Sem condições de apoiar?

Veja 5 formas de você ajudar a Aleteia

  1. Reze por nossa equipe e pelo êxito de nossa missão
  2. Fale sobre a Aleteia em sua paróquia
  3. Compartilhe os artigos da Aleteia com seus amigos e familiares
  4. Desative o bloqueio de publicidade quando nos visitar
  5. Inscreva-se para receber nosso boletim gratuito e leia-nos diariamente

Obrigado!
Redação da Aleteia

Receba o nosso boletim

Aleteia

6 reflexões que impactam o futuro: a família “não é mais atrativa para os jovens”?

© SHUTTERSTOCK
Compartilhe este artigo para ter a chance de ganhar uma peregrinação a Roma
Compartilhar
Compartilhei
Compartilhamentos

A desagregação da família tem graves consequências culturais, sociais, políticas, econômicas e existenciais

O arcebispo da diocese italiana de Campobasso-Bojano, dom Giancarlo Bregantini, é um dos grandes nomes da Igreja no debate sobre as rápidas mudanças antropológicas que afetam o mundo, em especial nos países do Ocidente. Entre os assuntos sob atenta observação do arcebispo os ligados à desagregação da família e suas consequências culturais, sociais, políticas e econômicas.

Algumas das suas considerações para reflexão e debate:

  1. A família hoje não é mais vista como “atrativa” pelas gerações mais jovens. O próprio conceito de família se torna cada vez mais diluído, relativista e distante da noção de comprometimento recíproco entre um homem e uma mulher que se amam, se complementam e, cheios de esperança e entusiasmo, geram vida nova. Dá-se preferência, nessa atual visão descompromissada de “família”, à satisfação das próprias carências, projeções egocêntricas, devaneios sentimentais e instintos hedonistas. A natureza da união matrimonial também é cada vez mais atrelada aos interesses de ideologias políticas do que ao entendimento objetivo da essência da pessoa humana e da sua dimensão relacional.
  2. A queda nos índices de natalidade, que é cada vez mais grave em vários países desenvolvidos, está ligada a uma crise de valores relativos à visão de “sucesso pessoal”, que prioriza as aparências externas de “êxito” e acaba “afetando o olhar para o futuro”: antes de ter filhos, os casais se veem mais forçados a avaliar “riscos e vantagens” do que incentivados a participar, por presente de Deus, na criação e no cuidado da vida humana por amor.
  3. O materialismo, a ganância e a aplicação “selvagem” do capitalismo torna precárias as relações afetivas: o horizonte dos anseios e propósitos individuais é imediatista e carece de confiança na vida, nas instituições e no futuro.
  4. Existe uma grande confusão educacional no coração dos jovens no tocante ao que é a família: quando quaisquer uniões civis são equiparadas, perde o sentido investir em uma família, com todas as dificuldades atuais e futuras envolvidas nesse empreendimento de uma vida inteira. A família deixa de ser vista como atrativa e não é mais mostrada como bela.
  5. Junto com o enfraquecimento do conceito de família, a crise demográfica ameaça ainda mais a sensação de segurança das pessoas, fazendo-as sentir a “precariedade da própria existência”: enquanto diminui o número (e o vigor existencial) dos jovens, aumenta o número (e a angústia) de idosos mais sujeitos à solidão e ao abandono.
  6. Para que haja condições de renascimento da família, são necessárias também medidas concretas de ajuda institucional e política, particularmente em defesa do valor da maternidade, que é um “baluarte contra as crises do nosso tempo”. Conclui o arcebispo: “A vida é como a música dormente entre os muitos barulhos de um mundo indiferente, mas ressoa assim que lhe prestamos a nossa mais íntima escuta”.

Selecione como você gostaria de compartilhar.

Compartilhar
* O crédito para artigos compartilhados será fornecido somente quando o destinatário do seu artigo compartilhado clicar no URL de referência exclusivo.
Clique aqui para mais informações sobre o Sorteio da Aleteia de uma Peregrinação a Roma

Para participar do Sorteio, você precisa aceitar os Termos a seguir


Ler os Termos e Condições