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Fotógrafo palestino premiado morre em prisão do regime sírio

SYRIA,CAMP

© European Union 2016 European Parliament | CC BY NC ND 4.0

Agências de Notícias - publicado em 16/07/18

Um fotógrafo palestino da Síria premiado pela União Europeia (UE) e pela ONU por seu trabalho durante a guerra morreu em uma prisão do regime sírio, três anos após sua detenção, anunciaram familiares nesta segunda-feira.

“Não há nada mais difícil que escrever estas palavras, mas Niraz não deve morrer em silêncio. Mataram meu querido, meu esposo, meu Niraz (…) Niraz morreu na prisão do regime sírio”, indicou sua mulher, Lamis Aljateeb, refugiada na Alemanha, em sua conta do Facebook.

Ahmed Abbassi, amigo de Saied, detido em 2015, confirmou sua morte. “Nos primeiros dias de sua prisão, sabia-se que estava vivo. Mas depois ficamos sem notícias”, indicou à AFP.

Organizações de defesa dos direitos humanos acusam regularmente o regime do presidente sírio, Bashar al Assad, de tortura e execuções extrajudiciais.

Niraz Saied ganhou no fim de 2014 o primeiro lugar de um concurso de fotografia organizado pela agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA) e pela UE, com uma foto tirada no acampamento de Yarmuk, em Damasco, onde vivia.

Criado pela ONU nos anos 1950 para acolher palestinos expulsos de suas terras ou que fugiram da guerra árabe-israelense após a criação do Estado de Israel em 1948, o acampamento se transformou ao longo das décadas em um bairro residencial e comercial de Damasco.

Após anos de confrontos entre rebeldes e combatentes favoráveis ao regime, em 2015 o acampamento caiu nas mãos dos extremistas do grupo Estado Islâmico (EI), antes de ser recuperado em maio pelo regime.

Saied tinha 23 anos de idade quando ganhou o concurso da UNRWA e da UE.

Sua foto em preto e branco, intitulada “Os três reis”, representava três irmãos de pouca idade esperando a evacuação para receber atenção médica. A foto mostra a tristeza e a dor em seus rostos.

Conheceu sua mulher em 2014 durante as filmagens do documentário “As cartas de Yarmuk”, que retomava vídeos filmados por ele que mostravam o difícil dia a dia no acampamento durante a guerra iniciada em 2011.

(AFP)

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