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ONU alerta sobre deslocamento de pessoas no nordeste da Colômbia

© Carlos Villalon / Karl Penhaul / AFP
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Um total de 923 pessoas foram deslocadas nas últimas semanas no departamento colombiano de Norte de Santander, fronteiriço com a Venezuela, após enfrentamentos entre o Exército e grupos ilegais, informou o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas (OCHA, na sigla em inglês).

“Durante as últimas duas semanas de julho e a primeira semana de agosto se apresentaram frequentes enfrentamentos armados entre o Exército e grupos armados não estatais nas áreas urbanas dos municípios de Teorama, Hacarí e em Veredal de El Tarra (Norte de Santander)”, indicou o OCHA em comunicado.

Os atos de violência, registrados entre 19 de julho e 7 de agosto, resultaram no “deslocamento forçado interurbano” de 655 pessoas em Teorama e Hacarí e o “deslocamento interveredal (vereda é uma subdivisão municipal na Colômbia)” de 268 cidadãos no El Tarra, acrescentou.

Os três municípios fazem parte de Catatumbo, uma região de aproximadamente 4.800 km2 fronteiriça com a Venezuela, que é uma área de cultivos ilícitos, com a presença de máfias e grupos de guerrilhas.

Segundo a OCHA, a maioria das famílias de Teorama e Hacarí se “deslocam temporariamente” para passar a noite com familiares ou amigos porque suas casas ficam perto de postos policiais e porque querem “evitar as ações armadas”. “Depois retornam a suas casas”, acrescentou.

O OCHA alertou para o “alto risco” de que haja novos deslocamentos”, a “possível estigmatização das comunidades, e infrações ao Princípio de Distinção e Proporcionalidade do Direito Internacional Humanitário”.

A Colômbia vive um conflito armado de mais de meio século, envolvendo guerrilhas, paramilitares, forças do Estado e traficantes de drogas, que resulta em 260.000 mortos e 45.000 desaparecidos.

No país há 6,8 milhões de pessoas deslocadas, sendo a nação com o maior número de deslocamentos internos do mundo, segundo a ONU.

(AFP)