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A joia na ferida

Sad - Woman - Desperate

© Marcos Mesa Sam Wordley

Talita Rodrigues - publicado em 29/11/19

Algumas feridas só cicatrizam quando entendemos que o principal papel delas em nossas vidas é o de nos transformar

Todos nós temos feridas com as quais convivemos diariamente. Algumas delas surgiram quando éramos crianças, outras, um pouco depois. É difícil percebermos que cada ferida carrega uma joia que é lapidada justamente por ela.

Ouvimos dizer que Deus nos lapida em sua forma mais bonita e honrosa. No fundo, temos conhecimento que essa lapidação dói.

Aceitar essa lapidação exige de nós coragem de passar pela dor com a positividade e a crença de que algo melhor está por vir. O mesmo acontece com as feridas que carregamos, muitas vezes, uma vida inteira. Lidar, cuidar e sentir a dor que estas feridas ainda não cicatrizadas nos causam, exigem de nós coragem.

Muitas vezes, não nos lembramos que cada ferida carregada com carinho, quando cicatrizada, se transforma em uma joia de valor inestimável. Afinal, é uma joia capaz de (re)significar nosso modo de ser, nossa maneira de pensar e até mesmo a maneira com que amamos a nós mesmos.

Em tempos de feridas abertas e de cicatrizações difíceis, percebemos que só temos a nós mesmos e a Deus. Claro que temos amigos e familiares que gostariam de nos ajudar e de se fazer presentes para que não passemos pelo sofrimento sozinhos. Contudo, vale lembrar que a ferida é nossa, e que as únicas pessoas com papel significante e protagonistas dentro do sofrimento causado por estas feridas somos nós mesmos e Deus.

Em tempos de feridas abertas, devemos buscar (re)conhecer a lapidação valiosa que está acontecendo dentro de nós, e dar espaço a ela em nossas vidas. Devemos aceitar com fé o sofrimento e a dor que, muitas vezes, as feridas abertas causam, e termos a fé de que de alguma maneira, não importa qual seja ela, nossas feridas cicatrizarão. E dessa ferida só sobrará a joia do ensinamento, da fé e do amor.

Lembre-se: algumas feridas só cicatrizam, quando as acolhemos e entendemos que o principal papel delas em nossas vidas é o de nos transformar. Quando entendemos isso, damos espaço para Deus trabalhar em nossas vidas, através do nosso próprio sofrimento.

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