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Papa Francisco: “Podem infiltrar-se terroristas entre os refugiados, mas nós temos que acolher”

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Aleteia Brasil - publicado em 18/09/15

O papa renova o apelo para que os católicos ajudem famílias de refugiados

Temos de acolher os refugiados apesar do risco de algum terrorista se infiltrar entre eles, afirmou o papa Francisco nesta semana, em entrevista à rádio portuguesa Renascença (14 de setembro).

As condições de segurança nas fronteiras, hoje, não são mais as de antes. A verdade é que, a menos de 400 quilômetros da costa siciliana, um grupo terrorista incrivelmente cruel causa muito estrago. Os riscos de uma infiltração existem”, reconheceu o papa, reafirmando, porém, a prioridade do acolhimento sobre a desconfiança: “Se chega um refugiado, apesar de todas as precauções de segurança que devem ser tomadas, temos que lhe dar boas-vindas porque é um mandamento bíblico”.

Em referência à “grandíssima crise de trabalho” que atinge a Europa, o papa alertou contra os “simplismos” na maneira de ver os migrantes e requerentes de asilo.

Francisco também renovou o seu apelo para que as instituições católicas recebam famílias de refugiados: “Cada paróquia, cada instituto religioso e cada mosteiro deveria acolher uma família; uma família, não uma pessoa sozinha; uma família dá mais garantias de segurança, para evitar as infiltrações de outro tipo”.

E esclareceu: “Quando digo que a paróquia deve acolher uma família, não quero dizer que eles tenham que morar na casa do sacerdote, mas sim que cada comunidade paroquial tem que encontrar um lugar, um local que possa se transformar num pequeno apartamento, ou, se for necessário, alugar um pequeno apartamento para essa família”.

Os migrantes, encerrou Francisco, “devem ser ajudados com um teto, acolhidos e integrados na comunidade. Há conventos que estão quase vazios!”.

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