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Santa Margarida Maria Alacoque: “Deus é apaixonado por você”

St. Margaret Mary Alacoque
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Jesus não conseguiu conter seu amor por nós e seu coração, literalmente, explodiu em seu peito

Quando pensamos no amor de Deus, nem sempre usamos a palavra “paixão”. No entanto, essa foi a palavra que Jesus usou ao descrever seu amor pela humanidade em uma revelação particular a Santa Margarida Maria Alacoque, uma visionária religiosa do século XVII.

Foi durante a primeira revelação sobre devoção ao Sagrado Coração de Jesus, e foi assim que a visão começou. A santa relata:

“Uma vez diante do Santíssimo Sacramento e tendo um pouco mais de lazer do que o habitual, senti-me completamente preenchida com esta Presença Divina, e com tanta força movida por ela, me esqueci de mim e do lugar em que estava. Abandonei-me a este Espírito Divino e entreguei meu coração ao poder do Seu amor. Ele me fez descansar por um longo tempo em Seu peito divino, onde me revelou as maravilhas de Seu amor e os segredos inexplicáveis ​​de Seu Sagrado Coração, que até então ele havia escondido de mim.”

Então Jesus falou com Santa Margarida Maria, enquanto ela estava deitada perto do coração dele:

“Meu Divino Coração é tão apaixonado pela [humanidade] que não pode mais conter em si as chamas de sua ardente caridade. Ele deve derramar por seus meios, e manifestar-se a eles para enriquecê-los com seus preciosos tesouros, que contêm todas as graças de que eles precisam para ser salvos da perdição.”


Essa é uma das razões pelas quais Jesus se revelou com o coração fora do corpo. Isso simboliza como Jesus não conseguiu conter seu amor por nós e seu coração literalmente explodiu em seu peito, um símbolo de seu amor por nós.

Muitos santos também refletiram sobre o amor de Jesus, conectando-o ao livro do Velho Testamento intitulado Cântico dos Cânticos. Nele, os amantes se unem em prazer arrebatador e representam o intenso amor que Deus tem por cada um de nós.

A revelação do Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarida Maria é um grande lembrete para nós, dissipando quaisquer falsas imagens de Deus que possamos ter. Ele não é um Zeus zangado que procura nos destruir, mas um amante que deseja nossas almas, esperando preenchê-las com sua alegria.

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