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Cardeal revela o segredo para aumentar as vocações: e é simples, mas exigente

© Antoine Mekary | ALETEIA
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"O trabalho missionário não é uma tarefa humana; vem só de Deus. A oração de intercessão é suave e confiante"

A propósito das vocações, o cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino e para a Disciplina dos Sacramentos, comenta no livro “Deus ou nada”:

_______

O Papa escreveu uma passagem admirável onde nos lembra:

“Os grandes homens e mulheres de Deus foram grandes intercessores. A intercessão é como um ‘fermento’ no coração da Trindade. É uma forma de penetrar o coração do Pai e descobrir novas dimensões que podem dar luz a situações concretas e mudá-las. Podemos dizer que o coração de Deus é tocado pela nossa intercessão, mas, na verdade, Ele está lá sempre primeiro. O que a nossa intercessão obtém é que o Seu poder, o Seu amor e a Sua fidelidade são mostrados de forma ainda mais clara no meio do povo” (Evangelii Gaudium, 283).

Se um homem não levanta o seu olhar para Deus, rezando e intercedendo, ele seca e morre para si mesmo. A mesma coisa também se aplica, de um modo semelhante, ao sucesso do trabalho missionário. (…)

A oração dos monges e das freiras é um dos fundamentos mais produtivos da Igreja. Os mosteiros são centros absolutamente prodigiosos de evangelização e missão. A oração ardente e contínua das carmelitas, dos beneditinos, dos cistercienses ou das irmãs da Visitação, para mencionar apenas algumas congregações, ajuda e dá imenso suporte ao trabalho dos sacerdotes. O mundo moderno, e até alguns membros do clero, inebriados pelo seu sentimento de poder, muitas vezes pensam que os monges e as freiras de clausura não servem para nada. Em última análise, é o maior elogio que podemos dar aos contemplativos que se retiraram para trás dos altos muros dos seus claustros: eles não servem a nada aqui na terra; servem apenas a Deus. Este é o simples e bonito segredo das suas orações, que dão suporte a todo o mundo.

Como é que podemos esquecer as palavras de Cristo?

“A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da messe que mande trabalhadores para a sua messe. Eis que Eu vos envio como cordeiros em meio de lobos. Não leveis bolsa, nem alforge, nem sandálias; e não vos detenhais a saudar ninguém pelo caminho” (Lc 10, 2-4).

A primeira coisa a fazer quando faltam trabalhadores não é usar a nossa inteligência para reestruturar a diocese ou reorganizar as paróquias, consolidando-as – o que não é negar a possível utilidade e adequação de tal projeto. Pelo contrário, é necessário pedir a Deus que forme muitas santas vocações para o sacerdócio ministerial e para a vida consagrada.

Será que rezamos mesmo ardentemente pelas vocações? Rezamos todos os dias para pedir a Deus que envie mais sacerdotes?

Temos de pedir a Deus sem parar que forme grandes missionários no meio do seu povo. O trabalho missionário não é uma tarefa humana; vem só de Deus. A oração de intercessão é suave e confiante. Os padres espiritanos da minha infância tiveram missões bem sucedidas porque estavam constantemente imersos em oração, pedindo a Deus que lhes desse a Sua proteção e que tornasse produtivo o seu trabalho de semeadores da palavra. Humanamente falando, como é que alguém podia imaginar por um momento que aqueles pobres homens conseguiriam comunicar as palavras de Cristo nas regiões mais remotas da África? Só o poder missionário da oração de intercessão, de que o Papa Francisco fala, pode explicar os seus feitos admiráveis…

Durante os três anos da sua vida pública nesta terra, Jesus várias vezes se retirou com os apóstolos para rezar. A missão de Cristo e dos primeiros cristãos já era o trabalho de Deus. O sofrimento que muitas vezes acompanha o trabalho missionário se transforma em vitória pela oração de intercessão.

Cardeal Robert Sarah, em “Deus ou nada”