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Como foi que os gatos viraram “símbolos do demônio”?

BLACK CAT
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E esse preconceito, baseado em mera ignorância, ainda pode ter contribuído para a difusão da peste!

Ao contrário dos cachorros, os gatos eram vistos, no geral, como “símbolos do mal” em quase toda a Europa medieval. Essa má reputação parece ter surgido, pelo menos em parte, do aparente caráter “indolente” dos gatos.

Nas artes plásticas, eles representavam com frequência a luxúria, podendo ser vistos com essa conotação em representações da queda de Adão e Eva, por exemplo. Depois, passaram a ser interpretados como um símbolo de Satanás – em especial os gatos pretos, associados à bruxaria.

Alguns autores até consideram que existe certo vínculo entre o preconceito contra os gatos e a devastação provocada na Europa pelos surtos de peste. É que, segundo as hipóteses desses pesquisadores, a ignorância que sustentava esse preconceito levava a população a matar sistematicamente os gatos, a ponto de, em algumas localidades, eles terem chegado a desaparecer. E o resultado da ausência de gatos fez crescer por todo o continente a população de… ratos. Em decorrência disso, a peste propagada por esses roedores se estendeu mais rápida e facilmente, ceifando a vida de milhões de europeus em diversos surtos da doença, particularmente na dramática epidemia de peste negra que assolou o continente no século XIV, chegando ao auge entre 1346 e 1353.

Ao se identificar que o problema estava nos ratos muito mais do que nos gatos, os felinos passaram a ser relativamente bem-vindos em muitos lares – mas os gatos pretos ainda conservaram aquela associação com o mal, que, diga-se de passagem, sobrevive até hoje em dia.

Os gatos pretos continuam sendo injustamente associados, inclusive em nosso tempo, a conceitos supersticiosos como o de “azar” – e grande parte da responsabilidade pela perpetuação desse preconceito é da indústria do entretenimento, que insiste em produzir de filmes de terror a temas de Halloween explorando as crendices em torno aos pobres gatos pretos.