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O que nossos filhos podem nos ensinar sobre gerenciamento da raiva

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Um pequeno truque de atenção que aprendi com meus filhos me ajudou a lidar com minhas próprias emoções

Após o horrível tiroteio ocorrido dia 5 de novembro de 2017 na igreja de Sutherland Springs, um artigo na revista Slate, escrito pela psicóloga Laura Hayes, discute a violência do ponto de vista da raiva descontrolada.

Eu não sou psicóloga e meu entendimento leigo sobre a interação entre raiva e violência ainda está se desenvolvendo. Mas, o que realmente chamou minha atenção neste artigo é o chamado dela para ensinar habilidades de gerenciamento da raiva às crianças desde uma idade jovem, antes que as respostas inadequadas à raiva tenham a chance de se enraizar.

“A verdade é que as habilidades de gerenciamento da raiva são técnicas simples que podem e devem ser ensinadas às crianças e aos adolescentes. Não devemos esperar para ensinar essas habilidades até que o comportamento violento, verbal ou físico, torne-se habitual e, muitas vezes, fatal.

As habilidades envolvem equilibrar a resposta inicial de luta ou fuga, governada pelo sistema nervoso simpático, com seu oposto, o sistema nervoso parassimpático, que permite que o raciocínio assuma o controle novamente.

É simples, mas requer muita prática. Existem muitas técnicas que podem ser ensinadas para alcançar esse objetivo: mudança deliberada do pensamento emocional para um pensamento mais objetivo, respiração profunda e outras técnicas de relaxamento, habilidades de comunicação e identificação de pistas de advertência antes que a raiva vença”.

Não me ensinaram habilidades de gerenciamento da raiva quando eu era criança. Isso não é culpa dos meus pais; eles tiveram quatro filhos e entregaram toda a sua vida para nos criar da melhor forma possível. Mas ensinar as crianças a lidar com suas emoções não era uma coisa que as pessoas faziam no tempo e no lugar em que cresci.

Por qualquer motivo, eu cresci com “um temperamento”. Acho que a Dra. Hayes chamaria de má gestão da raiva e ela não se equivocaria. Eu literalmente não sabia como aceitar e responder ao estresse emocional, então eu gritava muito. E chorava.

Levaram anos para descobrir como lidar com a raiva e desenvolver estratégias de enfrentamento saudáveis. Somente nos últimos anos que comecei ativamente a trabalhar com eles no desenvolvimento de respostas saudáveis ​​ao estresse emocional e à raiva, e, como em todas as coisas, eu aprendi mais com eles do que eles aprenderam comigo.

Uma das coisas que eles me ensinaram é que pensar demais sobre o porquê de sua raiva naquele momento é uma boa maneira de aumentar a raiva na histeria. Eu costumava tentar abordá-los sobre o porquê eles estavam sentindo o que estavam sentindo, mas essa era uma ideia terrível. Eles estavam muito perturbados para serem racionais.

O que eles queriam fazer era explicar seus sentimentos. Eles queriam identificar como eles estavam se sentindo, e o ato de fazê-lo sempre conseguiu dar-lhes o espaço mental para se acalmar um pouco. Nós buscamos formas de expressar a raiva ou canalizá-la para algo produtivo, como exercício ou desenho. Só quando o calor da emoção desaparecia que eles conseguiam conversar sobre a causa da raiva – falar sobre a causa antes disso criou um loop de feedback negativo aparentemente infinito.

Eu serei honesta, foi realmente só depois de implementar este pequeno truque de atenção que meus filhos me ensinaram que eu realmente comecei a lidar com minha própria raiva. Uma vez que percebi que era essencial identificar a emoção sem o ímpeto, eu poderia aceitar e deixar essa emoção passar para poder examinar a causa dessa emoção.

Basicamente, ao reconhecer que eu estou sentindo raiva, meu sistema nervoso simpático permite que o sistema nervoso parassimpático assuma o controle novamente. Meus filhos nem sabem o que essas palavras significam, mas eles instintivamente sabiam como reagir quando eu mostrei o caminho a eles.

Então sim, ensine seus filhos sobre gerenciamento da raiva. Mas observe e ouça, também, porque às vezes eles podem ensinar-lhe algumas coisas. As crianças são muito mais sábias quando lhes damos crédito.