Sem condições de apoiar?

Veja 5 formas de você ajudar a Aleteia

  1. Reze por nossa equipe e pelo êxito de nossa missão
  2. Fale sobre a Aleteia em sua paróquia
  3. Compartilhe os artigos da Aleteia com seus amigos e familiares
  4. Desative o bloqueio de publicidade quando nos visitar
  5. Inscreva-se para receber nosso boletim gratuito e leia-nos diariamente

Obrigado!
Redação da Aleteia

Receba o nosso boletim

Aleteia

10 maneiras de ensinar às crianças que menos é mais

SUMMER FUN
Shutterstock
Compartilhar

Ao voltar ao básico, as crianças aprendem a dar importância à forma como vivemos e não ao que temos

Um relatório recente de Dollar Street analisou os brinquedos favoritos de crianças de famílias em diferentes níveis de renda em todo o mundo. As descobertas foram documentadas como fotos de crianças segurando seu bem mais amado. Embora demonstre uma realidade muito visual da desigualdade entre as crianças, também mostra que muita alegria pode vir dos objetos mais básicos: uma garrafa de plástico, um pneu velho e até uma bola feita à mão. As crianças que têm menos são encorajadas e motivadas a se tornarem mais criativas e usarem suas habilidades inventivas. E é ainda melhor quando toda a família entra em cena também – basta pensar naqueles dias em que as crianças passavam dias construindo um carrinho com um adulto.

Ao adotar 10 medidas simples sugeridas por Pascale Morinière, vice-presidente de Catholic Families Association, e Sioux Berger, autora de um livro sobre “desafio minimalista”, podemos dar a nossos filhos um gosto mais saudável pela vida.

Aqui estão eles:

1. Deixe as crianças ficarem entediadas

Ao preencher a vida de nossos filhos com atividades intermináveis, nós realmente impedimos que eles desenvolvam sua imaginação e sejam capaz de criar brincadeiras e jogos. Estamos criando um círculo vicioso, como Berger explica: “Ao manter nossos filhos constantemente ocupados, sem qualquer tempo livre, nós realmente os ensinamos a virem até nós e pedirem para ser entretidos”. Isso leva a essa pergunta incessante: “Mãe, o que podemos fazer agora?”. Mas, e se jogarmos a pergunta para eles? Podemos sugerir uma atividade, como construir um forte no quintal e deixá-los fazer o resto.

2. Faça as coisas em casa juntos

Quando surgem as férias, é comum os pais sentirem que seus filhos precisam fazer algo alucinante, como uma viagem à Disneylândia. No entanto, às vezes, as atividades mais simples podem ser mais significativas. Berger sugere envolver as crianças em tarefas adequadas à idade. Como Morinière ressalta, um mini-chef pode adorar o senso de realização ao realizar uma tarefa adulta, tal como cortar legumes, mesmo que nós mesmos achemos um tanto tedioso. Isso não apenas mantém suas pequenas mãos ocupadas, mas também ensina às crianças algumas habilidades. Esses trabalhos domésticos também podem se estender para o quintal; apenas ensine ao seu filho como as ervas daninhas se parecem e coloque-os para trabalhar! Ao ensinar aos nossos filhos os fundamentos da vida diária, eles desenvolverão valores-chave.

3. Ensine às crianças o valor da paciência

Se conseguirmos evitar atender aos desejos de nossos filhos imediatamente, estaremos ensinando-lhes a arte da paciência. Como Morinière nos lembra, todos nós somos ensinados que a paciência é uma virtude, e quando o seu filho percebe que não recebe tudo de uma só vez, ele estará aprendendo um forte valor cristão. Se olharmos para o Natal e para os aniversários, a excitação que uma criança sente acumulada é ainda mais mágica devido à paciência e à espera.

4. Mantenha brinquedos simples

Um acúmulo de brinquedos no quarto do nosso filho só serve para confundi-los: eles não sabem com qual brincar. Aderir a brinquedos que não necessitam de baterias é a primeira regra de ouro para manter as coisas fáceis. Evite brinquedos que não servem a nenhum propósito real e opte por alguns brinquedos de valor agregado que reflitam a vida cotidiana. Berger salienta que os brinquedos que incentivam a criatividade, como Lego, blocos de construção ou Play-Doh, valem mais a pena do que comprar um carro ou uma casa pronta. Uma caça ao tesouro pode ser igualmente gratificante, bem como desenhar uma amarelinha.

5. Assista e observe a natureza

A natureza é uma ótima maneira para todas as idades voltarem à simplicidade. “É outra maneira de olhar a vida, a realidade”, explica Berger. Mesmo no meio da cidade, podemos apontar os nomes das árvores. Ao perguntar a nosso filho: “O que você vê?”, estamos ensinando-o a recuar e perceber, compreender e desenvolver sua inteligência. Uma horta é uma ótima maneira de ensinar paciência, cuidando das plantas para que elas possam dar frutos e verduras.

6. Valorize objetos

“Cuidar das nossas coisas significa amá-las”, enfatiza Berger. No passado, uma jaqueta, uma bolsa ou um brinquedo duravam anos. Ensinar as crianças a cuidar de seus pertences significa que elas podem ser passados adiante à família. Esta lição pode ser aprendida até mesmo na escola, incentivando nosso filho a manter o controle de suas jaquetas ou estojos de lápis e lembrando-os de que não são facilmente substituíveis.

7. Mantenha esse estilo de vida com os adolescentes 

Berger explica que o ponto de virada na adolescência é natural e favorável. As roupas são importantes para os adolescentes, mas é inútil encher seus armários. Forneça o básico, e quaisquer extras devem ser pagos pelo adolescente através de tarefas domésticas, cuidar dos irmãos menores ou jardinagem. Isso não apenas ensinará o valor de suas posses, mas também lhes dará uma útil lição de orçamento.

8. Envolva as crianças nas decisões familiares

Como forma de encorajar um senso de maturidade, uma criança pode ser mais consciente de suas responsabilidades dentro da família. Morinière sugere que, à medida que as crianças crescem, elas podem se envolver em esforços conjuntos da família, como ajudar no orçamento familiar. Ao obter insights sobre a dinâmica da vida familiar, elas serão capazes de colocar as coisas em perspectiva. Por exemplo, se a casa precisa ser pintada, como a família deve cortar algum gasto para realizar a obra?

9. Tenha uma base sólida

Algumas regras podem parecer um pouco desatualizadas, mas são essenciais para ajudar a criança a perceber a importância de viver melhor com menos coisas. Como Morinière ressalta, quando os pais insistem em não desperdiçar alimentos e em servir apenas o que você pode comer, e terminar o que está no prato, eles estão ensinando valores básicos importantes. Isso pode começar cedo, sem a necessidade de longos discursos. Basta colocar uma pequena porção de comida no prato e insistir que tudo seja comido, sem ficar estressado.

10. Incentive bons hábitos desde a tenra idade

Nossa sociedade de consumo nos encorajou a desenvolver uma sede infinita por mais, começando nos primeiros meses de vida. Berger nos lembra, com razão, que os bebês se divertem com quase nada – algumas panelas e uma colher de plástico geralmente são suficientes! Embora esses novos aparelhos para bebês sejam tentadores, a grande maioria é desnecessária e só ocupa espaço, o que nos leva a perder mais tempo arrumando e limpando a casa.

No final, é claro, a melhor maneira de ensinar as crianças a serem felizes e criativas com menos é ser um bom exemplo pela maneira como vivemos nossa própria vida.

Sioux Berger, citada no artigo, é autora de Mon défi minimaliste (“Meu Desafio Minimalista”, atualmente disponível apenas em francês).