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Francisco pede à Colômbia que abandone ‘cultura da morte’

CARTAGENA,POPE FRANCIS

Marko Vombergar | Aleteia | I.Media

Agências de Notícias - publicado em 10/09/17

O papa Francisco pediu neste domingo à Colômbia que troque “a cultura da morte” pela “da vida”, ao encerrar sua visita a um país que tenta superar mais de meio século de uma sangrento conflito armado.

“É preciso gerar de baixo uma mudança cultural: responder à cultura da morte, da violência, com a cultura da vida, do encontro”, disse o papa no porto de Cartagena, durante a última das quatro missas que celebrou nesta viagem à Colômbia.

Francisco, que em sua visita defendeu a reconciliação em um país que busca acabar com o último conflito armado das Américas, exortou os colombianos a construir a paz “não com a língua, mas sim com as mãos e as obras”.

“Se a Colômbia quer uma paz estável e duradoura, tem que dar um passo urgente” na direção “do bem comum, da equidade, da justiça, do respeito à natureza humana e a suas exigências”.

Francisco apoiou com firmeza o acordo de paz firmado em novembro entre o governo de Juan Manuel Santos e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que foram a principal guerrilha do continente e agora formam um novo partido político.

“Se trata de um acordo de convivência, de um pacto social e cultural”, destacou o papa em sua última mensagem antes de partir neste domingo de volta ao Vaticano, na qual também defendeu o respeito à natureza, aos direitos humanos e aos menos favorecidos.

O papa recordou que durante esta viagem que o levou a Bogotá, Villavicencio, Medellín e Cartagena escutou diversos testemunhos de vítimas com “ferimentos terríveis que pode contemplar em seus próprios corpos” e que, apesar disto, “foram ao encontro das pessoas que os feriram”.

Na Colômbia, Francisco insistiu em sua mensagem de paz e reconciliação no momento em que o país está a ponto de encerrar o último conflito armado das Américas, que deixou mais de 7 milhões de vítimas, entre mortos, desaparecidos e deslocados, em mais de meio século.

(AFP)

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