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Redação da Aleteia

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13 maneiras de ajudar seu filho a evitar o mau comportamento

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Ao ajudar seu filho a entender as regras, você pode evitar a necessidade de punição

Nos últimos anos, países europeus como a Dinamarca, a Suécia e a Escócia proibiram o uso de qualquer violência contra as crianças, inclusive a palmada.

Quando usamos o castigo corporal em nossos filhos, eles aprendem a obedecer por causa do medo; como resultado, a teoria vai embora, o vínculo estabelecido entre o pai e seu filho começa a enfraquecer, minando a confiança e o prazer de estarem juntos.

Gritar mais alto pode ser visto como uma alternativa ao castigo corporal, mas também não é realmente uma solução, e perde eficácia em longo prazo.

Especialistas atualmente enfatizam a importância de se comunicar verdadeiramente com nossos filhos, a fim de entender o que estão sentindo e ajudá-los a entender o que esperamos deles.

A autora e psicóloga francesa Audrey Akoun lança alguma luz sobre o tema: “Punir nossos filhos” sem uma real comunicação “nos permite liberar nossa tensão, mas não tem um propósito real”, ressalta.

“Devemos conscientizar nossos filhos de suas ações e dar-lhes a oportunidade de reparação. Dizer ‘Você é insuportável!’ ou ‘Você é um pirralho!’ é realmente duro para a criança, que não tem a oportunidade de entender ou remediar o que ele ou ela fez de errado”.

À luz dessas ideias, aqui estão algumas ótimas dicas que oferecem formas alternativas de correção.

  1. Compreenda suas necessidades

Quando as crianças se comportam mal, muitas vezes elas estão inconscientemente tentando nos dizer algo; ou estão sofrendo ou têm uma necessidade que não está sendo considerada. Descubra o que está causando esse comportamento. Se elas não podem ficar quietas ou muitas vezes quebram as coisas, talvez elas precisem de mais tempo para correr e gastar um pouco de energia.

  1. Passe um tempo individual com seus filhos

Experimente passar mais tempo individual com eles, mesmo que seja apenas 15 minutos. Não só eles se sentem valorizados, mas também podem aproveitar esse tempo de qualidade para compartilhar com a mamãe e com o papai as suas necessidades e as suas dificuldades.

  1. Alivie suas próprias tensões

Quando nos sentimos emocionalmente frágeis, nossos problemas podem afetar nossos filhos. Isso só fará com que eles chamem mais atenção do que o habitual. Dê um passo para trás e trabalhe para lidar com os seus próprios problemas, assim você será capaz de mantê-los sob controle e de não os derramar sobre a vida de seus filhos. Nós também podemos ajudar nossos filhos a identificar e trabalhar suas próprias fraquezas, deixando-os saber como eles estão se comportando usando um sistema de ímãs, adesivos ou desenhos na geladeira. Nos dias em que tudo está indo bem, podemos colocar uma imagem do sol e, em dias mais difíceis, uma nuvem ou chuva.

  1. Incentive-os a falar sobre seus problemas

“Você não para de bater na sua irmã. Isso não é aceitável. O que está acontecendo? Você está chateado ou irritado com alguma coisa?”. Se os encorajarmos a não enterrar o que os está incomodando, perceberemos como eles estão se sentindo e sua maneira de reagir e, então, poderemos usar esse conhecimento para antecipar e lidar com outras explosões de raiva.

  1. Estamos sendo claros?

Devemos ter o hábito de nos perguntar: “O que eu espero?” e “Eles entenderam?”. As crianças levam as coisas muito literalmente, e o que é percebido como desobediência pode ser um mal-entendido – ou eles podem estar aproveitando alguma lacuna que eles pensaram ter encontrado na forma como lhes dissemos o que fazer, ou em como descartamos as regras. As crianças entenderão muito melhor as instruções se tiverem sido expressas com clareza. Uma criança precisa ouvir as regras mais de uma vez antes de entender totalmente.

  1. Dê aos seus filhos a oportunidade de fazer as coisas corretamente

Quer se trate de um prato quebrado ou de um gesto inapropriado, incentivar os nossos filhos a assumir a responsabilidade pelos seus erros – ao varrer os pedaços do prato, por exemplo, ou pedir a sua amiga que aceite suas desculpas – é um bom caminho para as crianças aprenderem sobre o significado do perdão e sobre ganhar o respeito e a amizade dos outros.

  1. Tire um tempo para se acalmar

Ao invés de dizer aos seus filhos: “Você está de castigo, vá para o seu quarto!”, você pode sugerir para irem a algum lugar tranquilo para se acalmar e respirar. Se for você que precisa se acalmar, diga para seu filho voltar depois de um intervalo, pois você precisa limpar sua cabeça para lidar com aquilo com mais justiça e inteligência. É um processo de aprendizagem, no qual a criança pode ter um “tempo limite” para aprender a canalizar suas emoções. Para as crianças menores, colocar uma música suave é uma ótima maneira de estabelecer um ritual calmante; ouvir a música calmante irá ajudá-las a entender que é um momento de calma.

  1. Dê-lhes um abraço

Muitas vezes, essas pequenas birras ou explosões violentas são apenas um sinal de que nossos filhos precisam de carinho. Uma breve explicação pode ser útil: “Você se lembra do que aconteceu mais cedo? Você estava com raiva, e agora estou te dando um abraço. Na próxima vez, venha direto para receber um abraço”.

  1. Mantenha regras simples

Listar não mais do que três itens essenciais em qualquer área irá simplificar as expectativas dos pais e dará à criança uma melhor chance de poder atingir essas expectativas. Além disso, lembre-se (como mencionado acima) de que, para tornar as coisas ainda mais eficientes, precisamos que nossas regras sejam claras. Por exemplo, “Arrume seu quarto” é muito geral. Todos nós temos uma visão muito diferente do mundo, então “arrumar” pode significar coisas muito diferentes para um adulto e uma criança. Então, “eu quero que você coloque sua roupa suja no cesto depois do banho, guarde seus brinquedos no final do dia e mantenha sua cama arrumada”, são mais específicos.

  1. Deixe espaço para negociação

Uma maneira de fazer isso pode ser perguntando em que ordem eles gostariam de fazer as coisas: a lição de casa, lanchar, brincar e ajudar a lavar a louça. Uma vez que o cronograma foi estabelecido, eles não podem contestar as regras, pois foram eles que ajudaram a defini-las.

  1. Dê bons exemplos

Quando você arruma seu quarto, sua cama, ou se desculpa, você está dando um bom exemplo. Crianças – especialmente adolescentes – são muito sensíveis à hipocrisia e inconsistência.

  1. Ofereça uma recompensa

Crie um gráfico usando adesivos e cores que resume a semana geral e que reforça positivamente o comportamento. Quando nosso filho se comporta bem, podemos colocar um adesivo verde, e se ele se comportar mal, podemos usar uma etiqueta vermelha. No final da semana, se houver mais verdes do que vermelhos, podemos oferecer ao nosso filho um pequeno presente ou um voucher de “bondade” – como longos abraços extras, ir ao cinema ou tomar um sorvete.

  1. Use o humor para aliviar a tensão

Com respeito e humor, podemos desdramatizar situações e reduzir a agressividade. Mas, seja cuidadoso: o humor não significa zombar do outro. Não tente imitar seus filhos; isso só irá humilhá-los, o que é contraprodutivo.