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O combate ao Crime Organizado

VIOLENCE
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É uma poderosa máfia. Diante disso, que fazer a curto prazo?

Ficou patente, no discurso de posse de Wilson Witzel, novo governador do Rio de Janeiro, o desejo, que nos soou autêntico – e não meramente politiqueiro –, de combater, de modo firme, o chamado Crime Organizado no seu Estado, mas pode servir também a São Paulo. O tema merece sugestões que, de forma sintética, serão propostas neste artigo.

Não parece simples definir bem Crime Organizado, embora possamos perceber, logo, que ele se distingue do chamado crime comum (um indivíduo que assalta alguns comércios, por exemplo) pela sua racionalidade (premeditação certeira, sofisticação no controle do dinheiro, das armas, das regras, da hierarquia etc.), poder socioeconômico e rígido controle dentro e fora dos presídios ajudado, talvez, sabe-se lá por quais misteriosas mãos. Enfim, é uma poderosa máfia. Diante disso, que fazer a curto prazo?

Retomar o controle dos presídios e coibir comunicações desnecessárias. Pelo que vemos e/ou ouvimos de órgão da imprensa, grande parte dos presídios é, há décadas, dominada pelo crime e não pelo Estado. Criminosos, de dentro das celas, controlam acontecimentos (chacinas, tráfico, roubos etc.) aqui fora. Valem-se para isso, sobretudo, de celulares ou de “ordens” dadas via familiares ou advogados. Ora, sem a urgente retomada desse importantíssimo território, pouco ou nada se conseguirá nesta guerra contra o crime. Isso exigirá monitoramento eletrônico e pessoal e, se for o caso, suspensão das visitas, ainda que para tanto seja necessário reformular a legislação vigente. Não há espaço para regalias ou concessões.

Isolar líderes psicopatas após diagnósticos. Hilda Morana, psiquiatra forense, muito lutou – sem êxito, como se vê –, pela aplicação de testes para a identificação de psicopatas no sistema prisional e sua consequente separação dos não psicopatas. Estes são usados como massa de manobra daqueles. Vale lembrar que o psicopata não é doente mental. Ao contrário, trata-se de um ser humano com inteligência brilhante (100% razão), mas incapaz – por um “defeito de fábrica” – de ter sentimentos (0% emoção). Representa ele grande perigo à sociedade. Seu isolamento de outras pessoas não lhe é desumano, pois todo psicopata é incapaz de estabelecer verdadeiras relações interpessoais, dado que ele apenas usa das pessoas para seus interesses maquiavélicos.

Passar um pente fino nas polícias Militar e Civil e também nas Guardas Civis dos municípios (instituição que assume, cada vez mais, importância no combate ao crime), pois, enquanto houver frutos podres nesses segmentos, o Crime Organizado poderá ter aí importantíssimos e até imprescindíveis aliados. A lei há de punir, firmemente, quem entra na PM, na PC ou na GCM e se bandeia para a marginalidade. São piores que os cidadãos comuns a optarem – o crime tornou-se uma opção rentável de vida – pelo banditismo.

Usar do serviço de inteligência e de rondas ostensivas. O Crime Organizado só cresce quando lhe falta enfrentamento direto que se dá – além das medidas já elencadas – por um serviço de inteligência moderno, eficiente, legal e também pela presença ostensiva de policiais e guardas civis municipais – ponto no qual os prefeitos muito podem ajudar – nas ruas. Tal presença auxilia na inibição do crime ou lhe dá resposta à altura após um fato delituoso (furto, roubo, sequestro etc.) ocorrido. Certo é que esses agentes precisam estar psicológica e tecnicamente habilitados, receber salário justo e reconhecimento (honras ou promoções) pelos bons trabalhos realizados.

Fazer amplas campanha de esclarecimento à população. Nosso povo é, em sua larga maioria, bom, pacífico, ordeiro etc. Só não se manifesta porque está refém de um “Estado Paralelo” que o escraviza de modo impiedoso. Esclarecido, criará forças para apoiar os bons policiais e repelir os maus junto com os demais criminosos. Líderes religiosos católicos ainda não contaminados por (ou já desintoxicados de) ideologias esquerdistas – como a Teologia da Libertação de fundo marxista, censurada mais de uma vez pela Igreja –, poderão ajudar muito nessa campanha. Isso, óbvio, não é tudo (há de se investir em saúde, moradia, educação, saneamento básico etc.), mas, sem dúvida dará uma fortíssima estocada no poder do Crime Organizado. Com a graça de Deus!