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‘Flipped classroom’ ou como inverter a aprendizagem

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Miriam Diez Bosch - publicado em 22/07/18

Descubra o que é a “aprendizagem inversa” nas aulas. Lapbook, gamification, visual thinking

Do papel e das penas de escrever, passamos aos cadernos e canetas e até às telas de computador: a aprendizagem sofreu, nos últimos anos, uma evolução marcada pela aterrissagem da tecnologia nas escolas.

Os professores Raúl Santiago, Alicia Díez e Luis Alberto Andía analisam, em sua recente publicação Flipped Classroom, diversas experiências que, segundo explicam já no título do livro, “colocam a aprendizagem de cabeça para baixo”. Uso da ferramenta Kahoot, fazendo lapbooks, gamificação (uso de dinâmicas de jogos para engajar pessoas, resolver problemas e melhorar o aprendizado), pensamento visualGoogle Classroom etc., tudo focado em aprender como nunca antes imaginado.

De fato, o conceito de Flipped Classroom, traduzido literalmente significa “aprendizagem inversa”, aprendizagem reversa ou aula invertida. Um de seus pioneiros foi Salman Khan, matemático e engenheiro elétrico do Massachusetts Institute of Technology.

Khan precisava ajudar seus primos a aprender matemática, e ele nem sempre podia estar com eles pessoalmente. Desta forma, ele decidiu filmar a explicação e, de repente, o que ele não esperava aconteceu.

Como o próprio Khan explica nesta TED Talk, ele percebeu que seus primos gostavam mais da matemática explicada no vídeo porque eles podiam assistir tantas vezes quanto necessário. Além disso, ao postar os vídeos no YouTube, ele começou a ver que muitas pessoas os visualizavam e que os vídeos estavam sendo úteis para elas. Este é o início da iniciativa Khan Academy, uma das pioneiras da plataforma global de aprendizagem invertida.

https://www.ted.com/talks/salman_khan_let_s_use_video_to_reinvent_education?language=pt-br#t-166586

De acordo com os autores Bergmann e Sans, o Flipped Classroom “é um modelo pedagógico que tem determinados aspectos da aprendizagem e os leva para fora da sala de aula, usando o tempo de aula para melhorar a prática de conhecimento e desenvolvimento de outros processos de aquisição, análise etc., além da própria experiência do professor, enriquecendo a interação entre professor e aluno”.

Para eles, o principal objetivo do Flipped Classroom é melhorar a qualidade do tempo na sala de aula, porque “temos uma grande variedade de estratégias de aprendizagem, mas não são totalmente efetivas”.

De fato, Santiago, Díez e Andía realizaram uma pesquisa sobre o investimento de tempo nas salas de aula nas quais 700 professores participaram. Os resultados mostram que: 58% do tempo é gasto trabalhando em novos conteúdos, 36% na prática do que foi aprendido e 6% no trabalho cognitivo de ordem superior, de acordo com os autores “o que é chamado de aprendizagem profunda”.

Desta forma, implementar elementos que permitem que o tempo na sala de aula seja muito mais produtivo será positivo e significará uma melhoria para a aprendizagem.

Santiago, Díez e Andía queriam demonstrar isso e também apresentam na publicação os resultados de um estudo com mais de 500 alunos sobre a percepção deste modelo de aprendizagem.

As principais conclusões indicam que:

  • Favorece um ensino personalizado e adaptado às necessidades e ritmos individuais de aprendizagem de cada aluno.
  • Supõe uma oportunidade para o ensino da inovação.
  • Pode-se afirmar que melhora a dimensão afetiva dos professores e estudantes.
  • Melhora os processos de interação e da atividade do aluno durante a dinâmica geral do processo de aprendizagem.

Na publicação, os professores também falam da Flipped Learning Global Initiative, uma coligação de professores, pesquisadores, tecnólogos e desenvolvedores comprometidos com essa iniciativa. Seu objetivo, dado os efeitos positivos do Flipped Clasroom, é apoiar a rápida expansão do modelo em todo o mundo.

Tags:
Educação
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