Aleteia
Quinta-feira 22 Outubro |
São Moderano
Atualidade

América Latina crescerá 1,7% em 2019 e incerteza se manterá, aponta Cepal

ŻNIWA

AFP/EAST NEWS

Agências de Notícias - publicado em 25/12/18

Segundo o relatório, os países da América Latina e do Caribe enfrentarão "um cenário econômico mundial complexo"

A economia da América Latina crescerá 1,7% em 2019, em um cenário em que as “incertezas mundiais serão maiores e provenientes de distintas frentes”, o que impactará os preços das matérias-primas, anunciou a Cepal divulgado nesta quinta-feira.

Após registrar neste ano uma expansão de 1,2% – levemente inferior à de 2017 -, impulsionada pelo consumo privado e por uma leve recuperação dos investimentos e das exportações, os países latino-americanos voltarão a ter um ano marcado pela incerteza mundial, diz o documento da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal) – um organismo técnico das Nações Unidos com sede em Santiago.

Em seu último relatório econômico do ano, a Cepal projetou também que a região encerrará 2018 com um crescimento médio de 1,2%, percentual que mostra uma pequena queda em relação ao prognóstico anterior, de outubro, que apontava um crescimento de 1,3%.

Segundo o relatório, os países da América Latina e do Caribe enfrentarão “um cenário econômico mundial complexo nos próximos anos, em que se espera uma redução da dinâmica do crescimento, tanto dos países desenvolvidos como das economias emergentes, acompanhada por um aumento na volatilidade dos mercados financeiros internacionais”.

Adicionalmente, se projeta um enfraquecimento estrutural do comércio internacional, agravado pelas tensões comerciais entre Estados Unidos e China.

Como resultado desse cenário de incerteza, a Cepal projeta uma queda de 7% nos preços dos produtos básicos, motores do crescimento econômico regional, até 2019. O valor dos minerais e metais, crucial para os países da América do Sul, diminuirá em média 5%, enquanto os produtos agrícolas diminuirão 2%, de acordo com as projeções. Para o petróleo, é esperada uma queda de 16%.

“As políticas públicas são necessárias para fortalecer as fontes de crescimento e enfrentar a incerteza global”, disse Alicia Bárcena, secretária executiva da Cepal, ao apresentar o relatório em uma entrevista coletiva.

– Venezuela, o pior desempenho –

A Venezuela registra o pior desempenho econômico da região durante 2018. Seu PIB encolheu pelo quinto ano consecutivo em 15%, com uma retração acumulada de 44,3% em relação ao PIB de 2013, em consequência da crise enfrentada pelo governo de Nicolás Maduro.

A Nicarágua, que também enfrenta uma crise política que impactou o comércio e principalmente o turismo, sofrerá neste ano uma queda do PIB de 4,1%, frente à expansão de 4,9% do ano anterior.

A previsão para a Argentina é de um recuo de 2,6%, em 2018, após registrar crescimento econômico de 2,9% em 2017, abalada principalmente pela crise cambiária.

Para 2019, a Cepal espera que a economia argentina registre uma nova retração de 1,8%, apesar de “uma ligeira recuperação na renda real das famílias, uma melhora na safra agrícola e a continuação do crescimento dos parceiros comerciais, com impacto positivo no consumo privado, no investimento e nas exportações”.

Já para o Brasil, maior economia da região, manteve um ritmo de expansão lento. A expectativa é que o país feche 2018 com crescimento de 1,3% – não muito superior ao 1,1% de 2017.

O país “ainda não superou plenamente a recessão observada entre 2015 e 2016”, afirma a Cepal. Para o ano que vem, se espera uma leve recuperação, com um crescimento de 1,3%, que no ano que vem pode chegar a 2%.

A República Dominicana teve o maior crescimento da região, com uma expansão de 6,3%, uma expansão significativa em relação aos 4,6% de 2017, como resultado, segundo a Cepal, do forte crescimento da economia dos Estados Unidos – seu principal parceiro comercial e maior fonte de remessas e de turismo.

Ela é seguida da Bolívia, cuja economia continua a demonstrar forte dinamismo, com crescimento projetado de 4,4% para este ano, graças a um aumento do investimento público e do consumo.

(AFP)

Apoiar a Aleteia

Se você está lendo este artigo, é exatamente graças a sua generosidade e a de muitas outras pessoas como você, que tornam possível o projeto de evangelização da Aleteia. Aqui estão alguns números:

  • 20 milhões de usuários no mundo leem a Aleteia.org todos os meses.
  • A Aleteia é publicada em 8 idiomas: Português, Francês, Inglês, Árabe, Italiano, Espanhol, Polonês e Esloveno.
  • Todo mês, nossos leitores acessam mais de 50 milhões de páginas na Aleteia.
  • 4 milhões de pessoas seguem a Aleteia nas redes sociais.
  • A cada mês, nós publicamos 2.450 artigos e cerca de 40 vídeos.
  • Todo esse trabalho é realizado por 60 pessoas que trabalham em tempo integral, além de aproximadamente 400 outros colaboradores (articulistas, jornalistas, tradutores, fotógrafos…).

Como você pode imaginar, por trás desses números há um grande esforço. Precisamos do seu apoio para que possamos continuar oferecendo este serviço de evangelização a todos, independentemente de onde eles moram ou do quanto possam pagar.

Apoie Aleteia a partir de apenas $ 1 - leva apenas um minuto. Obrigado!

Oração do dia
Festividade do dia





Top 10
Aleteia Brasil
Quer dormir tranquilo? Reze esta oração da no...
CARLO ACUTIS
John Burger
Como foram os últimos dias de vida de Carlo A...
TRIGEMELAS
Esteban Pittaro
A imagem de Nossa Senhora que acompanhou uma ...
nuvens sinais
Reportagem local
Estão sendo fotografados "sinais do céu"?
Papa Francisco São José Menino Jesus
ACI Digital
Papa Francisco reza esta oração a São José há...
violência contra padres no Brasil
Francisco Vêneto
Outubro de cruz para padres no Brasil: um per...
Aleteia Brasil
O milagre que levou a casa da Virgem Maria de...
Ver mais
Boletim
Receba Aleteia todo dia