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5 heroínas brasileiras que nos trazem orgulho, emoção e vergonha na cara

4 heroinas brasileiras
Reprodução (Capturas de Tela YouTube / Facebook)
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Mulheres do nosso tempo dispostas a arriscar a vida pelo próximo, elas testemunham que o amor verdadeiro é feito de atos concretos, não de discursos vazios

Silmara de Moraes e Sandra Ferreira

As merendeiras heroínas de Suzano

SUZANO
Reprodução / Youtube
As merendeiras Silmara de Moraes e Sandra Ferreira

13 de março de 2019: um jovem de 17 anos e outro de 25 invadem a escola Raul Brasil, em Suzano, SP, e, com revólveres, machados e arco e flecha, assassinam brutalmente duas funcionárias do colégio e 5 estudantes entre 15 e 17 anos, depois de já terem matado o tio de um deles. Ainda dentro da escola, um dos atiradores matou o comparsa e se suicidou.

Era hora do intervalo e, em meio ao pânico e desespero, verdadeiros anjos apareceram para amparar as crianças: as merendeiras rapidamente levaram boa parte dos alunos para a cozinha e os fizeram deitar no chão; com geladeiras e um freezer, fizeram barricadas e salvaram a vida de mais de 50 crianças! Elas ainda usaram mesas como escudos e só deixaram as crianças saírem após a chegada da polícia.

As merendeiras heroínas Silmara de Moraes e Sandra Ferreira resumem:

“Foi horrível. Mas Deus iluminou para que a gente colocasse essas crianças em segurança e não acontecesse uma tragédia maior”.

Wendel Machado, 42, pai de uma estudante sobrevivente, declarou:

“Os caras ainda tentaram entrar, mas não conseguiram. Tenho de parabenizar e agradecer às merendeiras; se não fosse por elas, não sei o que teria acontecido. Elas evitaram uma desgraça maior”.

*

Leiliane Rafael Silva

A heroína que salvou o caminhoneiro enquanto muitos só olhavam

Leilane caminhao
Captura de Tela / YouTube

11 de fevereiro de 2019: ela passava de moto pela rodovia Anhanguera minutos depois do acidente de helicóptero em que morreram o piloto Ronaldo Quatrucci e o jornalista Ricardo Boechat. Enquanto muitos passantes se ocupavam em filmar a tragédia, Leiliane Rafael Silva tentava salvar as vítimas.

Impediram-na de se aproximar do helicóptero por causa do risco de explosão, mas, sem desistir, ela salvou o motorista do caminhão que havia sido atingido pelo helicóptero na queda: João Adroaldo Tomanckeves estava preso na cabine. Apesar do risco, foi Leilane quem cortou o seu cinto de segurança com uma faca obtida de trabalhadores que limpavam o canteiro da rodovia.

“Não pensei em nada. Falei para parar a moto e voltei correndo. Fui checar no caminhão para ver se tinha alguém vivo. O moço estava vivo, felizmente. A gente tirou ele pelo vidro, porque a porta estava emperrada e não saía. Eu queria ajudar e não pensei em mais nada”.

Leilane salvou João Adroaldo.

Detalhes sobre a vida de Leilane foram conhecidos pelo Brasil naquela mesma semana: a jovem tinha chegado a ser desenganada por médicos depois de ser diagnosticada, havia cerca de 4 meses, com malformação arteriovenosa (MAV). A doença se caracteriza por lesões vasculares causadas pela conexão direta entre as artérias e as veias cerebrais, o que gera convulsões, dores de cabeça e vômitos. Por conta desse quadro, ela não poderia sofrer episódios de forte estresse, mas isto não a impediu de se arriscar no resgate do motorista. Graças à repercussão do seu gesto heroico, um neurocirurgião se ofereceu para fazer o tratamento e a cirurgia: agora, a vida a ser salva é a da heroína!

*

Heley de Abreu Silva Batista

A heroína da creche de Janaúba

Professora Heley de Abreu Silva Batista
Heley de Abreu Silva Batista - Facebook

12 de outubro de 2017: é dia de Nossa Senhora Aparecida e o Brasil ainda está de luto após uma semana do dia do abominável, do absurdo. Desde o dia 5, em meio à escuridão e ao vazio, uma luz suave insiste em brilhar com sutileza nas dezenas de fotos e breves vídeos que as redes sociais não param de compartilhar: são imagens de sorrisos, de bracinhos abraçando, de mãozinhas irrequietas, intrometidas, carinhosas; de olhinhos ingênuos e marotos que não se aguentam de curiosidade. Fotos de crianças bagunceiras, inocentes, vigorosamente frágeis no auge da força da vida que foi arrancada de repente e com estupidez boçal, com selvageria demente, e cuja lembrança tanto arranca quanto devolve os pedaços de quem ficou.

Nove anjinhos da cidade mineira de Janaúba tinham sido arrancados insanamente de seus pais pelas chamas assassinas ateadas em plena creche pelo vigia que estava lá precisamente para protegê-las – e um anjo tinha sido arrancado de seus filhos: Heley, a professora, a heroína, a mulher valente que sacrificou a vida para salvar o máximo que pudesse de crianças da covardia e da insanidade do criminoso, deixou ela própria um bebê de um ano e dois filhos adolescentes. Ao filho mais velho, porém, ela foi se reunir na eternidade: àquele que, ainda pequeno, tinha morrido afogado na piscina de um clube. Sim, o coração de Heley já conhecia a dor dilacerante de um filho arrancado por uma tragédia, e, ainda assim, ela arrancou forças de onde não tinha para seguir em frente – porque ainda havia história para protagonizar; ainda havia lição de casa para aprender e para explicar aos outros aprendizes, àqueles tantos e tantos de nós que anseiam por mestres não apenas contadores de histórias, mas fazedores da história. A dela, em meio à escuridão do absurdo, refulge como um roteiro para os que hesitam em seguir em frente; como um convite para aqueles que não têm de onde arrancar mais forças: a vida do próximo pode ser a força de que precisamos para arrancar vida da nossa própria morte.

Heley, que tinha dois primos sacerdotes e um filho coroinha, dava catequese: preparava casais para o sacramento do matrimônio em uma igreja dedicada a Nossa Senhora Aparecida – a mesma Nossa Senhora Aparecida cuja festa coincidiu com a sua missa de sétimo dia; a mesma Nossa Senhora que ficou de pé ao pé da Cruz em que o Seu Filho dava a vida pela vida do próximo; a mesma Nossa Senhora que ficou de pé porque sabia que a história do Filho não acabava naquela colina do Calvário, nem naquela tarde escura de sexta-feira.

*

Maria das Dores Hipólito Pires

A heroína que salvou mais de 3.000 bebês do aborto

Courtesy-Image

Mais conhecida como Dóris Hipólito, ela era professora de História e Geografia quando a direção da escola pediu a ela para ajudar algumas das meninas que sofriam as consequências devastadoras de terem abortado.

Além de divulgar material pró-vida para informar as meninas e de promover um rosário público no dia 13 de cada mês para rezar pelas gestantes vulneráveis, ela passou a frequentar favelas e periferias, com o apoio do bispo dom Werner Siebembrok e da Legião de Maria, para ajudar as mulheres que pensam não ter alternativa a não ser abortar. Dóris vai até a porta de “clínicas” clandestinas e tenta conversar com as mães, muitas delas dependentes químicas ou vítimas da pressão de terceiros para abortar. Ela não só as incentiva a terem os filhos, mas oferece apoio material e psicológico para uma gravidez segura e para começarem a transformar a sua vida.

Dóris chegou a largar o emprego e para trabalhar em tempo integral por aquelas mulheres desesperadas. Em 2007, alugou uma casa para abrigar uma mulher sem-teto, grávida, com deficiências físicas e mentais, que vivia debaixo de um viaduto. Logo apareceu na casa outra gestante esmagada por necessidades extremas – e outra, e mais outra, e mais outra… Foi o nascimento da Casa de Amparo Pró-Vida. Além dela, Dóris ajudou a montar centros pró-vida em igrejas locais para ajudar ainda mais mulheres grávidas até então sem assistência. Em todos esses centros, elas recebem formação profissional, atendimento médico e um lugar para trabalhar e viver com dignidade, suprindo as necessidades próprias e dos bebês.

Não bastasse a enormidade deste desafio, Dóris ainda precisa lidar com grupos de ideologia feminista radical que trabalham contra a sua ação pró-vida. Ela já recebeu telefonemas até com ameaças de morte. Uma mulher que foi inspecionar a Casa de Amparo viu as fotos das crianças salvas do aborto e chegou a exclamar: “Esta casa nunca deveria ter existido!”.

A heroína, porém, retruca para si mesma:

“Os poderosos podem me mostrar o seu poder, mas os bebês me mostram o paraíso”.

Maria das Dores Hipólito Pires, a heroína das mães abandonadas e dos bebês que a ideologia preferia matar, já salvou mais de 3.000 crianças antes condenadas ao aborto nas favelas da Baixada Fluminense.

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