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Talco para bebês é associado a casos de câncer

TALC, TALCUM
Mike Mozart
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Júri de Los Angeles determinou que a J&J deverá pagar 417 milhões de dólares a mulher com câncer de ovário após usar um talco da empresa durante mais de 50 anos

Um júri de Los Angeles, nos Estados Unidos, determinou que a empresa Johnson & Johnson (J&J) deverá pagar 417 milhões de dólares a Eva Echeverria, de 63 anos, que teria contraído um câncer de ovário depois de usar durante mais de 50 anos um talco para bebês comercializado pela empresa. A paciente, cujo tumor foi diagnosticado em 2007, está com a doença em fase terminal.

Segundo o canal norte-americano Univisión, a compensação financeira “é a maior que a companhia de produtos higiênicos já teve de pagar em processos que vinculam o talco ao câncer de ovário”.

Sim, porque não é o primeiro processo que a multinacional enfrenta pela mesma razão ou por razões parecidas. Só na Califórnia há mais de 300 demandas pendentes. Nos Estados Unidos como um todo já são mais de 4.500 litígios contra a empresa por conta de doenças que teriam relação com os seus produtos Johnson’s Baby Powder e Shower to Shower.

As acusações consideram que a empresa sabia ou devia saber dos riscos associados aos componentes do produto, até porque a Coalizão de Prevenção ao Câncer a notificou em 1994 sobre estudos que concluíam que o uso de talco na área genital “envolvia alto risco de câncer de ovário”.

No caso de Eva Echeverria, o talco para bebês da Johnson & Johnson foi usado desde que ela tinha 11 anos de idade e se estendeu durante cinco décadas. Ela parou de usá-lo em 2016 por causa de notícias a respeito de outra mulher que dizia ter contraído câncer de ovário devido a esse mesmo talco.

No processo, argumenta-se que se a Johnson & Johnson tivesse publicado uma advertência de risco nas embalagens do produto, Eva teria deixado de usá-lo muito antes.

O júri considerou objetiva a conexão entre o câncer de ovário e o uso do talco, mas a Johnson & Johnson, que no ano passado teve lucro de 16,5 bilhões de dólares, anunciou que vai recorrer. A empresa alega que “existem evidências científicas de que o talco da companhia é seguro”.

Em maio deste ano, um júri em Saint Luis, no Missouri, também condenou a companhia a pagar 110,5 milhões de dólares a uma mulher que, depois de usar o produto durante 40 anos, teve um câncer de ovário diagnosticado em 2012. No ano passado, outras três mulheres ganharam processos similares, cujas compensações foram de 72, 70 e 55 milhões de dólares. No entanto, outros tribunais rejeitaram casos semelhantes afirmando que os demandantes não conseguiram comprovar que o talco fosse um produto cancerígeno.

Até agora, a J&J foi declarada culpada em cinco casos, cujas indenizações somaram 720 milhões de dólares, mas foi inocentada em um processo julgado em março deste ano.

A empresa se ampara num estudo do Instituto do Câncer dos Estados Unidos que afirma que “as provas apresentadas não confirmam correlação entre uma exposição ao talco na área do períneo e um risco maior de câncer de ovários”.

O porta-voz da J&J afirmou: “Estamos preparados para outros julgamentos nos Estados Unidos e continuaremos defendendo a segurança do talco para bebês”.