se adotado o termo “astrobiologia” como nome desta incipiente ciência. São aspectos cruciais no estudo desta disciplina a biologia do surgimento e evolução da vida, a química dos corpos celestes, a física do meio interestelar e a astrofísica das estrelas, bem como o surgimento dos planetas. A Igreja não fica à margem destas discussões. No ano de 2005, os padres jesuítas do Observatório do Vaticano, em Roma, convidaram especialistas do mundo todo para darem palestras e apresentarem seus trabalhos a jovens cientistas de todos os continentes sobre este tema.

Quando se fala em vida fora da Terra, geralmente se pensa em vida inteligente. Este não é, entretanto, o foco principal das investigações dos cientistas. Em geral, é dada mais ênfase às formas de vida simples, como bactérias. É uma questão de probabilidades de existência e de capacidade de detecção. Segundo o que se conhece da evolução da vida, é muito menos provável que surja vida inteligente do que vida unicelular, visto que aquela se desenvolve a partir desta. Além disto, sabe-se, pelo exemplo dos primeiros seres da Terra, que estas formas menos desenvolvidas são capazes de modificar radicalmente a composição química da atmosfera do planeta. Isto nos abre um leque de possibilidades reais de detecção da vida nestes planetas através de observações da luz vinda deles, com nossos telescópios.

O principal problema para o contato com outras civilizações inteligentes é o imenso tamanho do universo. Mesmo que estas civilizações existam, estariam a milhões ou talvez bilhões de anos luz de nós. Como Einstein previu, e já foi provado experimentalmente de muitas formas, é impossível viajar mais rápido que a luz. Isto se torna uma barreira física que impede o contato com estes seres inteligentes. Enviar e receber sinais de rádio também deve ser infrutífero. O motivo é o mesmo, a vastidão do universo. Precisaríamos de quantidades infinitas de energia para a transmissão e, além disso, teríamos que esperar milhões de anos para receber qualquer resposta, se recebêssemos.

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