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Com falar de Deus com ateus e agnósticos

JAKOŚĆ BUDOWANYCH RELACJI
Shutterstock
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4 maneiras de falar sobre Deus com nossos "adversários" na crença religiosa

Qual é a maneira mais eficaz de falar sobre Deus hoje? Quando se trata de conversar com um ateu ou agnóstico, de que modo posso despertar seu interesse por Deus e talvez até fazê-los repensar sua posição?

Em seu livro “Comment parler de Dieu aujourd’hui: Anti-manuel d’évangélisation” (“Como falar de Deus hoje: Anti-manual de evangelização”), Fabrice Hadjadj, filósofo francês, oferece algumas dicas.

1) Fale de maneira “divina” e nunca banal

De Deus não se fala como se fosse uma “Super Coisa” nem como algo trivial. É preciso falar sobre Ele de uma maneira divina.

Vamos tentar um exemplo. Ao falar com uma pessoa bonita, depois de se superarem as banalidades, pode-se buscar uma “profundidade acessível” a partir de realidades sensíveis: “essa pessoa é bonita: como sua beleza pode ser também uma expressão da beleza da alma?”

Dito de outra forma: não banalize. Por outro lado, não fale de forma muito complicada, distante, abstrata. Falar de Deus é “falar de Alguém que fala”, é “falar da Palavra”: é falar de Alguém que se comunica.

Portanto, é falar de uma “comunicação interna” que toca o nosso coração e nos convida a “conversar” com uma realidade maior e mais profunda, mais significativa, transcendente, que não se coloca totalmente em palavras, mas que nós entendemos por se tratar de uma experiência que todos podemos ter.

2) Abra-se para o diálogo com qualquer interlocutor

Falar de Deus também significa amar a pessoa com quem falamos sobre Deus, porque significa fazer ressoar sobre essa pessoa a própria Palavra que lhe dá existência e, portanto, a Palavra que deseja infinitamente que ela exista.

O autor dá o exemplo do missionário diante de uma pessoa hostil. “Se eu anuncio a Palavra de Deus – e Deus é Providência –, então é o próprio Deus quem coloca essa pessoa no meu caminho. Eu tenho que honrar essa pessoa, mesmo que ela se mostre hostil. Eu tenho de admirar a beleza e a dignidade de sua existência.

É a Palavra de Deus que cria o ser. É o amor de Deus que cria as pessoas do nada e as vivifica. A própria existência dessa pessoa evoca o mistério inexplicável do ser. E esse mistério nos faz pensar sobre o significado, a origem e o propósito de ser.

3) Dar testemunho

Deus, portanto, está presente mesmo no mais anti-cristão dos homens. Talvez não com a presença da graça, mas, pelo menos, com a presença da criação, com a presença da imensidão. Quando falo de Deus com meu “adversário”, devo estar ciente de que Deus esteve totalmente comprometido em criar essa pessoa com amor.

Essa é uma constatação realmente surpreendente. “Eu tenho que falar de Deus com essa pessoa, aceitando primeiramente a sua presença, respondendo à sua hostilidade atestando sua bondade original. E é precisamente a surpresa perante sua bondade original, mais além da antipatia inicial, aquilo que pode nos ajudar a alcançar o coração do ‘adversário'”.

É essencial que “o mensageiro de Deus não tenha medo de dar testemunho àquele que parece muito distante da fé” – seguindo o exemplo do apóstolo Paulo.

4) Dê testemunho de misericórdia

O evangelizador sofre com sua própria desproporção em relação Aquilo de que tenta falar: sua boca é muito pequeno perante o Infinito, o seu coração é demasiado estreito diante do amor de Deus e diante da necessidade de amar sem limites.

Pense, por exemplo, no mistério da Trindade: um Deus, mas em três pessoas! Pense no mistério da Encarnação: aquele homem que repartiu o pão conosco é a Palavra eterna.

Como, então, falar de Deus perante tudo isso que ultrapassa nosso entendimento? Pode ser através do testemunho de misericórdia. Por exemplo, quando me deparo com uma pessoa em necessidade, sei demonstrar nesse contexto o amor de Deus?

5) Fale com o coração, com humildade

Falar de Deus significa estabelecer com aqueles que estão conosco uma “conversa do coração e do olhar”. Deus quer nos ensinar a humildade.

Portanto, seja humilde. Dê sinais discretos. Faça o bem sem alardear aos quatro ventos. Viva com uma generosidade que, por si só, fale da transcendência.