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O mistério da carta de Cristóvão Colombo roubada do Vaticano

Christopher Columbus
Domenico Stinellis | AP
A reprinted copy of Christopher Columbus original letter written in 1493 about the discovery of the New World is displayed during a press conference in Rome, Wednesday, May 18, 2016. The United States has returned to Italy a letter written by Christopher Columbus in 1493 about his discovery of the New World that was stolen from a Florence library and unwittingly acquired by the Library of Congress. (AP Photo/Domenico Stinellis)
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Não é uma carta qualquer: o documento fala sobre o descobrimento da América

Uma carta que narra o descobrimento da América? Sim! Ela estava no Vaticano, mas despareceu em algum momento do século XX. E foi encontrada recentemente nos Estados Unidos, conforme informou o Wall Street Journal.

O documento é a cópia impressa de uma carta escrita à mão por Cristóvão Colombo em 1493 para ser enviada os soberanos espanhóis Fernando e Isabel, sob cuja proteção Colombo realizou suas viagens à América. A Epistola Christofori Colom – este é o nome que aparece nos catálogos vaticanos – foi inserida em uma publicação de quatro páginas, em que Colombo noticiava a descoberta ao mundo.

Como a carta foi desaparecer do Vaticano?

Foram impressas 500 cópias do escrito. Mas poucas resistiram à ação do tempo.

Este exemplar, em particular, chegou aos arquivos vaticanos nos anos 20 do século XX. Em 1934, foi incluída em uma antologia de impressões do século XVI. Depois – não se sabe exatamente quando – desapareceu e foi substituída por uma cópia falsa (Huffington Post).

Um certo Robert Parsons – colecionador de manuscritos de literatura de viagem – adquiriu o documento no ano de 2004 por 875.000 dólares quando ele foi colocado à venda – parece que por boa fé – por um comerciante.

Entretanto, as investigações não conseguiram descobrir quem roubou a carta e como fez para tirá-la dos muros vaticanos sem levantar suspeitas.

A decisão da viúva

O comprador da carta, Parsons, morreu em 2014 e a carta foi herdada pela viúva. No entanto, até o começo de 2017 não foi possível confirmar o roubo. As autoridades pediram à viúva que um especialista nomeado pelo governo americano examinasse o documento.

“Depois de uma análise das dimensões da página, das anotações a lápis e da encadernação, o especialista concluiu que a cópia original era a que estava com a Sra. Mary Parsons, e que a que está atualmente no Vaticano não passa de uma falsificação”, diz o documento emitido pela magistratura americana, que também reconheceu que a mulher não tinha conhecimento do roubo da carta.

A Sra. Parsons concordou em devolver a carta ao Vaticano.