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6 coisas que você pode dizer para ajudar seu filho a desenvolver empatia

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Anna Kolosyuk/Unsplash | CC0
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É uma das qualidades mais importantes para uma criança se desenvolver e é melhor começar cedo

Seja entre irmãos, amigos ou família, a empatia contribui para criar laços. É uma qualidade necessária para criar um relacionamento equilibrado e é a base para o respeito, tolerância, gentileza e compreensão.

“A empatia nos ajuda a entender melhor uns aos outros e contribuir para o bem-estar do mundo”, explica Stéphanie Couturier, terapeuta ocupacional, psicóloga e autora. “Com as ferramentas certas, desenvolvemos uma comunicação melhor. Quanto mais rica uma criança é em empatia, mais fortes e intensas são suas relações. É uma riqueza interior que floresce quando ligada a uma compreensão do mundo das emoções”.

Antes de podermos desenvolver empatia, recorda-nos Couturier, devemos compreender toda a gama de emoções; prestar atenção aos outros e estar disponível para eles; estar aberto a ouvir as pessoas sem julgá-las; ser capaz de estabelecer e manter limites e ser sincero. Isso anda de mãos dadas com aprender a pensar sobre o impacto que nossas palavras e ações podem ter sobre outras pessoas.

Como pais, precisamos explicar às crianças que as emoções nem sempre são tão simples ou óbvias quanto parecem; algumas podem permanecer escondidas até mesmo para aqueles que as experimentam, e outras podem ser mal interpretadas ou mal compreendidas, enfatiza Couturier.

Embora a empatia seja mais fácil para algumas pessoas do que para outras, também é uma capacidade que podemos e devemos cultivar e desenvolver em nós mesmos e em nossos filhos. Aqui estão seis coisas que você pode dizer para ajudar seus filhos a serem mais empáticos…

“Eu entendo você”

Ouvir o que os outros têm a dizer e estar atento às suas emoções é um primeiro passo. Isso é algo que as crianças devem aprender no contexto de sua família, que deve ter empatia por elas. Elas devem se sentir “reconhecidas, respeitadas, consoladas” quando estão tristes, frustradas ou chateadas, ressalta Couturier. “Uma criança nem sempre está esperando soluções concretas; ela só pede para ser ouvida”.

“Você pode se colocar no lugar deles?”

Para que as crianças desenvolvam empatia, elas precisam entender como as outras pessoas se sentem tentando analisar a situação. “No caso de dois amigos ficarem com raiva, por exemplo, podemos perguntar à criança: ‘Qual é a emoção que seu amigo está sentindo?’”, sugere Couturier. “Sem preocupação excessiva e com muita calma, podemos tentar ajudá-los a descobrir o que aconteceu, mantendo certa distância emocional, como se ocorresse em um filme. A criança atravessará a situação por meio do neurônio espelho, sem se sentir pessoalmente afetada”.

“Tente lembrar a expressão no rosto do seu amigo/irmão/primo”

Quando as crianças são mais novas, não é fácil fazê-las falar e encontrar as palavras certas para acalmá-las depois de um conflito com um de seus colegas. Ajudá-los a ver o outro lado da história pode ser uma grande ajuda; para este fim, Couturier sugere fazer uso de sua memória visual. O pai ou a mãe pode pedir a seu filho que se lembre como era a outra pessoa antes, durante e depois da discussão ou briga, com perguntas como: “O que você viu quando olhou para o rosto do seu amigo/primo/irmão? Raiva, surpresa, medo…?”. Ao fazer com que a criança analise a expressão facial da outra pessoa, podemos treiná-la para reconhecer os sentimentos de outras pessoas e compreender melhor seu comportamento.

“O que você acha que deixou Mary tão feliz?”

Em qualquer momento, durante uma conversa, os pais podem ajudar seus filhos a desenvolver e construir sua empatia. Por exemplo, você pode desafiá-los a pensar no que eles poderiam dizer ou fazer para fazer um amigo ou parente se sentir alegre, surpreso etc. Isso os ajudará a entender a conexão entre suas ações e os sentimentos que podem provocar, explica Couturier. “É nesses momentos calmos que podemos incentivar nosso filho a se colocar no lugar de outra pessoa”, continua a psicóloga. Ao usar seus próprios sentimentos como um ponto de referência para como os outros podem reagir, eles também precisam manter alguma distância, entendendo que pessoas diferentes reagem de maneira diferente. “Se eles estiverem muito envolvidos, a abordagem deles será distorcida”.

“Você pode dizer ‘eu te perdoo’ (e quer dizer isso)?”

Como um passo necessário para alcançar os outros, é essencial que as crianças aprendam a dizer que estão arrependidas e a oferecer perdão. “Mesmo que nem sempre seja fácil perdoar, um rancor não ajuda ninguém”, aponta Couturier. Por exemplo, se um dos nossos filhos tiver sido esbofeteado ou atingido por outra criança, podemos começar por reconhecer a situação dolorosa: “Você deve estar com dor, e sinto muito que esteja sofrendo”. Então podemos perguntar a eles: “Por que você acha que ele bateu em você?”.

Na maioria dos casos, as crianças poderão perdoar mais facilmente se entenderem o que a outra pessoa estava sentindo. É importante que as crianças percebam que elas mesmas podem ter provocado a ação através de um comportamento agressivo. Elas precisam perdoar e/ou pedir perdão. Também é útil se elas expressarem sua reconciliação com algum tipo de gesto concreto, como uma nota escrita, um aperto de mão ou um abraço, para fornecer o fechamento da situação.

“Palavras também podem ser muito dolorosas”

“Certas palavras podem ser tão violentas quanto um golpe físico. É importante lembrar às crianças que suas palavras podem ter um impacto severo”, destaca Couturier. As crianças precisam aprender a medir como suas palavras impactaram os outros – e se colocar no lugar das pessoas que elas machucaram. Como se sentiriam se algo semelhante lhes tivesse sido dito?

A empatia é algo que precisamos começar a desenvolver o mais cedo possível, e nunca devemos parar de crescer nela. Se nossa experiência de vida nos ensina alguma coisa, deve ser porque nem nós nem ninguém somos perfeitos, e que o que alguém está sofrendo hoje, podemos muito bem sofrer amanhã. Nossa capacidade de empatia é fundamental para fazer amizades duradouras e ser um membro construtivo da sociedade. Vamos passar este precioso dom de empatia para nossos filhos, para que possam construir um mundo mais pacífico, respeitoso e amoroso.

Essas ideias são tiradas principalmente do livro de Couturier, Aidez votre enfant à développer son empathie (“Ajude seu filho a desenvolver empatia”,  atualmente disponível apenas em francês).