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Exército iraquiano anuncia libertação de parte leste de Mossul

<p>Igreja na cidade iraquiana de Mossul que foi alvo de pichações é vista em 26 de julho de 2014</p>

Agências de Notícias - publicado em 19/01/17

O EI ainda controla a parte oeste da cidade, na margem direita do rio, onde está localizada a cidade velha

A parte leste de Mossul foi “libertada” em sua totalidade pelas forças iraquianas, assegurou nesta quarta-feira uma autoridade militar, três meses após o início da grande ofensiva para retomar a segunda cidade do Iraque das mãos do grupo Estado Islâmico (EI).

O general Talib al-Sheghati, que comanda as unidades de elite de combate ao terrorismo (CTS), anunciou a “libertação (…) da margem esquerda”, referindo-se à parte leste da metrópole do norte Iraque, cidade cortada pelo rio Tigre.

“Zonas significativas” do leste de Mossul estão agora sob o controle de forças do governo, disse ele numa coletiva de imprensa em Bartalla, perto de Mossul. Há apenas alguns extremistas que ainda resiste em uma pequena área no norte, afirmou.

O primeiro-ministro iraquiano, Haider al Abadi, destacou “os esforços destas valentes forças” que “conseguiram completar a limpeza da margem esquerda” do Tigre em Mossul.

O EI ainda controla a parte oeste da cidade, na margem direita do rio, onde está localizada a cidade velha, um labirinto de becos e ruelas impossível de percorrer pelos veículos militares.

É nesta parte que os extremistas são melhor implantados.

O general de brigada iraquiano Yahya Rasool explicou à AFP que, apesar do anúncio de anuncio de Sheghati, ainda haverá novos combates no leste de Mossul nos próximos dias.

“Sheghati é o chefe das CTS e falou das zonas sob o controle das CTS. Há alguns bairros que ainda estão sendo liberados e isto pode levar alguns dias”, informou.

Especialistas acreditam que não há mais dúvidas sobre o desenlace da batalha de Mossul. A cidade “está cercada e o Estado Islâmico não tem mais opções que combater ou se render”, disse Omar Lamrani, especialista do grupo de reflexão americano Stratfor. Mas – advertiu – “isto não quer dizer que a retomada de Mossul será o fim da insurreição”.

Dezenas de milhares de forças iraquianas e curdas lançaram em 17 de outubro uma operação militar para retomar o último grande reduto no EI no Iraque, com o apoio da coalizão internacional liderada por Washington.

O grupo extremista, responsável por numerosas atrocidades nos territórios que controla, havia tomado Mossul em junho de 2014, graças a uma grande ofensiva no norte e no oeste do Iraque, onde autoproclamou um califado.

Resistência enfraquecidaAs forças iraquianas, cujas CTS são a ponta de lança, entraram em Mossul em novembro e avançam, desde então, lentamente frente a feroz resistência dos extremistas islâmicos.

Os combatentes finalmente atingiram o rio Tigre no início de janeiro.

As autoridades iraquianas e americanas disseram que a resistência do EI tinha diminuído nas últimas semanas e que seus ataques suicidas usando caminhões-bomba eram cada vez menos eficazes.

Na vizinha Síria, uma aliança árabe-curda, apoiada pelos Estados Unidos, realiza desde 10 de dezembro uma ofensiva para retomar a cidade de Raqa, o principal reduto do EI neste país.

Mossul fica 350 km a noroeste de Bagdá, no norte do Iraque, e tinha uma população estimada em quase dois milhões de pessoas quando foi tomada pelos extremistas, em junho de 2014. É o último grande reduto urbano do grupo Estado Islâmico no Iraque.

(AFP)

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