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Alemanha inaugura memorial dedicado às vítimas do ataque de 1972 em Munique

© JEWEL SAMAD / AFP
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A Alemanha inaugurou um memorial, nesta quarta-feira, dedicado aos 11 atletas israelenses assassinados no dia 5 de setembro de 1972 pelo comando palestino “Setembro Negro” durante as Olimpíadas de Munique.

Quarenta e cinco anos após a tragédia, o memorial foi instalado no Estádio Olímpico de Munique e é formado por fotos em preto e branco das vítimas, acompanhadas de suas biografias.

Com custo de 2,2 milhões de euros, a instalação foi inaugurada com a presença dos presidentes alemão Frank-Walter Steinmeier e israelense Reuven Rivlin, ao lado do presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI) Thomas Bach.

“Este novo lugar para a memória é um local importante, tanto para os israelenses quanto para os alemães. Mas antes de tudo, é dedicado às vítimas de 5 de setembro de 1972”, declarou Steinmeier.

Neste dia, oito membros da organização palestina “Setembro negro” entraram em um apartamento da delegação israelense na vila olímpica, matando oito atletas do país e tomando nove como reféns. A ideia era trocá-los por 232 prisioneiros palestinos.

A intervenção dos serviços de segurança alemães resultaram com a morte de todos os reféns, além de um policial alemão. Cinco dois oito membros do comando foram abatidos e outros três capturados.

O presidente israelense Reuven Rivlin lembrou que várias vítimas eram sobreviventes do Holocausto e que foram para Munique com espírito de reconciliação.

“Quarenta e cinco anos depois do massacre, o terrorismo internacional continua ameaçando as pessoas inocentes”, indicou Rivlin, avaliando que a comunidade internacional precisa se mostrar unida diante do terrorismo.

Vários familiares das vítimas assistiram a inauguração. Ilana Romano, viúva do halterofilista Yossef Romano, acompanhou o evento.

“Um ato muito emocionante”, indicou Ilana, que desde 1978 luta por um memorial em homenagem às vítimas.

“Uma dor profunda, mas um sentimento de gratidão”, acrescentou, lembrando que os esportistas israelenses que viajaram para Munique foram “contentes e cheios de esperança, mas voltaram em um caixão pelo único erro de serem israelense”.

Depois, Reuven Rivlin e Frank-Walter Steinmeier foram ao campo de concentração de Dachau, próximo de Munique, para depositar uma coroa de flores.

(AFP)