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10 chaves da eficácia do Método Montessori

MIKROSZKOŁA WE WŁOCHACH
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Depois de cem anos, continua a ser um dos métodos pedagógicos mais bem sucedidos da história

Muitas escolas de Educação Infantil e Primária têm oscilado em suas metas e objetivos. A criatividade, sempre muito importante, converteu-se no centro. E, acima de tudo, a criança deve brincar para aprender e estar sempre motivada.

Brincar é apropriado como aprendizagem, mas há exageros de inovação constante que desorientam professores, crianças e pais.

Um exemplo é a presença dos games em muitas escolas. Parece que a norma é experimentar, tentar ser mais inteligente, adaptável em qualquer ambiente. São ferramentas importantes, mas não podem ser os objetivos centrais.

Os objetivos centrais estão no desenvolvimento da maturidade e autonomia da criança, que descobre o mundo em uma variedade e qualidade de conteúdos básicos onde a leitura e a escrita atenta estão no centro.

A criança deve ser protagonista da aprendizagem, seu progresso deve ocorrer em contato com a realidade, o professor deve alimentar sua iniciativa espontânea.

E devemos superar a velha e coercitiva escola, na qual a chave era o silêncio da criança, sua obediência cega ao professor e os exercícios mecânicos.

No entanto, os programas e as novas metodologias acabam por não entrar em detalhes sobre qual é o papel do professor e da própria escola, em meio a tanta complexidade de ferramentas.

Tendo esse problema em mente, vamos olhar para um método, o Método Montessori, que poderia responder a muitas dessas questões.

Um fato importante a favor do Método Montessori é o constante aumento de escolas públicas e privadas que aderem a ele em todo o mundo.

Mas não de qualquer maneira: o segredo do sucesso deste sistema é implementar o método com autêntica fidelidade aos princípios estabelecidos pela pedagoga italiana Maria Montessori (1870-1952) há 100 anos e que hoje a AMI (Associação Montessori Internationale) segue defendendo.

Em nossa opinião, esta longevidade está em alguns princípios básicos – propomos apenas 10 – que estão enraizados na qualidade dos materiais de aprendizagem originais, muito bem testados e confirmados ao longo das décadas. Vamos concentrar no período que vai de 3 a 9 anos.

1
LONGEVIDADE DO MÉTODO MONTESSORI

O método Montessori pouco mudou nos últimos cem anos, porque é altamente coerente, é bem estruturado, você obtém resultados mensuráveis, e as crianças progridem em autonomia, atenção, num caminho de aprendizagem que os oferece um forte senso de auto-eficácia.

Os alunos querem aprender. Quer dizer, os alunos decidem livremente trabalhar com tranquilidade e felizes – a alegria é uma característica dessas escolas -, descobrindo que são capazes de realizar tarefas desafiadoras com sucesso.

A repetição das atividades gera neles hábitos nos quais se realiza a autocorreção dos erros e, assim, capacita-os cada vez mais para o trabalho sensorial e intelectual.

2
CONHECIMENTO SENSORIAL E MOTOR

O Método Montessori parte do concreto e sensorial, progressivamente, em direção ao abstrato e mental, através de materiais criados para este fim.

A criança primeiro aprende com o corpo (olhos, mão, tato, movimento) e então internaliza essas percepções em processos gradualmente mais racionalizados, onde os dados da experiência direta constroem as categorias de compreensão.

3
A QUALIDADE DOS MATERIAIS DE APRENDIZAGEM

Os materiais de aprendizagem são produto da observação acumulada ao longo dos anos por Maria Montessori. A pedagoga estudou como as crianças se comportavam diante de certos estímulos sensoriais e como esses estímulos lhes davam a capacidade de raciocinar de acordo com seu Período Sensível.

Assim, cada material é projetado para aproveitar o florescimento de cada Período Sensível. Assim, as crianças aprendem a escrever e a ler no Período Sensível da linguagem de maneira fonética e tátil: experimentando com os dedos as letras de madeira e associando-as aos sons.

4
O AMBIENTE DA SALA DE AULA É TRANQUILO E HARMONIOSO

O silêncio é mais um elemento da harmonia e da ordem da sala de aula Montessori. Essa harmonia se reflete no fato de que a sala de aula é projetada para se adequar à criança, à sua altura, a seus braços, a suas mãos. E essa harmonia gera paz.

Pode-se dizer que o aprendizado Montessori é uma experiência estética em que a criança interpreta belamente a partitura (metáfora musical) dos materiais que ela toca e manipula.

A sala de aula é harmoniosamente bela e os materiais são tão ajustados, simples e cheios de significado que o aluno se sente impelido a operação-los.

5
AUTORREGULAÇÃO DA CRIANÇA

O aluno do Método Montessori se autorregula, marcando seus ritmos e escolhendo espontaneamente os materiais, resolvendo-os, e depois reorganizando-os em suas prateleiras. Escolhe novos desafios sem interferir nas tarefas dos colegas.

É uma obediência ativa e reflexiva, que consiste na capacidade de governar a si mesmo. Nesse sentido, Montessori tem uma pedagogia de esforço e da vontade, mas com liberdade.

E todas essas tarefas avançam na aquisição de hábitos e de rotinas positivas que se repetem com prazer e que levam a alcançar o amadurecimento.

6
ATENÇÃO E MOTIVAÇÃO

A motivação está na capacidade de alcançar um estado de fluxo que permite à criança na sala de aula Montessori aprender porque ela está satisfeita com o que faz.

Então a criança fixa sua atenção. Exercita-se consequentemente uma atenção seletiva onde nada a distrai, e ela pode estar mergulhada na aprendizagem durante períodos de até três horas.

Hoje a atenção de uma criança na escola é uma mercadoria escassa. No Método Montessori, a motivação vem de dentro, não de fora.

O Método Montessori gera uma motivação intrínseca. Atividades extravagantes que poderiam cativar artificialmente a atenção da criança não são necessárias.

7
CURRÍCULO RECONHECÍVEL E VIÁVEL

O Método Montessori tem um rigoroso senso de transmissão de conteúdos, de transmissão do conhecimento, e do cumprimento dos objetivos de aprendizagem.

O currículo é reconhecível e viável: linguagem, matemática, geometria, geografia, história, biologia, etc. Existem conteúdos predeterminados que devem ser alcançados de maneira ordenada e que a experiência prova que são acessíveis.

A criança escolhe espontaneamente os materiais predeterminados, mas não constrói o currículo a partir de seus caprichos.

8
ELEGÂNCIA NO SERVIÇO E NO CUIDADO

O método de Montsesori também se ocupa da inteligência como um serviço, como cuidado. A harmonia, a ordem e o equilíbrio da sala de aula falam do cuidado com os materiais, falam da limpeza das mãos, de manter tudo pronto.

Os alunos inclusive estão envolvidos nas atividades relacionadas à vida material na sala de aula (e, portanto, de casa): colocar a mesa, lavar os pratos, dobras as roupas.

Há um cuidado com os materiais e também um cuidado com o outro: cedendo, cumprimentando e pedindo desculpas quando necessário. Estamos diante de um importante capítulo da socialização montessoriana que é a coexistência e o respeito.

9
O PROCESSO DE NORMALIZAÇÃO DA CRIANÇA

Quando a criança chega à escola Montessori, ela traz consigo um temperamento, além de inclinações que apontam para uma certa desordem. Ela quer dominar e impor seus critérios caprichosos, como qualquer criança deixada à vontade.

Normalizar a criança significa harmonizar a sua vida com o processo de aprendizagem exigente que começa na educação pré-escolar e primária. E isso continua no ensino secundário e superior.

Ao embarcar nesse caminho, o aluno se sente autodeterminado, capaz, autônomo, socialmente seguro e ao mesmo tempo descobre o bem para si e para os outros: respeita o silêncio, não perturba, cuida de seus companheiros, não tem medo de errar, é disciplinado (auto-obediente) e prestativo.

Ele também aprende com seus erros, pois isso é algo que o Método Montessori exercita como parte das regras da retificação. O processo de normalização requer que a criança se adapte à escola, não que a escola se adapte à criança.

10
A ESCOLA, O MÉTODO, OS MATERIAIS MONTESSORI SÃO ASSOCIADOS A UM FIM

Improvisação: essa é a sensação que muitas crianças e salas de aula primárias deixam em seus observadores, em muitas escolas por aí afora. É claro que existe um currículo estabelecido por lei, mas nos últimos anos tem-se acreditado mais criatividade no trabalho por projetos do que nos parâmetros do currículo oficial.

O Método Montessori é muito criterioso nesse âmbito: sabe para onde vai e como chegar do começo ao fim: dos 3 aos 18 anos.

O fim é claro e coerente com uma antropologia e filosofia da educação voltadas para o desenvolvimento e a aprendizagem, onde a criança amadurece ao ritmo de sua natureza.

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