Aleteia logoAleteia logo
Aleteia
Sexta-feira 23 Abril |
Bem-aventurada Maria Gabriela Saghéddu
home iconAtualidade
line break icon

ONU quer responsabilizar e julgar autores do massacre no Iêmen

<p>(9 mai) Iemenitas aguardam para coletar água de uma fonte pública na capital, Sanaa</p>

Agências de Notícias - publicado em 10/10/16

A ONU exigiu nesta segunda-feira que se responsabilize e julgue os envolvidos no bombardeio que matou 140 pessoas durante um funeral no Iêmen, em um ataque atribuído pelos rebeldes xiitas que controlam Sanaa à coalizão liderada pela Arábia Saudita.

“Temos que fazer todo o possível para garantir que os autores destes ataques desumanos cheguem à Justiça”, disse o representante da ONU para o Iêmen, Ismail Uld Sheikh Ahmed, após se reunir com o ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Marc Ayrault.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, defendeu a criação de uma comissão independente que investigue as violações dos direitos humanos no Iêmen, afirmando que o Conselho de Direitos Humanos, com sede em Genebra, deve realizar uma “investigação completa”, depois que o organismo negou-se no mês passado a iniciá-la.

“Deve haver responsabilidades pela reprovável condução desta guerra”, disse Ban a jornalistas. “Insisto em que o Conselho de Direitos cumpra seu dever e aja”.

No fim de setembro, um grupo de países europeus, liderados pela Holanda, impulsionaram neste Conselho uma resolução propondo uma investigação internacional, mas a proposta foi descartada e ficou sobre a mesa um texto mais brando, proposto pelo Sudão.

A Arábia Saudita, que lidera a coalizão militar em apoio ao governo do Iêmen contra os rebeldes huthis, se opôs incondicionalmente a uma investigação.

Ban disse que o bombardeio durante um funeral, que matou mais de 140 pessoas, foi “um ataque impiedoso contra civis e uma violação vergonhosa da legislação internacional sobre direitos humanos”.

“Este era um centro comunitário conhecido por todos. Estava lotado de famílias e crianças”, acrescentou.

No ataque de sábado, um dos mais mortais desde que a coalizão lançou sua ofensiva, em março de 2015, também ficaram feridas mais de 500 pessoas.

Os rebeldes acusaram de imediato a coalizão dirigida por Riad e a Arábia Saudita negou as acusações, ordenando a abertura de uma investigação sobre o bombardeio.

No domingo foram registradas manifestações em Sanaa, onde milhares de partidários huthis gritaram “Morte aos Al-Saud”, a família que reina em Riad.

O objetivo da coalizão árabe é restabelecer a autoridade em todo o país do governo iemenita reconhecido pela comunidade, e de seu presidente, Abd Rabbo Mansur Hadi.

Já o ex-presidente iemenita Ali Abdullah Saleh, aliado dos rebeldes, convocou, com retórica belicista, uma mobilização militar na fronteira saudita.

Em um discurso transmitido pela televisão, o ex-presidente, que dirigiu o país por mais de 30 anos e que ainda conta com forte apoio no exército, mesmo quatro anos depois de ter sido obrigado a deixar o poder, convocou “as forças armadas e os comitês populares a se dirigirem ao front de guerra na fronteira para vingar as nossas vítimas”.

– Preocupação em Washington -Os Estados Unidos, aliados de Riad, disseram estar “profundamente preocupados” e anunciaram que revisarão seu apoio à coalizão árabe, uma ajuda que foi diminuindo nos últimos meses.

O ataque de sábado fez com que o secretário de Estado americano, John Kerry, tomasse a atitude incomum de ligar para o vice-príncipe herdeiro e ministro da Defesa saudita, Mohamed ben Salman. E também conversou com seu colega saudita, Adel al Jubeir, a quem pediu que “este tipo de ataque não se reproduza nunca mais”. Kerry também defendeu um cessar imediato das hostilidades.

Esta situação é incômoda para os Estados Unidos, que fornecem bombas de precisão, informações e conselhos aos sauditas, embora essa ajuda tenha se reduzido de maneira significativa.

(AFP)
Apoiar a Aleteia

Se você está lendo este artigo, é exatamente graças a sua generosidade e a de muitas outras pessoas como você, que tornam possível o projeto de evangelização da Aleteia. Aqui estão alguns números:

  • 20 milhões de usuários no mundo leem a Aleteia.org todos os meses.
  • Aleteia é publicada diariamente em sete idiomas: inglês, francês,  italiano, espanhol, português, polonês e esloveno
  • Todo mês, nossos leitores acessam mais de 50 milhões de páginas na Aleteia.
  • 4 milhões de pessoas seguem a Aleteia nas redes sociais.
  • A cada mês, nós publicamos 2.450 artigos e cerca de 40 vídeos.
  • Todo esse trabalho é realizado por 60 pessoas que trabalham em tempo integral, além de aproximadamente 400 outros colaboradores (articulistas, jornalistas, tradutores, fotógrafos…).

Como você pode imaginar, por trás desses números há um grande esforço. Precisamos do seu apoio para que possamos continuar oferecendo este serviço de evangelização a todos, independentemente de onde eles moram ou do quanto possam pagar.

Apoie Aleteia a partir de apenas $ 1 - leva apenas um minuto. Obrigado!

Oração do dia
Festividade do dia





Top 10
1
ROBERTO CARLOS
Ricardo Sanches
A música que Roberto Carlos cantou no próprio aniversário de 80 a...
2
Imagem de Nossa Senhora na Síria
Reportagem local
Freiras na Síria redescobrem oração de 700 anos contra epidemias
3
KRZYŻYK NA CZOLE
Beatriz Camargo
60 nomes de bebês que carregam mensagens poderosas
4
TRIGEMELAS
Esteban Pittaro
A imagem de Nossa Senhora que acompanhou uma gestação rara
5
Broken Mary
Reportagem local
Nasce (e cresce) nos EUA a inspiradora devoção a “Nossa Senhora D...
6
Ordenação sacerdotal
Francisco Vêneto
Ex-testemunha de Jeová será ordenado padre católico aos 25 anos
7
MIGRANT
Jesús V. Picón
O menino perdido no deserto nos convida a refletir
Ver mais
Boletim
Receba Aleteia todo dia