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Terror vermelho na Espanha: seu professor de História lhe contou da perseguição sangrenta contra padres e freiras?

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A mídia e os professores de História, para variar, quase nunca tocam no assunto

Os republicanos marxistas da Espanha executaram contra a Igreja católica uma das perseguições mais covardes, brutais e selvagens da história da civilização ocidental, poucas vezes mencionada pela mídia laicista do nosso tempo e praticamente nem citada pelos professores de História sempre prontos a vociferar seus dogmas pessoais contra aquilo que consideram que a Igreja é.

Aos católicos coube escolher entre os republicanos anarquistas e marxistas, perseguidores da fé, e Francisco Franco, de ideais ligados ao fascismo e que viria a se tornar ditador da Espanha durante as seguintes décadas. Ingrato dilema, com nenhuma opção adequada.

O texto a seguir, publicado pelo blog Castelo Histórico, aborda o dilema partindo do livro “O cerco do Alcázar de Toledo”, de Cecil D. Eby.

“O temível ‘terror vermelho’, pesadelo da classe alta e média da Espanha, entrou em Toledo. Por volta do dia 23 de julho, os filetes da milícia tinham-se transformado numa inundação (…) Vasculhavam as ruas, descobrindo fascistas e padres. Estes últimos eram enviados para interrogatórios e os primeiros, mortos onde fossem encontrados. Os homens das unidades tais como “Batalhão de Extermínio” e “Grupo de Vingança” pareciam acatar regras simples, sendo uma das principais matar qualquer pessoa de batina – monges e frades, principalmente. Toledo estava transformada numa barulhenta ‘plaza de toros’ (…) Alguns padres foram avisados de que escapariam à morte se gritassem “Viva o comunismo!” – e muitos escaparam, sujeitando-se a isto e a outras exigências da milícia: obscenidades, blasfêmias. Muitos outros, porém, se recusaram. O padre Pascual Martín foi crivado de balas diante da igreja de São Nicolau enquanto gritava ‘Viva Cristo Rei!’.

A maioria dos toledanos não ousava interceder em favor dos ‘bons padres’ porque a intercessão implicaria em ‘simpatias fascistas’ – e a simples suspeita conduzia à execução e à prisão.

Diz-se que morreram em Toledo 107 padres; a maioria, assassinada na via pública nas primeiras horas de ocupação (…) Contudo, as atrocidades cometidas em Toledo eram brandas se comparadas com as cometidas em Ciudad Real, a província vizinha do sul onde o terror causou a morte de todos os padres. Ninguém em Toledo diz ter visto milicianos dançando nas ruas com cadáveres de freiras desenterradas, rito este que teve lugar por toda a parte da Espanha (…) Muitos toledanos pareciam chocados mais pela profanação do que pelos assassinatos. Um bando da milícia vestiu as batinas tingidas de sangue, confiscou uma carruagem aberta e saiu pelas ruas com uma imagem de São Francisco em tamanho natural, escorado no assento entre eles. Tinham-lhe arrancado os braços, posto um rifle em seus ombros e prendido em seu peito uma nota rabiscada com sangue dos padres: ‘Ele está conosco [Él está con nosotros]’.

Na praça da igreja de São Vicente, alguns milicianos imitavam uma tourada com capas bordadas a ouro e chapéus apanhados no museu diocesano. Mesmo o governador recentemente indicado, um homem de nome Vega, juntou-se à brincadeira. Vestido com paramentos sagrados, conduzia uma tumultuosa procissão com um báculo na mão, fingindo-se de arcebispo e representando o rito do exorcismo na Frente Popular (…) Um miliciano bêbado, tomando Vega pelo verdadeiro arcebispo, deu-lhe um tiro bem no peito.

(…) [As igrejas de] São João da Penitência, São Lourenço e outras foram queimadas, restando só as paredes. No convento da Conceição, perto da Santa Cruz, uma súcia de anarquistas fantasiados empurrava um retábulo que retratava a flagelação de Cristo. Depois de rápida discussão, decidiram estraçalhar apenas a figura representativa de Cristo e deixar ficarem os flagelados: afinal, disseram eles, ‘estes são os anarquistas antigos’.

(…) De El Cristo de La Vega, uma igreja próxima da fábrica de armas, trouxeram uma famosa imagem de Cristo em madeira e gritaram: ‘Aqui está El Cristo de La Vega. Vamos queimá-lo. Se são verdadeiros católicos, venham cá e impeçam-nos!’. Não houve resposta do Alcázar. Desmantelando a imagem com machado, a milícia arremessou os pedaços a um monte de escombros sob as janelas”.

A partir de EBY, Cecil D., O Cerco do Alcázar de Toledo. Ed. Nova Fronteira: Rio de Janeiro, 1965. Páginas 74 a 77.

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