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Rumo à reconciliação: o diálogo entre os lefebvrianos e a Santa Sé

Paul Haring
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O papa Francisco recebeu no Vaticano o superior da fraternidade, dom Bernard Fellay

A Santa Sé confirmou que, no último sábado, 30 de março, o papa Francisco recebeu no Vaticano dom Bernard Fellay, superior geral e sucessor de dom Marcel Lefebvre na Fraternidade Sacerdotal de São Pio X (FSSPX).

Dom Fellay, em entrevista publicada recentemente no site da própria fraternidade, tinha declarado que não ficaria surpreso se o papa Francisco “nos considerasse uma das periferias a que ele dedica com clareza a sua preferência” e às quais ele prioriza a aproximação da Igreja. De fato, Francisco já tinha realizado um gesto de proximidade muito bem recebido pela fraternidade ao conceder aos católicos a faculdade de confessar-se com os bispos e sacerdotes da fraternidade durante o Jubileu da Misericórdia. A FSSPX expressou em nota a sua gratidão ao papa “por este gesto paternal”.

O encontro do último sábado, para os especialistas, é um passo muito importante rumo ao reconhecimento canônico da fraternidade por parte da Santa Sé, o que poderia acontecer na forma de uma prelazia a exemplo do Opus Dei.

A Fraternidade Sacerdotal de São Pio X

Fundada pelo arcebispo francês dom Marcel Lefebvre em 1970, em ruptura com as conclusões do Concílio Vaticano II, a Fraternidade Sacerdotal de São Pio X foi excomungada latae sententiae em 1988 por São João Paulo II, quando dom Lefebvre consagrou quatro bispos na sede da fraternidade, em Ecône, sem consentimento da Santa Sé. Entre os novos bispos, estava o próprio dom Bernard Fellay.

Ainda em 1988, São João Paulo II criou a Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, com o objetivo principal de iniciar um diálogo com os lefebvrianos e conseguir concretizar no futuro a sua plena reintegração.

Rumo ao restabelecimento da unidade

Dando continuidade ao processo de diálogo, o papa Bento XVI levantou a excomunhão em 2009, dando um passo histórico para a reintegração da fraternidade à Igreja. A remissão da excomunhão significa que os membros da FSSPX não estão mais sujeitos a esta grave punição eclesiástica e que eles são considerados “católicos a caminho da plena comunhão com a Santa Sé”. A comunhão ficará estabelecida quando houver o reconhecimento canônico da fraternidade por parte da Igreja.

Enquanto não for concedido o reconhecimento canônico, a FSSPX ainda está em posição irregular e seus ministros não podem exercer de modo legítimo o ministério e a celebração dos sacramentos.

Ao longo destes sete anos transcorridos desde a remissão da excomunhão, foi iniciada uma série de reuniões de caráter doutrinal entre os especialistas da Congregação para a Doutrina da Fé e os especialistas da FSSPX, a fim de se discutirem as principais questões doutrinais que estão na raiz das discordâncias da fraternidade em relação à Santa Sé: a relação entre a tradição e o magistério, o ecumenismo, o diálogo inter-religioso, a liberdade religiosa e a reforma litúrgica, conforme os ensinamentos do Concílio Vaticano II.

Nos primeiros dois anos de diálogo, foram esclarecidas as posições teológicas e destacados os pontos de convergência e de divergência.

Nos anos seguintes, foram aprofundadas as questões em debate, além de se favorecer o clima de confiança e de respeito mútuo e se chegar à atual fase orientada à reconciliação.

Um gesto muito relevante do papa Francisco foi a concessão aos fiéis católicos do direito de receber válida e licitamente dos bispos e padres da FSSPX o sacramento da reconciliação e da unção dos enfermos durante o Ano Santo da Misericórdia, fato muito bem recebido pela fraternidade.

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