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A importância da mãe para os recém-nascidos

IamNotUnique / Flickr CC

Gelsomino Del Guercio - publicado em 14/01/21

A centralidade da mãe biológica no universo do recém-nascido é demostrada nos benefícios da técnica "skin to skin"

Nos momentos sucessivos do nascimento, os recém-nascidos passam por trabalhosas, mas entusiasmastes fases de transição. Como descreve bem o portal italiano “Nascita naturale”, nesta fase o papel materno é fundamental. No útero as crianças são mantidas a uma temperatura perfeita e têm a disposição tudo de que precisam, graças ao trabalho da placenta através do cordão umbilical.

Depois do nascimento, os bebês precisam, de maneira autônoma, manter-se quentes. Os pulmões precisam se ativar para respirar. Deve-se aprender a sugar, deglutir e digerir o leite materno. A possibilidade que estas mudanças aconteçam de maneira segura e fácil depende, em grande parte, do cuidado e atenção da mãe para com a criança depois do nascimento. Fundamental é o contato com a pele materna. Os sons familiares, os cheiros, o sabor e o calor perfeito da pele ajudam a criança a saber que está segura e protegida. Assim, começa mais facilmente a respirar, a manter a temperatura certa e aprende instintivamente como sugar de maneira mais eficaz, como demonstram estudos médicos sobre este aspecto.

Este contato “pele-a-pele” com o recém-nascido, chamado “skin-to-skin”, seria forçado se excluíssemos a figura da mãe? É uma prática que pode ser efetuada também com dois pais homens? Neste caso condiciona-se psicologicamente a criança?

A Aleteia contatou o professor Mario De Curtis, professor de pediatria da Universidade Sapienza de Roma e diretor do UOC de Neonatologia, Patologia e Terapia Intensiva Neonatal na Policlìnico “Umberto I”, para saber mais sobre o assunto a partir de um ponto de vista médico, sem entrar na polêmica sobre o caráter sexual dos pais. Pedimos que explicasse como acontece e o quanto é importante e eficaz o contato “pele-a-pele”, técnica chamada também “Kangoroo Mother Care”, nascida em Bogotá, na Colômbia, em 1978. A explicação deixa clara a importância fundamental e insubstituível da mãe.

O método, explica o professor De Curtis, envolve as mães e os pais, e se atua colocando as próprias crianças em contato direto com a pele deles. Este sistema foi proposto pelo Dr. Rey e o Dr. Martinez (que trabalhavam na área onde não era possível colocar as crianças em incubadoras, para as crianças nascidas prematuramente. Os resultados foram imediatos: observou-se uma diminuição no número de infecções, um maior sucesso na amamentação e altas mais rápidas do hospital. Desde que foi introduzido, o uso do Kangaroo Mother Care se difundiu em vários países do mundo.

Além de permitir um rápido contato entre mãe e recém-nascido, a técnica demonstrou ser eficaz para influenciar positivamente o desenvolvimento neurológico e psicológico da criança. O contato “pele-a-pele” é um modo para poder estar muito próximo da própria criança. A criança terá a possibilidade de aprender a conhecer a voz da mãe, ou do pai, assim como o cheiro deles. Desta forma restabelece a intimidade que marca a causa do nascimento prematuro. O relação “pele-a-pele” ajudará a reencontrar a confiança nas mães, que é necessária para criar aquela estreita ligação deste contato tão importante para a própria criança.

Com o contato “pele-a-pele”, prossegue o médico, a mãe pode transmitir o calor diretamente ao próprio filho. É muito importante que a criança não se esfrie na passagem da incubadora para a mãe e vice-versa, por este motivo deve ser envolvida em um lençol, ou uma coberta. Com o contato com a pele materna, conclui o professor De Curtis, o pequeno repousará melhor e por um longo período. Estas fases de sono são essenciais para o seu crescimento e são importantes também para permitir que eles retomem-se após eventuais procedimentos médicos.

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