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Tesouros da Igreja: uma exposição itinerante de relíquias inspira entusiasmo

BLOOD,RELIC
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Este ministério católico oferece a veneração de 150 relíquias genuínas, incluindo as de São Pedro, São João, São Paulo, Santo Agostinho e São Tomás de Aquino

A veneração de relíquias é uma daquelas tradições católicas que, para muitos não-católicos, parecem supersticiosas e, para muitos não-cristãos, simplesmente estranhas. Por que, quando você pode rezar diretamente a Deus, você pediria a um santo que rezasse em seu favor você? E por que você iria tão longe a ponto de beijar um pequeno suporte de ouro com um pedaço da roupa daquele santo – ou mesmo de parte do seu corpo?

Por mais estranha que possa parecer para alguns, essa antiga prática remonta aos primeiros dias da Igreja, quando os cristãos preservavam e honravam os corpos dos mártires em lugares como as catacumbas. Também está indiscutivelmente enraizada em instintos profundamente humanos. Afinal de contas, não costumamos pedir aos nossos entes queridos que rezem por nós, visitamos o cemitério e guardamos itens comuns da vida de falecidos como se fossem riquezas inestimáveis?

Tesouros da Igreja, um ministério católico dirigido pelo Fr. Carlos Martins, de Companions of the Cross, visa a “oferecer às pessoas uma experiência do Deus vivo” por meio de tal veneração. O ministério viaja por todo o mundo, sob convite, para oferecer a veneração de 150 relíquias genuínas em posse da Igreja.

Minha esposa me encorajou a participar de um desses eventos recentemente em Long Island (EUA), e eu fui sem muita pesquisa ou previsão sobre o que era. Acabou sendo uma experiência verdadeiramente extraordinária – na verdade, um dos maiores privilégios da minha vida como católico.

Depois de uma breve introdução do Fr. Martins – oferecendo não apenas perspectivas bíblicas e históricas, mas também um chamado evangélico para retornar aos sacramentos – o grupo seguiu em direção a um grande salão, onde mesas envoltas em tecido azul estavam salpicadas de pequenos relicários e descrições textuais.

Enquanto nos movíamos pela sala, eu ficava cada vez mais impressionado com os nomes que eu estava vendo. Mesmo de uma perspectiva secular, esta é uma exposição histórica imensamente impressionante: de figuras imponentes da história da Igreja como São Pedro, São João, São Paulo, São Bento, Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino, até figuras mais contemporâneas como Santa Maria Goretti, São João Paulo II, São Maximiliano Kolbe, Santa Edith Stein, Santa Teresa de Calcutá – só para citar alguns.

Lá estavam todos eles, todos presentes de alguma maneira misteriosa, para os participantes tocarem livremente, beijarem ou rezarem. Se tudo isso não fosse impressionante o suficiente, ainda estavam expostas relíquias da vida da Sagrada Família, incluindo o manto de São José, o véu da Santíssima Virgem Maria e a verdadeira cruz de Jesus.

Esta sala cheia de fiéis católicos fervilhava de ensutusiasmo e devoção. Às vezes, essa energia se resumia ao maravilhoso e estranho – “alguém viu São João Batista”, perguntou uma mulher. Mas na maior parte do tempo, o clima era profundamente reflexivo e repleto de oração. Muitas pessoas estavam segurando rosários ou fotos de entes queridos, que eram tocados carinhosamente nas relíquias. Quem sabe episódios de sofrimento, mágoa e saudade, que pedidos foram feitos naqueles momentos?

No século 3, o imperador Valeriano estava perseguindo os cristãos e exigiu que Lourenço, um representante do Papa, trouxesse para o imperador todas as riquezas da Igreja em três dias.

Lourenço trabalhou rápido. Vendeu os navios da Igreja e deu o dinheiro para as viúvas e os doentes. Ele distribuiu todas as posses da Igreja para os pobres. No terceiro dia, o imperador convocou Lourenço ao seu palácio e pediu o tesouro. Com grande desenvoltura, Lourenço entrou no palácio, parou e depois gesticulou de volta para a porta, onde, vindo atrás dele, estava uma multidão de pessoas pobres, aleijadas, cegas e sofredoras. “Estes são os verdadeiros tesouros da Igreja”, ele disse corajosamente.

Então percebi que, por mais impressionantes que fossem as relíquias, era um privilégio ver que detrás delas estavam os “verdadeiros tesouros” da Igreja – seu povo sofredor – e venerá-lo com amor.

Muitos dos visitantes provavelmente foram à exposição pela experiência de ver e tocar esses relicários. Mas mais tarde, quando refleti sobre o evento, fiquei impressionado com alguma coisa. Como católicos, acreditamos que durante, qualquer Missa, celebrada em qualquer paróquia católica local, podemos ver e tocar a presença real de Jesus Cristo – corpo, sangue, alma e divindade – no “relicário” das aparições do pão e do vinho. Diz a Sacrosanctum Concilium: “banquete pascal em que se recebe Cristo, a alma se enche de graça e nos é dado o penhor da glória futura”.

Eu encorajaria todo católico a visitar a exposição de Tesouros da Igreja, quando houver a possibilidade em sua região. Mas se for possível ir à exposição, lembre-se dos grandes tesouros que estão na paróquia perto da sua casa.

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