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Colombianos e venezuelanos são vítimas de novo acidente fatal no Equador

BUS ACCIDENT
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Vinte e quatro pessoas morreram e outras 22 ficaram feridas, incluindo colombianos e venezuelanos, no segundo acidente de trânsito que ocorre no Equador em dois dias.

O episódio desta terça-feira (14) – que elevou o balanço das vítimas em rodovias do país desde domingo para 36 mortos e 52 feridos – envolveu um ônibus turístico com matrícula da Colômbia que havia partido deste país com 40 ocupantes e que se chocou com outro veículo para depois virar e bater contra casas.

Três crianças faleceram.

“Lamentamos o terrível acidente de trânsito na via Pifo-Papallacta”, tuitou o prefeito de Quito, Mauricio Rodas, situando inicialmente o número de vítimas em 18 feridos e 24 mortos.

Posteriormente, as autoridades detalharam que o acidente havia deixado 22 feridos e 24 mortos.

O vice-ministro de Saúde, Carlos Durán, anunciou em entrevista coletiva que entre os feridos há 13 colombianos, seis equatorianos e três venezuelanos, enquanto o diretor de Operações da Polícia, o general Patricio Carrillo, assinalou que “nenhum dos mortos (do ônibus) aparentemente é equatoriano”.

O acidente ocorreu no setor de Palugo, a cerca de 30 quilômetros a leste de Quito.

A Chancelaria colombiana expressou as suas condolências.

“A partir do momento que tivemos conhecimento do acidente de um ônibus de empresa colombiana que supostamente cobria a rota Neiva–Quito na madrugada de 14 de agosto de 2018, coordenamos as ações de assistência consular”, acrescentou a pasta em um comunicado.

No domingo, morreram 12 torcedores do clube Barcelona do porto de Guaiaquil (sudoeste), o mais popular de futebol do Equador, e outros 30 ficaram feridos em um acidente com o ônibus que viajavam após uma partida do campeonato nacional.

– Outro veículo envolvido –

O ônibus que sofreu o acidente nesta terça, que pertence à empresa Cotrans Especiales del Oriente de Colombia, transportava 40 ocupantes, a maioria colombianos, da cidade de Neiva até o Equador pela selva amazônica, segundo a imprensa nacional.

Entre as vítimas fatais também há três equatorianos que viajavam em um veículo off-road, contra o qual o ônibus bateu antes de virar, declarou o diretor do Comitê de Operações de Emergências de Quito, Christian Rivera.

O ônibus bateu contra o jipe – no qual faleceram três de seus quatro ocupantes – e dois quilômetros depois virou e bateu contra casas, onde não houve vítimas, segundo as autoridades.

“O motorista foi identificado, é o colombiano Cristian Andrés Parra Silva”, assinalou o diretor de Controle de Trânsito da Polícia equatoriano, o coronel Wilson Pavón.

– ‘Curva da morte’ –

A via Pifo-Papallacta, com descidas e curvas fechadas, é de alto risco e palco de acidentes fatais.

Em setembro de 2006, 46 pessoas, incluindo várias crianças, morreram em um acidente com um ônibus escolar que levava 52 passageiros na altura da chamada “curva da morte”.

Nessa ocasião, o veículo, que voltava para Quito após levar seus ocupantes para um passeio por Papallacta, região de águas termais e onde o clima é de permanente chuva e neblina, virou e bateu várias vezes contra as rochas na beira da estrada.

Os acidentes de trânsito figuram entre as principais causas de morte no Equador. Esses acontecimentos deixam em média sete mortos e cerca de 80 feridos por dia no país, de acordo com o observatório cidadão “Justicia Vial”.

Dos acidentes ocorridos em estradas, 96% estão ligados ao fator humano, na maioria dos casos imperícia do motorista.

(AFP)