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Espiritualidade

O mistério e a beleza da irmã morte

morte

Franciscanos.org.br

Franciscanos.org - publicado em 01/11/18

"Nada entendemos da morte, com todo o nosso progresso. Quanto mais o homem progride, mais sabe que a morte, como a vida, é um mistério"

O mistério da vida e da morte é um mistério de pobreza. A vida é de graça. Nada fiz para viver. Os que me deram a vida, com toda sua consciência e bondade, nada sabiam da vida. Não puderam controlar o que deram. Não puderam segurar a vida terrena deles mesmos.

Nada entendemos da morte, com todo o nosso progresso. Quanto mais o homem progride, mais sabe que a morte, como a vida, é um mistério.

Só podemos agradecer. Agradecer pela vida de cada momento, pelo dom de cada momento, e pelos dons da vida dos outros, dos outros seres que a vida nos traz. Só podemos agradecer pelo mistério da vida, que é tão grande que ultrapassa a morte.

Agradecer é viver cada momento intensamente. Agradecer é viver.

Não precisamos ter medo da morte se o Senhor da Vida é Amor e nos prova isso a cada momento. Mas só os agradecidos entendem que Ele é Amor.

É claro que a gente tem um pouco de medo, aquele medo que a gente sempre sente como parte da excitação das experiências muito grandes ou muito novas. É um medo vital, pelo qual também podemos agradecer.

Não somos nada, não temos nada, não levamos nada. Mas tudo está ao nosso alcance e tudo pode ser vivido por nós intensamente, a cada momento.

O momento anterior já passou. Teve uma oportunidade única de ser vivido e já se fez passado. Mais assustadora que essa morte que dá a impressão de nos interromper o fluxo da vida é essa outra em que perdemos oportunidades de vida, em que algo passa e não é integrado nem aproveitado.

____________

O texto acima, escrito por N.G. Van Doornik, foi postado pelo portal Franciscanos.org.br, da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil. Ele faz parte de uma série especial de textos relacionados com os mistérios da morte e da vida eterna, compartilhados por ocasião dos dias de Todos os Santos e de finados. Um dos textos da sequência explica por que São Francisco de Assis chamava a morte de “irmã” – e você pode conferi-lo aqui.

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