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Será que São Tomé esteve mesmo no Brasil há quase 2.000 anos?

THOMAS THE APOSTLE
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A surpreendente possibilidade é comentada até pelo Pe. Manoel da Nóbrega em carta sobre seu contato com os índios da Bahia em 1549

Antes de mais nada, quem foi São Tomé?

Ele pertencia ao grupo dos Doze Apóstolos de Cristo, chamado pessoalmente por Jesus apesar das suas fraquezas e até mesmo crises de fé. A ele, Jesus disse uma das frases mais importantes de todo o Evangelho a respeito de Si mesmo:

“Tomé lhe disse: ‘Senhor, nós nem sabemos para onde vais. Como poderíamos saber o caminho?’. Jesus lhe disse: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim’” (Jo 14,6).

Tempos depois, quando Jesus apareceu aos Apóstolos após a Ressurreição, Tomé não estava presente. Mas o Mestre voltou a lhes aparecer oito dias depois:

“Os discípulos encontravam-se reunidos na casa e Tomé estava com eles. Estando as portas fechadas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: ‘A paz esteja convosco’. Depois disse a Tomé: ‘Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado e não sejas incrédulo, mas crê!’. Tomé respondeu: ‘Meu Senhor e meu Deus!’” (Jo 20,26-28).

Meditando sobre este episódio, o Papa São Gregório Magno comenta:

“A incredulidade de Tomé não foi um acaso; ela foi prevista nos planos de Deus. O discípulo que, duvidando da Ressurreição do Mestre, pôs as mãos nas Suas chagas curou assim a ferida da nossa própria incredulidade”.

Segundo a tradição oriental, São Tomé teria ido, depois do Pentecostes, evangelizar a Índia, onde morreu, martirizado, testemunhando a fé e o amor cristão.

Índia? Ou… Brasil?

Depois que os portugueses chegados ao Brasil começaram a se comunicar com as tribos locais, no século XVI, ouviram os índios falarem de um homem santo que tinham visto caminhar sobre as águas do mar e de uma grande Cruz que vinha diante dele. Esse homem tinha ensinado muitas coisas aos seus ancestrais e era por eles chamado de “Sumé”, “Zumé” ou “Zomé“.

Alguns relatos históricos e indícios materiais embasam a teoria que identifica nesse homem ninguém menos que o Apóstolo São Tomé.

De fato, é tradição antiga entre os índios que aquele Apóstolo a quem chamavam Sumé tinha vindo ao Brasil e os ajudara a cultivar a terra. Sumé tinha ensinado os índios brasileiros a adorarem e servirem a Deus e não ao demônio, a não terem mais de uma mulher e a não comerem carne humana.

Do Rio Grande do Sul ao Maranhão, passando por São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Paraíba e Ceará, encontram-se vestígios, lendas e tradições que falam da suposta passagem de São Tomé pelo país.

Na Bahia, em uma praia do extremo sul de Salvador chamada precisamente São Tomé de Paripe, há uma fonte perene de água doce que brota de um penedo junto a certas pegadas: segundo a tradição, ali desceu São Tomé.

Perto de Cabo Frio, no Rio de Janeiro, existe outro penedo que parece ter levado várias bordoadas: segundo os índios, elas foram impressas pelo bordão de São Tomé numa ocasião em que eles tinham resistido à doutrina ensinada pelo Apóstolo.

Comentário do Pe. Gabriel Vila Verde

Muito estimado pela sua atuação evangelizadora nas redes sociais, o padre brasileiro Gabriel Vila Verde postou a respeito em seu Facebook:

Estava lendo uma carta do Padre Manoel da Nóbrega, onde ele narra os primeiros contatos com os índios aqui na Bahia, em 1549. Segundo ele, os índios relataram sobre um tal “Zomé”, misterioso personagem que andou por aqui. Vamos ao trecho:

“Dizem eles que São Tomé, a quem chamam de Zomé, passou por aqui. Isto lhes ficou dito por seus antepassados. E que as suas pisadas estão assinaladas junto de um rio, as quais eu fui ver, por mais certeza da verdade, e vi com os próprios olhos quatro pisadas muito assinaladas com seus dedos. Dizem também que quando deixou estas pisadas, ia fugindo dos índios que o queriam flechar, mas as flechas retornavam contra eles. Dali ele foi para a Índia…”

Fica então a interrogação! Como os índios poderiam criar uma história dessa? Teria mesmo o Apóstolo Tomé andado por terras brasileiras? Impossível não é, porque o Apóstolo Felipe era levado pelo Espírito de uma cidade à outra na velocidade do vento (Atos 8, 39). Pelo sim, pelo não, fica o registro do padre Nóbrega.

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