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O cristianismo não rejeita o corpo

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© Shutterstock
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O corpo não é apenas biológico, mas também teológico

Se você está chegando aqui por agora, não deixe de ler o começo dessa série sobre a Modéstia. Os primeiros posts foram sobre a Finalidade das roupas. A primeira parte está aqui e a segunda, aqui.

O corpo não é apenas biológico, mas também teológico, nos ensina São João Paulo II. O corpo conta uma história divina. Deus inscreveu em nossos corpos a vocação de amar como Ele ama. Criou-nos homem e mulher e chamou-nos a tornarmo-nos “uma só carne.”

O corpo é bom

“Deus modelou o homem com as próprias mãos (…) e imprimiu na carne modelada sua própria forma, de modo que até o que fosse visível tivesse a forma divina”

CIC § 704

Muitas pessoas estão acostumadas a rejeitar o corpo como se ele fosse mau. Contudo, viver uma vida espiritual nunca significou separar-se do mundo físico.

Muitos sentem-se até desconfortáveis diante do relevo que às vezes se dá ao corpo. O espírito, claro, tem primazia sobre a matéria. No entanto, o Catecismo da Igreja Católica ensina que “sendo o homem um ser ao mesmo tempo corporal e espiritual, exprime e percebe as realidades espirituais através de sinais e de símbolos materiais” (n. 1146).

Deus não nos fez só espírito, mas deu-nos um corpo. E, não só deu-nos um como também Ele próprio assumiu um corpo quando encarnou-Se.

Existe uma heresia chamada maniqueísmo que condena o corpo e todas as coisas sexuais porque acredita que o mundo material é mau.

A Escritura é muito clara ao dizer que tudo o que Deus criou “é bom” (cf Gn 1,32). Tão bom que São João Paulo II fala do corpo como um sacramento. Isso quer dizer que este corpo é um sinal que torna visível o mistério invisível de Deus.

“O corpo, de fato, e só ele é capaz de tornar visível o que é invisível: o espiritual e o divino. Foi criado para transferir para a realidade visível do mundo o mistério oculto desde a eternidade em Deus e assim d’Ele ser sinal.”

São João Paulo II. Teologia do Corpo.

Este corpo não é divino, é claro. Mas ele é o sinal mais potente do mistério divino em toda a criação. Um sinal é algo que nos aponta para uma realidade que está além de si mesmo. Infelizmente, Por causa do pecado o “corpo perde o caráter de sinal”

São João Paulo II. Teologia do Corpo. 40, 4.

A união de Adão e de Eva no Paraíso, antes de o projeto de Deus ser distorcido pela desobediência, logo no início da Bíblia, reflete um outro enlace narrado no último Livro, as núpcias do Cordeiro, o casamento entre Deus e o homem. É interessante notar o desejo de Deus em unir-se à humanidade.

O ser humano foi feito para este casamento último. É por isso que nenhum homem ou mulher encontrará em seu companheiro aqui na Terra o preenchimento do coração, porque somente em Deus será saciado o anseio do coração humano.

Com o pecado original começou a desordem do corpo. Segundo a fé, essa desordem que dolorosamente constatamos não vem da natureza do homem e da mulher, nem da natureza de suas relações, mas do pecado. Tendo sido uma ruptura com Deus, o primeiro pecado tem, como primeira consequência, a ruptura da comunhão original do homem e da mulher.

Suas relações começaram a ser deformadas por acusações recíprocas, sua atração mútua, dom do próprio Criador, transforma-se em relações de dominação e de cobiça; a bela vocação do homem e da mulher para ser fecundos, multiplicar-se e sujeitar a terra é onerada pelas dores de parto e pelo suor do ganha-pão. (1607)

O Cristianismo diviniza o corpo

Pelo contrário, o cristianismo não rejeita o corpo mas o diviniza como podemos ver através das ricas citações a seguir.

“A carne é o eixo da salvação. Cremos em Deus que é o Criador da carne; cremos no Verbo feito carne para redimir a carne; cremos na ressurreição da carne, consumação da criação e da redenção da carne”.

(CIC 1015)

“Pelo fato do Verbo de Deus se ter feito carne, o corpo entrou pela porta principal na teologia.”

São João Paulo II. Teologia do Corpo.

“No corpo de Jesus nós vemos nosso Deus feito visível e então somos tomados de amor pelo Deus que não podemos ver”.

(CIC)

“O traje revela a pessoa”, disse Hamlet. Acentua nossa dignidade de filhos de Deus.

Apesar de ser bom, o corpo não deve ser cultuado e colocado acima do espírito. E, sendo de tão alto valor, o corpo será na ressurreição, glorificado.

(via Lírio entre espinhos)

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