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Por que precisamos deixar nossos filhos ficarem “desconfortáveis” tanto quanto possível

BOY HUGGING MOTHER
Shutterstock
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Desenvolver as habilidades de enfrentamento de dificuldades em seu filho é uma das melhores maneiras de mantê-lo longe de drogas, álcool e outros comportamentos de risco

Em um curso de prevenção às drogas entre adolescentes de que participei, o palestrante mostrou um slide listando as medidas que os pais devem tomar para diminuir o risco de seus filhos se envolverem com drogas e álcool.

Juntamente com os pontos mais óbvios, como ter uma comunicação aberta e estabelecer bons exemplos e expectativas, algo foi inesperado: deixar os filhos se sentirem desconfortáveis, ou seja, não facilitar demais tudo na vida deles.

Era uma coisa estranha de se incluir, mas nesse contexto específico faz todo sentido.

Os pais do Gen Z (ou iGen como são às vezes chamados) – eu inclusive – tentam tornar a vida o mais fácil possível para os filhos. Eu faço coisas como, por exemplo, como comprar tênis de velcro para evitar a complicação de ter de amarrar os cadarços, interferir em “pré-conflitos” no parquinho, planejar demais, supervisionar tudo.

“Não deixamos nossos filhos ficarem desconfortáveis ​​o suficiente”, disse o conselheiro. “Nosso instinto natural como pais é tentar fazer nossos filhos felizes, então fazemos tudo por eles. Mas, ao fazer isso, estamos roubando algumas oportunidades de que eles desenvolvam as habilidades necessárias para enfrentar situações difíceis na vida, incluindo a questão das drogas.”

Devemos pensar nisso. Nossos filhos estão tão acostumados a receber instruções e “facilitações” em tudo? Os pais sempre entrar em ação para resolver os problemas deles? Ou favorecem que eles se sintam melhores imediatamente, voltando-se para dispositivos eletrônicos?

Resumindo, nossos filhos muitas vezes não estão exercitando a prática de suportar qualquer tipo de sofrimento.

As crianças precisam aprender que o desconforto emocional e físico diário é um estado temporário – isso também passará, seus amigos não ficarão zangados com você para sempre (e, se fficarem, é hora de fazer novos amigos).

Você pode apoiá-los durante esses momentos estressantes, mas não tente consertar tudo para eles. Os mecanismos de enfrentamento que eles usam e constroem durante esses momentos de estresse serão importantes para as coisas mais sérias que encontrarão na vida.

“Frequentemente, nós, como pais, tornamos a vida muito mais difícil para nós mesmos e confusa para nossos filhos porque não permitimos que ocorram consequências naturais (quando os resultados são relativamente benignos e instrutivos) quando as situações são de menor importância”, afirma Jim Schroeder, psicólogo infantil e pai de sete filhos.

“Nós repetidamente interferimos no desenvolvimento natural da compreensão de causa e efeito, e depois nos perguntamos por que nossos filhos parecem confusos sobre lidar com as situações da vida.”

Claro, quando se trata de drogas e álcool e outros comportamentos de risco como o sexo, o desenvolvimento do cérebro desempenha um papel fundamental. Hoje se sabe que o córtex pré-frontal de uma criança não está totalmente desenvolvido até os 20 anos. Essa é a parte do cérebro que nos permite, como adultos, dizer não ao terceiro copo de vinho que sabemos que nos dará dor de cabeça e nos tornará totalmente improdutivos no dia seguinte. As crianças simplesmente não têm a capacidade de pensar nas consequências a longo prazo – elas estão aqui e agora, preocupadas apenas em ativar o centro de satisfação imediata de seus cérebros.

É um problema difícil para os pais resolverem, especialmente se os filhos já estiverem um pouco mais crescidos e o estilo de paternidade já estiver definido – mas nunca é tarde demais para começar a introduzir um pouco de “desconforto”, mesmo de formas simples:

Deixe-os falhar. Deixe-os se sentir tristes com as rejeições naturais e dificuldades do dia a dia. Eles aprenderão que podem superar e reagir bem.

Isso ainda irá ajudá-los no enfrentamento da realidade, hoje e no futuro. E eles terão mais ferramentas para lidar com as dificuldades da vida.

(Obviamente, este conselho NÃO se aplica se você suspeitar de um problema de saúde mental ou abuso – nesse caso, o “desconforto” é algo muito maior e mais sério e você precisa procurar ajuda imediatamente.)

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