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Por que você deve sempre dizer sim quando seus filhos pedirem para ajudar em casa

DOING DISHES
Shutterstock
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Não basta ensinar virtudes e habilidades, é preciso dar oportunidade para que as crianças possam praticá-las

Como personal trainer, conduzi exercícios de grupos de estilo bootcamp, que é inspirado nos treinos militares. Recentemente assumi as aulas de outro treinador que se mudou para a Califórnia.

A turma treina em um lugar fantástico, perto dos principais cruzamentos, com muito espaço e muita sombra. E o horário – meio-dia – é excepcionalmente atraente para pessoas que gostam de malhar na hora do almoço ou que trabalham em casa. Vai ser um ótimo complemento para a minha agenda durante o ano letivo. Mas por causa de algumas mudanças na rotina, ontem eu tive que levar meus filhos de 10, 8 e 6 anos comigo para a aula.

Embora eu incentive os alunos a levarem os filhos com eles e sempre forneçam giz para eles brincarem na calçada, levar meus próprios filhos pareceu uma brecha de profissionalismo. No entanto, não tive escolha. Então, fiz as mochilas, certifiquei-me de que eles tinham aparelhos totalmente carregados e fui para a aula.

Quando cheguei lá, instrui as crianças a ficarem quietas enquanto eu me dirigia pelo estacionamento para arrumar meu equipamento. Mas meu filho Liam perguntou se ele poderia ajudar a colocar os cones para fora. Eu hesitei, sem saber se ele seria capaz de colocá-los em uma linha reta, uniformemente espaçada. Mas eu estava com pouco tempo, então concordei. Então, minha filha, Charlotte, perguntou se podia colocar as caixas de agility e eu hesitei um pouco mais – afinal, as caixas precisam ser espaçadas perfeitamente e colocadas de modo a manter o fluxo de trânsito o mais suave possível. Mas ela parecia tão ansiosa que eu aceitei, mostrei a eles onde eu queria tudo, e fui com a minha filha de 6 anos para o pavilhão para arrumar minha mesa.

Meu filho de 6 anos, ansioso para ajudar como seus irmãos, começou a tirar objetos de um balde para levá-los à mesa. “Não, amigo, aqueles ficam no balde e a coisa toda vai debaixo da mesa”, eu disse apressadamente. Ele ficou decepcionado.

“Mas, mãe, não há nada que eu possa ajudar?”, implorou, com seus grandes olhos azuis arregalados. Eu hesitei novamente, sem saber se deveria ou não deixá-lo carregar os halteres mais leves. Mas eu disse a ele que ele poderia tentar – e para minha surpresa, ele foi capaz de carregar metade dos halteres para a mesa com facilidade.

Rapidamente, eu descarreguei e coloquei tudo o que tinha no carro antes de retornar ao estacionamento para verificar os cones e caixas de agilidade. Para minha surpresa, meus filhos os colocaram exatamente como eu instrui, e tudo estava perfeitamente alinhado. Para ser honesta, eles fizeram um trabalho melhor do que eu! Eles estavam praticamente explodindo de orgulho e perguntavam avidamente se havia mais alguma coisa que pudessem fazer.

Depois de alguns segundos, Charlotte disse calmamente: “Mãe, você poderia mover os cones para o meio, em vez de para o lado, e depois colocar as outras caixas onde estão os cones. Isso lhe daria espaço suficiente para o dobro de pessoas.

Eu olhei para o estacionamento e depois para Charlotte, um pouco atordoada. Ela estava certa. Foi uma solução tão simples – não só duplicou o número de estações, como também tornou o espaço entre os cones e caixas mais apropriado para o trabalho de agilidade. E foi uma solução que eu nunca teria pensado.

“Você está certa, Charlotte!”, disse eu. Mas antes que eu pudesse terminar a frase, meus três filhos tinham corrido para o estacionamento e estavam ocupados reorganizando tudo exatamente como Charlotte havia imaginado.

Ontem à noite, eu não conseguia parar de pensar sobre a inesperada utilidade, criatividade e habilidades para resolver problemas que meus filhos tinham demonstrado. Eu não sabia que eles eram capazes de nada disso – e se eu não os deixasse ajudar, eu ainda não saberia.

Como pais, passamos muito tempo tentando ensinar aos nossos filhos muitas habilidades e virtudes.  Fazer o contrário – dando-lhes oportunidades de usar essas habilidades e exibir essas virtudes – não é algo em que a maioria de nós pensa. Mas deveria. Não importa a pressa em que estamos, nunca devemos recusar a oferta de uma criança para ajudar. Não importa que eles levem o dobro do tempo ou que não façam a tarefa perfeitamente. O importante, como sempre, é o que estamos ensinando a eles. Se dissermos aos nossos filhos o quanto é importante a virtude, mas recusarmos todas as oportunidades de deixá-los práticas-la, estaremos solapando nossas próprias palavras. Mais do que isso: estaremos prejudicando a formação de nossas crianças.

Então deixe seus filhos ajudarem com qualquer coisa e em tudo. Dê a eles a oportunidade de viver do jeito que você está dizendo, e você pode se surpreender com a capacidade que eles têm.

 

 

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