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Veja quem são os principais atores na guerra na Síria

Agências de Notícias - publicado em 26/08/16

Iniciado em 15 de março de 2011, o conflito na Síria se tornou cada vez mais complexo e internacional com a entrada de grupos extremistas e países estrangeiros.

A última potência a se envolver militarmente foi a Turquia, que enviou tropas para expulsar o grupo Estado Islâmico (EI) de uma localidade em sua fronteira e parar os avanços das forças curdas.

QUEM COMBATE QUEM- Regime contra rebeldes:

Esta é a principal frente. O exército (300.000 homens) e seus aliados combatem uma miríade de grupos rebeldes aliados a jihadistas sírios e estrangeiros.

A maior aliança antirregime é o Exército da Conquista. Ela reúne grupos islamitas, como Ahrar al-Sham ou Faylaq al-Sham e extremistas da Frente Fateh al-Sham (ex-Frente al-Nosra liderada por Abu Muhammad al-Jolani e que renunciou a sua ligação com a Al-Qaeda).

Os opositores procuram acima de tudo tomar a cidade de Aleppo (norte), a segunda maior do país.

O regime também quer retomar o controle da região de Ghouta oriental, perto de Damasco, em grande parte nas mãos de Jaich al-Islam.

– Regime contra o EI:

O regime expulsou, no final de março, o Estado Islâmico da cidade histórica de Palmira (centro), mas não foi capaz de retomar Tabqa, na província de Raqa (norte).

– Regime contra os curdos:

A aviação síria atingiu os curdos pela primeira vez em meados de agosto. Ela visou a cidade de Hassaké (noroeste), mas as forças curdas controlam 90% da cidade.

– Curdos contra o EI:

Desde janeiro de 2015, os curdos expulsaram o grupo de Abu Bakr al-Baghdadi das cidades estratégicas de Kobani e Minbej, na província de Aleppo, de Tall Abyad, na província de Raqa, e de localidades da província de Hassaké.

Os curdos estabeleceram em 2012 uma região semiautônoma no norte e nordeste, onde têm a sua própria polícia (Assayech).

O principal partido curdo é o PYD (Partido da União Democrática) com o seu braço armado, as YPG (Unidades de Proteção do Povo Curdo).

As YPG lideram as Forças Democráticas Sírias (FDS), aliança antijihadista formada em outubro de 2015 e que também inclui combatentes árabes.

– EI contra os rebeldes:

Os rebeldes foram os primeiros a combater o EI, antes de serem derrotados pelos ultrarradicais.

Os extremistas ainda ameaçam o reduto rebelde de Marea, na província de Aleppo.

Um pequeno número de grupos rebeldes, apoiados por Ancara, participou na quarta-feira da operação turca para expulsar o EI de Jarablos (norte).

QUEM APOIA QUEM- REGIME

O exército do presidente sírio Bashar al-Assad é apoiado por 200.000 membros de forças auxiliares, incluindo as Forças de Defesa Nacional. A eles, soma-se combatentes do Hezbollah xiita libanês (entre 5.000 e 8.000 homens) e os combatentes iranianos, iraquianos e afegãos.

A Rússia lançou uma campanha de ataques aéreos no final de setembro que permitiu que as forças de Assad expulsassem os rebeldes das províncias de Aleppo, Latakia (oeste), Damasco e Deraa (sul) e o EI de Palmira.

O Irã, o principal aliado regional, enviou milhares de combatentes e fornece ajuda econômica.

– REBELDES

Os rebeldes ditos moderados são apoiados pelos ocidentais, principalmente os Estados Unidos, a França e a Grã-Bretanha.

Os rebeldes islamitas são ajudados pela Turquia, a Arábia Saudita e o Catar.

– CURDOS

Os curdos são apoiados pela coalizão internacional liderada por Washington desde 2014 em sua luta contra o EI.

– EXTREMISTAS

Nenhum país apoia abertamente a Frente Fateh al-Sham e o EI, grupos rivais classificados como organizações “terroristas” pela ONU.

O EI se financia por meio da conquista de territórios ricos em petróleo, agrícolas e arqueológicos.

QUEM CONTROLA O QUE- REGIME (cerca de 35% do território)

Assad perdeu a maior parte do território, mas ainda mantém o controle de áreas estratégicas: Damasco, Homs e Hama (centro), o litoral e uma parte de Aleppo, onde vive quase 60% da população.

– EI (cerca de 35%)

Apesar das derrotas sofridas desde 2015, o grupo extremista domina o leste do país, com Deir Ezzor na fronteira com o Iraque, a maior parte da província de Raqa (norte), e uma presença nas regiões de Aleppo, coma a cidade de Al-Bab, de Hama, Damasco, Homs e no sul.

– CURDOS (18%)

Desde 2014, os autonomistas conquistaram um vasto território nas províncias de Hassaké, Aleppo e Raqa. Eles controlam três quartos da fronteira sírio-turca.

– REBELDES E FATEH AL-SHAM (12%)

Os rebeldes recuaram ao norte de Aleppo, mas marcaram pontos no final de agosto no sul.

O Exércio da Conquista domina toda a província de Idleb (noroeste).

QUAL É O OBJETIVO DOS BELIGERANTES- REGIME

Bashar al-Assad, que se recusa a deixar o poder, quer “reconquistar” toda a Síria.

– REBELDES

O objetivo dos rebeldes é derrubar o clã Assad, no poder há mais de meio século. Fateh al-Sham aspira criar um Emirado islâmico.

– CURDOS

Os curdos proclamaram em março uma região federal e aspiram uma autonomia aos moldes do Curdistão iraquiano.

– EI

Este grupo, o mais temido do mundo em razão das inúmeras atrocidades cometidas, quer preservar seu “califado”, proclamado em 2014 nos territórios sob se controle no Iraque e na Síria.

– ESTADOS UNIDOS

Após defender a saída de Assad, Washington se concentra na luta contra o Estado Islâmico, apoiando-se principalmente nas forças curdas, o que abala as relações com a Turquia, seu aliado na Otan.

– RÚSSIA

Moscou rejeita a saída de Assad pela força. Quer uma vitória diplomática, conduzindo com Washington negociações entre o regime e a oposição, atualmente em ponto morto.

– IRÃ

O Irã xiita quer desempenhar um papel de protagonista no mundo árabe, apoiando-se no arco que compreende a Síria, o Iraque e o Hezbollah.

– TURQUIA

Ancara, que considera o PYD e as YPG como “terroristas”, quer impedir os curdos de unir seu território do noroeste ao nordeste.

(AFP)

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