Receba o boletim diário da Aleteia gratuitamente no seu email.
Newsletter Aleteia: uma seleção de conteúdos para uma vida plena e com valor. Cadastre-se e receba nosso boletim direto em seu email.
Registrar

Sem condições de apoiar?

Veja 5 formas de você ajudar a Aleteia

  1. Reze por nossa equipe e pelo êxito de nossa missão
  2. Fale sobre a Aleteia em sua paróquia
  3. Compartilhe os artigos da Aleteia com seus amigos e familiares
  4. Desative o bloqueio de publicidade quando nos visitar
  5. Inscreva-se para receber nosso boletim gratuito e leia-nos diariamente

Obrigado!
Redação da Aleteia

Enviar

Aleteia

Brigar na frente dos filhos não é apenas um mau exemplo

© Goodluz/SHUTTERSTOCK
Pelas palavras grosseiras que saíram da minha boca.
Compartilhar

Esse péssimo hábito é mais nocivo para as crianças do que você pensa

Estou sempre à procura de livros e cursos que deem dicas e orientações sobre as melhores maneiras de educar um filho. E foi buscando por esse tipo de informação que, há algum tempo, acabei por me inscrever em uma palestra sobre a importância de saber controlar as emoções na frente das crianças.

Os mais confiantes me aconselhariam a não perder 1h30 de meu escasso tempo livre ouvindo alguém discorrer sobre a importância de respirar fundo e abafar toda a ira, raiva, frustração e nervoso para parecer uma pessoa equilibrada. Mesmo sabendo disso eu fui e acabei descobrindo que não estava preparada para ouvir o palestrante dizer o quão nossa raiva é nociva aos pequenos.

Quando criança, perdi as contas de quantas vezes presenciei as discussões entre meus pais. O tom de voz alto, as cobranças e discussões aconteciam com tanta frequência que achava que aquele ambiente era algo normal, que acontecia em todas as famílias. Até que cresci e percebi que sim, existem lares onde a paz reina (pelo menos na frente dos filhos!).

Não vou entrar em detalhes sobre como esse temperamento dos meus pais influenciou a minha personalidade (ok, confesso, sou meio briguenta!), mas a grande verdade é que eles sempre desconheceram todo o mal que estavam causando aos filhos.

E enquanto o palestrante falava sobre como é “natural” para a maioria das pessoas perder o controle, deixar as emoções fluírem e todos os desdobramentos negativos gerados por uma briga, me senti como que atingida por um raio. E acho que não era a única pessoa assim ali, pois, pensando melhor, a sensação geral de todos os pais ali presentes era culpa.

Nasce o bebê, surgem os conflitos

Não é preciso ser psicólogo para deduzir o quanto a chegada de um bebê revoluciona a vida de um casal – seja de forma positiva ou não. Se partirmos das probabilidades estatísticas, as chances de um casamento naufragar após o nascimento do primeiro filho aumentam consideravelmente.

Segundo a palestrante, os papais de primeira viagem muitas vezes deixam o relacionamento em segundo plano. E somam-se a isso os níveis de estresse que passam a aumentar com as noites mal dormidas, os choros, as preocupações com o bem-estar do bebê… 

Nesse cenário, alguns casais deixam de resolver os problemas na conversa e o clima de guerra se instaura, acabando a harmonia no lar. E, à medida que a criança cresce, as brigas não cessam, culminando em contínuas desavenças, mágoas reprimidas e um constante clima de hostilidade e tratamento desrespeitoso mesmo na frente do filho.

E ainda que as consequências disso tudo não sejam tão evidentes no comportamento da criança, é preciso estar ciente de que viver em um lar tomado por brigas a deixa mais vulnerável a desenvolver distúrbios emocionais. Para ilustrar a dimensão do problema, a especialista citou dois fatos que merecem importante reflexão por parte dos pais:

  • Medo e culpa: Em meio ao conflito, os pequenos muitas vezes se sentem ameaçados fisicamente ou, até mesmo, sentem que são os culpados pela briga;
  • Bebês e adolescentes são igualmente afetados: em crianças, brigas geram sintomas de estresse, já nos adolescentes soma-se ainda o medo de que os pais irão se separar. Outro ponto é que crianças mais sensíveis tendem a esconder a ansiedade, enquanto a tendência, entre as mais extrovertidas, é que a raiva seja extravasada através de rebeldia e outros comportamentos pouco saudáveis.

Lição de casa

Nem tudo, porém, está perdido e encarar a questão é o principal passo a ser dado pelos pais. Segundo a especialista, um casal que briga não vai resolver todos os seus conflitos de forma instantânea, mas se eles exercitarem – e estiverem dispostos – a praticar uma conversa mais saudável, eles estarão dando um bom exemplo aos filhos de como negociar e solucionar problemas utilizando o diálogo.

E caso uma nova briga ocorra, ela deve servir de oportunidade para que o pai ou a mãe peça desculpas ao outro na frente da criança. Feito isso, o mesmo gesto deve ser repetido com o filho, seguido de uma mensagem positiva de que ele não foi o motivo do desentendimento, que os papais se amam e estão sempre ao seu lado.

O ideal é que o casal mantenha uma promessa de nunca mais brigar na frente dos filhos e que cada uma das partes desenvolva o autoconhecimento necessário para identificar situações de risco, afim de evitar novos confrontos. E se, mesmo ciente disso tudo, o pai ou a mãe preferir a briga, deve ter clareza do quanto está prejudicando o bem-estar do filho.

E, o conselho final dado por ela é que, caso as brigas sejam realmente sérias, o casal deve urgentemente procurar por ajuda profissional. Pois, por mais que a criança ouça pedidos de perdão e declarações de amor, o que ela realmente necessita é viver num lar amoroso e de plena tranquilidade.

 

São leitores como você que contribuem para a missão da Aleteia

Desde o início de nossas atividades, em 2012, o número de leitores da Aleteia cresceu rapidamente em todo o mundo. Estamos comprometidos com a missão de fornecer artigos que enriquecem, informam e inspiram a vida católica. Por isso queremos que nossos artigos sejam acessados por todos. Mas, para isso, precisamos da sua ajuda. O jornalismo de qualidade tem um custo (maior do que o que a propaganda consegue cobrir). Leitores como você podem fazer uma grande diferença, doando apenas $ 3 por mês.