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Kosovo celebra décimo aniversário de sua declaração de independência

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Kosovo celebra o décimo aniversário da sua declaração de independência neste sábado (17), dia de orgulho nacional para os albaneses kosovares, embora os sérvios continuem rejeitando sua soberania.

As cores amarelo e azul da bandeira enchem as ruas de Pristina, decoradas para um fim de semana de celebrações que incluirá, no sábado à noite, um show da cantora pop britânica Rita Ora, nascida na capital kosovar.

Quando era bebê, em 1991, sua família abandonou Kosovo, submetido então à repressão imposta pela Sérvia, cujo presidente, Slobodan Milosevic, havia suprimido o estatuto de autonomia da província.

Em 1998, começou um conflito entre as forças sérvias e o UCK, a guerrilha separatista albanesa kosovar.

Essa guerra, que deixou 13.000 mortos, terminou em 1999 após 11 semanas de bombardeios da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizados sob o impulso dos Estados Unidos para obrigar Belgrado a retirar seu Exército e sua Polícia de Kosovo.

Após essa retirada, uma missão da ONU e uma força da Otan foram implementadas na região.

Em 17 de fevereiro de 2008, seguindo um plano perfeitamente preparado com Washington e várias capitais europeias, os deputados kosovares proclamaram a independência, para desgosto de Belgrado.

“Kosovo personifica o desejo dos cidadãos de viverem livres”, afirmou neste sábado o primeiro-ministro Ramush Haradinaj durante uma reunião do governo, embora tenha reconhecido que as autoridades não responderam por completo às expectativas de criação de um Estado moderno.

“Nossas expectativas não foram cumpridas, ou foram cumpridas muito pouco”, afirmou o professor aposentado Pashk Desku, de 66 anos.

“Os problemas nos perseguem. Temo que, em vez de melhorar, as coisas piorem”, acrescentou.

– Rejeição dos sérvios –

O povo de Kosovo e a minoria sérvia (cerca de 120.000 do 1,8 milhão de kosovares) quase não se misturam, como fica claro em Mitrovica. Nessa cidade do norte de Kosovo, os sérvios vivem ao norte do rio Ibar, e os albaneses kosovares, ao sul.

Os primeiros rejeitam a independência do território e permanecem leais a Belgrado.

Com o apoio de Moscou, a Sérvia se opõe com êxito à entrada de Kosovo na ONU. Sua independência foi reconhecida por 115 países, mas, dez anos depois de sua proclamação, ainda há cerca de 80 países que não a reconhecem oficialmente. Entre eles, estão Rússia, China, Índia, Indonésia, Brasil e Espanha.

“A independência de Kosovo está longe de ser reconhecida”, afirmou neste sábado o chefe da diplomacia sérvia, Ivica Dacic.

“Sem um acordo de Belgrado, esta questão não poderá se resolver. É o que Pristina deve entender”, frisou.

A União Europeia (UE), onde cinco países também não reconhecem a independência de Kosovo, estabeleceu a normalização das relações entre Belgrado e Pristina como condição para avançar em direção à integração. Mas esse diálogo, iniciado em 2011, está há dois anos em ponto morto.

Os responsáveis de Belgrado afirmam com frequência que não haverá reconhecimento de Kosovo para entrar na UE.

O presidente sérvio, Aleksandar Vucic, é mais ambíguo, porém, enquanto Thaçi assegura estar disposto a encontrar um acordo em 2018.

– Caixa de Pandora –

Em Belgrado, vários responsáveis mencionam discretamente a possibilidade de redesenhar as fronteiras.

Mas os países ocidentais se opõem a essa ideia, porque temem abrir uma caixa de Pandora em uma região onde as tensões interétnicas seguem vivas, quase 20 anos depois do final das guerras da ex-Iugoslávia.

O território balcânico tem outros motivos de preocupação, entre eles uma economia deprimida, com um terço da população e metade da juventude desempregados.

Muitos de seus habitantes sonham com se unir aos cerca de 700.000 membros da diáspora kosovar, instalados sobretudo na Alemanha e Suíça, cujo dinheiro é, junto com a ajuda internacional, chave para Kosovo.

Para eles, o objetivo nos próximos meses é obter a liberalização dos vistos para a UE. Em troca, Bruxelas exigiu avanços em termos de luta contra uma corrupção endêmica em Kosovo.

(AFP)

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