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Tensão aumenta na Venezuela por protestos chavista e opositor

FEDERICO PARRA / AFP
Opposition activists march in protest against the death of a student occured during a demonstration in the state of Tachira on the eve, in Caracas, on February 25, 2015. participates in a rally to protest the death of a student in Tachira State, in Caracas on February 25, 2015. Venezuelan prosecutors said they would charge a policeman in connection with the death of a 14-year-old boy who was killed Tuesday at a protest against the country's economic crisis. AFP
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A Venezuela vive um novo episódio de tensões. Os chavistas se manifestaram maciçamente nesta terça-feira em uma contraofensiva frente ao protesto de quinta-feira convocado pela oposição para exigir o referendo revogatório contra o presidente Nicolás Maduro.

Com o nome de “Tomada da Venezuela”, os seguidores do governo, vestidos de vermelho, começaram a se concentrar em um setor central de Caracas e em outros pontos do país em apoio a Maduro e à revolução socialista de Hugo Chávez (1999-2013).

“Esse é o povo chavista nas ruas manifestando seu apoio ao presidente Maduro e defendendo um projeto político”, declarou, ao liderar a manifestação, o número dois do chavismo, Diosdado Cabello, que acusou a oposição de planejar um golpe de Estado.

A opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) ajeita os detalhes para o que chama de a “Tomada de Caracas”, com a qual na quinta-feira pedirá a aceleração do processo do revogatório ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE), acusado de servir ao chavismo.

“Que ninguém se deixe intimidar”, conclamou o líder opositor Henrique Capriles, que em entrevista à AFP assegurou que tem início agora uma nova etapa de mobilizações para obrigar o governo a aceitar o referendo.

Tanto o governo quanto a oposição têm trocado acusações nos últimos dias sobre atiçarem a violência nas manifestações, aumentando o temor na população de ocorrerem incidentes.

Alguns comércios no leste de Caracas, que a MUD previu como pontos de chegada de opositores de várias cidades do país, planejam fechar na quinta-feira. “Vou ao protesto, porque o país está mal e temos que nos pronunciar”, disse à AFP María Rodríguez, que vendia biscoitos a um pedestre em seu quiosque.

Imersa em uma profunda polarização política, a Venezuela sofre uma grave crise econômica com a escassez de produtos básicos que chega a 80% e uma inflação que foi de 180% em 2015, a mais alta do mundo, e que segundo o FMI chegará a 720% esse ano.

“Nem que prendam todos nós”Deputados da maioria opositora no Parlamento denunciaram nesta terça-feira a “perseguição” contra dirigentes da MUD. A oposição assegura que o governo está “amedrontando” seus seguidores para evitar que se manifestem.

“Vê-se uma aumento seletivo no isolamento de dirigentes” da MUD, assegurou nesta terça-feira o chefe parlamentar e anti-chavista Henry Ramos Allup.

As autoridades venezuelanas enviaram à cadeia, no sábado, o ex-prefeito opositor Daniel Ceballos, que estava em prisão domiciliar há um ano, acusando-o de planejar sua fuga e preparar atos violentos para quinta-feira.

Na segunda-feira, detiveram em Caracas o opositor Yon Goicochea, acusado de portar detonadores para explosivos que segundo o governo seriam usados no protesto. A oposição rejeitou as acusações.

“Nem se prenderem todos nós irão evitar que as pessoas saiam para lutar por uma mudança democrática, eleitoral e pacífica”, expressou o deputado opositor Tomás Guanipa, que acusou o governo de “plantar” provas contra Goicochea.

O Sindicato dos Jornalistas denunciou um ambiente difícil para a imprensa. Pessoas não identificadas lançaram, nesta terça-feira, bombas incendiárias contra o jornal El Nacional, de linha opositora, enquanto jornalistas da emissora árabe Al Jazeera, que viajaram até a Venezuela para cobrir o protesto, não obtiveram permissão de entrada ao chegar no aeroporto.

Maduro denunciou que a oposição organiza um golpe de Estado conduzido do exterior pelos Estados Unidos. O dirigente chavista Jorge Rodríguez sentenciou nesta terça-feira, na manifestação, que no centro de Caracas os opositores “não vão entrar”.

“Presume-se atos de violência e desestabilização (…) Quando uma manifestação se transforma em violenta esse direito se perde”, advertiu o ministro do Interior, o general Néstor Reverol, que analisa o dispositivo de segurança com chefes policiais.

A Igreja Católica venezuelana pediu nesta terça que o governo respeite “o direito legítimo” à manifestação. A oposição denunciou que as autoridades estão impedindo seguidores vindos de outras regiões do país cheguem.

(AFP)