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Redação da Aleteia

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Os recomeços

WOMAN
Baranq - Shutterstock
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Não há furacão capaz de passar, te derrubar e te impedir de levantar e recomeçar

Nessa reta final, tirei um tempo para mim e para conseguir colocar o caos que estava aqui dentro, em ordem.

Primeiro, arrumei a bagunça do coração. Foi um ano difícil pra ele. Sem querer receber ninguém, sem abrir as portas, tendo evitado se decepcionar por muito tempo, para que, no último mês, nos últimos dias, um furacão passasse e destrancasse todas as portas e entrasse sem pedir licença, derrubasse tudo o que encontrou pela frente e, depois, ir embora. Não um até logo, um adeus. Sem chance de volta. Ele se decepcionou demais com muita gente, conheceu lados de pessoas que jamais pensou conhecer. Foi machucado. Apanhou. E doeu. Mas passou. Entendeu que foi necessário para torná-lo mais forte. E superou.

Depois, arrumei a bagunça da mente. Vários nós dentro dela, uma informação embaralhada com a outra impedindo que ela descobrisse quem é, o que quer, o que fazer, o que pensar… No fim, quando tudo se acalmou e pude ouvir cada pensamento e ir desatando cada nó, sozinha, no silêncio do meu momento, notei que não havia confusão. Ela foi exatamente quem é: destemida. Pensou e falou; pensou e fez; pensou e viveu. Se entregou sem medo das consequências, sabe? Porque tem consciência de que se der errado, pelo menos tentou. E se quebrar a cara, aprendeu com isso.

No fim, quando essas duas desordens voltaram ao lugar, se conectaram ao perceber que fizeram o que acharam ser o certo e não se arrependem, nem por um segundo, de nada. Fariam tudo de novo. Eu faria tudo de novo. Cada uma das escolhas, certas ou erradas, mas que me trouxeram até aqui.

Agora, por último, é hora de organizar a vida. Os planos e metas deixados para trás por medo, insegurança, ou desmotivação alheia. A vida que só quem pode viver sou eu. Que só quem conhece e pode julgar de alguma forma, sou eu. Que só quem pode tomar alguma decisão, sou eu. A minha vida. Vida essa que recebeu gente demais e deu ouvidos demais para quem não precisava ter voz. Vida essa que abraçou demais e se importou demais com quem não deu valor. Vida essa que viu o tempo passar, o ano passar, as pessoas irem e virem, mas se manteve firme para que, agora, pudesse enxergar que é a hora de deixar tudo de ruim de lado, parar de ouvir o mundo e escutar apenas o que vem de dentro e fazer a única coisa que realmente importa: ser feliz.

Agora que tá tudo em ordem, que venha uma nova etapa para eu provar que não há furacão capaz de passar, me derrubar e me impedir de levantar e recomeçar.

(via Prosa e Poesia)