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Por que Bill Gates quer que os robôs paguem impostos?

Shutterstock / JStone

Bill Gates. Um dos homens mais ricos e poderosos do mundo estudou até a sexta série em uma escola pública. Ele e a irmã eram incentivados pelos pais a tirarem boas notas via permuta: ganhavam 25 dólares quando os resultados fossem satisfatórios. Ele sempre ganhava menos. Entretanto, entrou para a Universidade de Harvard com 18 anos.

Esteban Pittaro - publicado em 21/02/17

Uma proposta focada no ser humano diante dos avanços da automação dos postos de trabalho

Primeiro, ele criou o software, aquele dispositivo que não vemos e que poderia valer mais do o hardware (aquele que vemos). O layout foi tão simples que mudou de maneira universal e para sempre a forma com que as pessoas interagem com os computadores e com a tecnologia. E ele se tornou imensamente rico. Tanto que sua fortuna equivale aproximadamente aos PIB´s da Costa Rica, Honduras e Nicarágua juntos.

Bill Gates viu antes o que poucos visionários, como Steve Jobs, viam. Agora, ele acredita que a robótica ganha um papel predominante nos trabalhos, mas as empresas não tiram proveito dela. Em uma entrevista à revista Quartz, Gates não questionou a substituição dos postos de trabalho pela tecnologia, mas disse que as companhias deveriam pagar impostos pelo serviço executado pelos robôs. Para quê? Para que haja mais pessoas cuidando dos idosos, dos deficientes ou à frente das salas de aula com menos alunos.

“Se uma pessoa faz um trabalho por 50 mil dólares em uma fábrica, esse trabalho é taxado por um imposto. Se um robô faz a mesma coisa, o governo também deveria cobrar impostos em um patamar semelhante”, argumentou o empresário.

Além disso, ele acredita que esses trabalhadores que foram substituídos pela tecnologia deveriam ser transferidos “para poder fazer um melhor trabalho junto aos idosos, tendo salas de aula menores e ajudando as crianças com necessidades especiais. Esses trabalhadores deveriam ser realocados nas tarefas em que a empatia humana e o conhecimento são fundamentais e que ainda lidamos com a carência de pessoas para ajudar. As empresas sairiam na frente se pudessem pagar às pessoas que foram substituídas para que elas façam esses outros trabalhos.”

“Você não pode simplesmente deixar de cobrar imposto pelo trabalho porque, em parte, é como se você estivesse financiando o trabalho humano. Uma parte do que se gera pela eficiência do trabalho assumido pelos robôs poderia ser convertida em imposto”, completou o milionário.

A voz de Gates advertindo sobre o assunto chega em um momento oportuno. No mundo, a substituição dos postos de trabalho por máquinas – ou pelo uso da tecnologia – avança a passos largos. Não se trata da introdução do braço mecânico na linha de produção, mas sim de trabalhos que exigem altos níveis de interação com pessoas.

Em julho do ano passado, a Accenture, por exemplo, informou que, só na Argentina, contava com 170 robôs para atividades de baixo valor agregado e altos índices de automação. A introdução de robôs atende a uma política global da empresa que acredita que, desta forma, pode usar mais de 20% do trabalho humano em outras áreas da companhia, inclusive em setores como atendimento ao consumidor e vendas. O impacto no talento humano – acredita a empresa – seria positivo. Eles asseguram que sempre focam na retenção do talento e na geração de novas tarefas de valor agregado.

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