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ONU acusa forças de segurança e milícias da RDC de crimes de guerra

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Agências de Notícias - publicado em 26/06/18

Especialistas da ONU que investigaram as atrocidades cometidas desde 2016 contra populações civis na região de Kasai, na República Democrática do Congo, acusaram nesta terça-feira (26) as forças de segurança e as milícias locais de crimes de guerra e contra a humanidade.

“É urgente estabelecer uma política de desarmamento das milícias e um processo de reconciliação para evitar uma nova onda de violência e permitir o retorno de deslocados e de refugiados”, disseram os investigadores da ONU, que receberam um mandato de um ano em junho de 2017 do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.

Entre 2016 e 2017, a região de Kasai, na República Democrática do Congo, foi palco de um violento conflito originado após a morte do chefe local Kamuina Nsapu, em 12 de agosto de 2016.

Os confrontos entre as milícias Kamuina Nsapu e as forças de segurança, apoiadas – segundo o informe – pelas milícias Bana Mura, deixaram mais de 3.000 mortos e 1,4 milhão de deslocados.

Segundo os investigadores da ONU, que puderam ver a situação no terreno, “alguns dos abusos cometidos pelas forças de defesa e de segurança, pelas milícias Bana Mura e pela milícia Kamuina Nsapu constituem crimes de lesa-humanidade, ou crimes de guerra, assim como violações e vulnerações dos direitos humanos”.

Segundo o informe, os ataques lançados pelas forças de segurança e defesa, a milícia Kamuina Nsapu e as milícias Bana Mura “foram cometidos contra populações civis de forma generalizada, ou sistemática, e seguindo a política de um Estado, ou de uma organização, cujo fim era esse ataque”.

Esses fatos constituem crimes de lesa-humanidade, segundo os especialistas, que citam assassinatos, estupros, escravidão – sobretudo, sexual -, perseguições e outros atos desumanos.

Lamentam, porém, que “subsiste um problema muito grave de impunidade à luz da amplitude e da gravidade dos crimes”.

Seu relatório deve ser apresentado ao Conselho de Direitos Humanos em 3 de julho.

(AFP)

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