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Como os primeiros cristãos celebravam os últimos dias da Semana Santa?

QUARESIMA CROCE VELATA
Corinne Simon I Ciric
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O Tríduo Pascal mudou muito pouco ao longo dos séculos

O Tríduo Pascal, os últimos três dias da Semana Santa, constituem os dias mais santos de todo o calendário litúrgico. Esses dias contêm as liturgias mais elaboradas da Igreja Católica e comemoram os eventos mais sagrados da vida de Jesus Cristo.

Não deveria surpreender que esses dias fossem tratados com grande solenidade desde o início do cristianismo. Os primeiros cristãos procuraram recordar os últimos dias da vida terrena de Jesus, concentrando-se em sua paixão, morte e ressurreição.

Quinta-feira Santa

O primeiro dia do Triddum é a Quinta-feira Santa, o dia em que a Igreja comemora a Última Ceia de Jesus e seus apóstolos. Inicialmente, era tratado como preparação para a Sexta-feira Santa e as celebrações da Páscoa. Foi marcado como um dia para reconciliar os penitentes públicos e fazer um exame final daqueles que seriam batizados na Vigília Pascal.

Com o tempo, isso levou à criação de três missas separadas para a Quinta-feira Santa. Uma era receber de volta os penitentes públicos que haviam-se dedicado à reparação dos pecados durante a Quaresma. Outra era a missa para a bênção dos óleos sagrados. E a outra missa celebrava a Última Ceia.

Aqueles que estavam em Jerusalém puderam celebrar este dia de uma maneira especial, literalmente seguindo os passos de Jesus. De acordo com a Catholic Encyclopedia, na Quinta-feira Santa a Liturgia era celebrada no final da tarde e, logo após, o povo dirigia-se ao Monte das Oliveiras para recordar com leituras apropriadas e hinos a agonia de Cristo e sua prisão, só voltando à cidade quando a Sexta-feira Santa começava a raiar.

Sexta-feira Santa

A liturgia na Sexta-feira Santa sempre se concentrou em reviver a Paixão de Jesus. Os cristãos em Jerusalém começavam o dia recitando as passagens do Evangelho em torno da condenação de Jesus. No início da tarde, recitavam as passagens sobre a morte de Jesus.

Prosseguia-se ainda à veneração da cruz de Jesus Cristo, evento que sobrevive ainda hoje na liturgia da Sexta-Feira Santa.

Após a celebrações da Sexta-feira Santa, muitos permaneciam na igreja e jejuavam até as celebrações festivas da noite de sábado.

Santo Sábado

O Sábado Santo foi sempre considerado um dia de silêncio e oração. Nenhuma liturgia particular era celebrada, e a Igreja concentrava-se na descida de Jesus ao reino dos mortos. Desde os inícios, a Igreja celebraria a Vigília Pascal, que começava no final da noite de Sábado e continuava com a celebração da Missa na manhã do Domingo de Páscoa.

Celebrava-se a liturgia recordando Jesus como “luz do mundo”, que veio para dissipar as trevas do pecado e da morte.

Os batizados também eram uma característica comum desta liturgia primitiva, juntamente com a bênção da fonte batismal.

Curiosamente, a atual liturgia celebrada no Sábado Santo pela Igreja Católica Romana é muito semelhante àquela que os primeiros cristãos celebravam.

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