Sem condições de apoiar?

Veja 5 formas de você ajudar a Aleteia

  1. Reze por nossa equipe e pelo êxito de nossa missão
  2. Fale sobre a Aleteia em sua paróquia
  3. Compartilhe os artigos da Aleteia com seus amigos e familiares
  4. Desative o bloqueio de publicidade quando nos visitar
  5. Inscreva-se para receber nosso boletim gratuito e leia-nos diariamente

Obrigado!
Redação da Aleteia

Receba o nosso boletim

Aleteia

Após 63 anos casados, ele e ela morrem, por causas naturais, no mesmo dia

Arquivo Família Biz
Compartilhe este artigo para ter a chance de ganhar uma peregrinação a Roma
Compartilhar
Compartilhei
Compartilhamentos

"Quando a gente se for, a gente vai junto", haviam prometido - e cumpriram, num amor que nem a morte foi capaz de romper

Eles estavam casados já fazia 63 anos. Foram inseparáveis ao longo de toda a vida – e a morte não foi forte o suficiente para mantê-los distantes durante mais que 6 horas. Na despedida de Fernando Biz, 82, e Delinda Tomazi Biz, 86 anos, uma frase que o casal costumava repetir foi lembrada pelos amigos e parentes como consolação, como homenagem, como reconhecimento de mais uma promessa feita e cumprida:

“Quando a gente se for, a gente vai junto”.

Fernando sofria de problemas cardíacos e morreu durante o sono, por volta das 7h da última terça-feira. A esposa Delinda, internada na noite anterior com dor no peito, partiu no mesmo dia, pouco antes das 13h, após falência de múltiplos órgãos. Ao dia seguinte, Delinda e Fernando foram sepultados juntos no Cemitério Jardim da Paz, em Araranguá, na região sul de Santa Catarina.

A família e os amigos se reuniram neste domingo para a missa de sétimo dia celebrada pelo eterno descanso do casal, que, na vida e na morte, comoveu toda a comunidade em cujo meio viveu durante 40 anos – e onde ainda vive boa parte dos 10 filhos, 23 netos, 17 bisnetos e a tataraneta. Seu testemunho de fé não deixou de dar frutos:

Como ela sempre nos criou assim, a gente acabou buscando conforto nessas palavras dela, no amor que eles tinham um pelo outro e que tinham que viver para sempre juntos (…) Só o conforto desse amor tão lindo, que nem a morte conseguiu separar, é que consola“, comenta uma das netas do casal, Greysian, de 37 anos.

O tempo não pôde nem com suas lembranças, nem com sua união

Fernando sofria do mal de Alzheimer e já tinha perdido parte das memórias – esquecera algumas pessoas, mas jamais a esposa. Ao dar pela sua falta na noite anterior, quando Delinda tinha sido levada ao hospital, ele logo perguntou onde ela estava.

No hospital, também Delinda sentia a falta do marido. Enquanto conversava com uma das filhas, repetiu várias vezes que se sentia muito triste. A poucos quilômetros dali, Fernando, que estava dormindo, não voltaria a despertar neste mundo.

Talvez eles soubessem… E, talvez, também soubessem que não ficariam distantes um do outro durante mais que seis horas…

Como ainda ocorre em quase todas as famílias sulistas descendentes de imigrantes italianos, a neta fala dos avós usando os termos “nonno” e “nonna“. Ela testemunha:

Eles eram sempre muito de Deus, iam à missa todo final de semana, educaram toda a família assim. Quando alguém dizia que ela estava forte, bem de saúde, e o nonno mais doentinho, ela dizia: ‘Hoje a gente tá bem; de vez em quando, tá ruinzinho… Mas, quando a gente se for, a gente vai junto’“.

E eles foram, como sempre estiveram, juntos. Delinda e Fernando continuam juntos para sempre.

____________

A partir de matéria do Diário Catarinense

Selecione como você gostaria de compartilhar.

Compartilhar
* O crédito para artigos compartilhados será fornecido somente quando o destinatário do seu artigo compartilhado clicar no URL de referência exclusivo.
Clique aqui para mais informações sobre o Sorteio da Aleteia de uma Peregrinação a Roma

Para participar do Sorteio, você precisa aceitar os Termos a seguir


Ler os Termos e Condições