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“Devocionário e novena de São Bento”

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“Pelo sinal da cruz, todo mal será derrotado”. Amém!

Eis o título do recém-lançado livro de autoria de Dom João Baptista Barbosa Neto, OSB, monge professo da Abadia de Nossa Senhora da Assunção de São Paulo.

Trata-se de uma obra de bolso (Ave-Maria, 2019, 104p.), mas apta a despertar grande interesse nos leitores sedentos de livros devocionais, em um tempo de grande ignorância religiosa, segundo o alerta do Papa Bento XVI há alguns anos (cf. Discurso do Papa Bento XVI no Encontro com os Bispos suíços, 07/11/2006).

Aliás, Bento escolheu esse nome em honra ao patriarca dos monges Ocidente e patrono da Europa, conforme escreve Dom João: “Em 1964, o Papa Paulo VI (1897-1978) proclamou São Bento como padroeiro da Europa. Sua Santidade, o Papa emérito Bento XVI, o tem como protetor e patrono. Daí a escolha de seu nome” (p. 16). A vida desse grande santo é tratada, de modo sintético, nas páginas 15-17 do livro ora apresentado.

Os títulos dos capítulos são também chamativos. O segundo, por exemplo, é “São Bento e sua poderosíssima medalha” (p. 19-21). Lê-se aí, além de uma oportuna explanação sobre os símbolos e dizeres contidos nesse sacramental da Igreja, um dado histórico interessante: “A medalha de São Bento foi aprovada oficialmente pela Santa Sé em 1742, por decreto do Papa Bento XIV (1675-1758), concedendo inicialmente ao abade do Mosteiro de Santa Margarida de Praga, Dom Bennon Löbl, e a seus monges a autorização para abençoar, exorcizar e distribuir tais medalhas. Na ocasião foi também autorizada a fórmula da benção da medalha” (p. 20-21). Hoje, todos os sacerdotes podem abençoá-la. Ainda: a medalha mais difundida hoje segue a de 1877, confeccionada para o jubileu de 1400 anos do nascimento de São Bento em 1800 (cf. p. 21). Quem a usa, em estado de graça, pode ganhar indulgência parcial (cf. p. 81).

Vêm a seguir, nas páginas 25-34, Orações a São Bento, de grande valor piedoso no dia a dia. Uma delas é contra o ataque de bichos peçonhentos e aparece à moda de jaculatória poética: “De todo bicho peçonhento, livrai-nos São Bento. Amém” (p. 26), outra é contra a inveja (cf. p. 28), ainda uma terceira pela família (cf. p. 30) etc. Dom João reúne também uma série de orações a santos e santas que seguiram a Regra de São Bento tais como São Mauro (também chamado de Santo Amaro) e São Plácido, São Bernardo de Claraval – doutor da Igreja que viveu e morreu na Ordem Cisterciense, nascida em 1098 na França –, Santa Escolástica, Santa Hildegard von Bingen entre tantos outros (cf. p. 35-43). O elenco termina com uma Ladainha beneditina (cf. p. 40-43).

As Preces pela intercessão de São Bento e sua Novena fundamentada na Sagrada Escritura e na Santa Regra ocupam as páginas 45 a 74. O autor do livro apresenta também, após a fórmula da benção da água (cf. p. 75), a Missa de São Bento, de 11 de julho, com as antífonas e orações, a benção solene e a indicação das leituras do dia (cf. p. 77-79).

A obra traz, por fim, explanações sobre: 1) a Lectio Divina e a síntese de como praticá-la (cf. p. 83-85); 2) o Canto gregoriano, que leva esse nome em honra ao Papa beneditino São Gregório Magno (540-604), primeiro biógrafo de São Bento, por ter ele, de certo modo, unificado o canto litúrgico de Norte a Sul, tornando-o, assim, o modo musical oficial da Igreja. Foi tal canto muito incentivado, no início do século XX, pelo Papa São Pio X (cf. p. 87-89); 3) o mosteiro de São Bento de São Paulo, fundado em 1598, que teve sua atual basílica, construída entre 1910 e 1912, mas consagrada em 1922, época em que foram instalados os sinos e o relógio (“o mais preciso de São Paulo”, p. 92). Ainda: o belo conjunto arquitetônico monástico abrigou também a primeira Faculdade de Filosofia da América Latina, em 1908. O livro conclui-se com uma lista – ainda que não exaustiva – de endereços de mosteiros brasileiros masculinos e femininos das Ordens Beneditina, Cisterciense e Trapista, todas seguidoras da Regra de São Bento.

Resta-nos parabenizar Dom João Baptista Barbosa Neto, OSB, pelo precioso trabalho e fazer votos de que seja ele um instrumento apto a inspirar maior piedade no Povo de Deus. Concluamos afirmando, de modo convicto, com o subtítulo do livro: “Pelo sinal da cruz, todo mal será derrotado”. Amém!

 

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