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Por que é tão difícil pedir ajuda?

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Edifa - publicado em 09/05/21

Às vezes é mais fácil ajudar alguém do que aceitar ajuda. Reconhecer que precisamos dos outros requer uma boa dose de humildade e simplicidade

Amar é dar, todo o mundo sabe disso. Mas às vezes esquecemos que também é receber, porque parece muito barato para ser uma prova de amor. Talvez você está lendo este artigo num canto de sua cozinha em frente de uma montanha de pratos sujos: “Bem, eu gostaria exatamente que você me ajudasse. E garanto que não custaria nada aceitar a ajuda!” Sem esforço? Eu não tenho tanta certeza! Nem sempre sabemos pedir ajuda ou aceitar o que nos é oferecido espontaneamente: “Você é muito pequeno, não saberá fazer isso”, dizemos ao nosso caçula de casa, que sai desanimado. E para uma amiga visitante: “Fica sentada! Você está aqui para descansar”.

Quando eles não nos ajudam, ou não o suficiente, geralmente somos bons em resmungar, ficar com raiva ou sofrer em silêncio com ares de vítima resignada (dependendo do caráter de cada um). Mas é mais difícil para nós expressar nossos desejos de forma clara e simples. Gostaríamos que os outros adivinhassem o que esperamos deles. Um dos erros mais frequentes no casal, na família ou num grupo de amigos é acreditar que o afeto nos permite ler o pensamento dos outros.

Por que às vezes é difícil que ajudem nós?

“Acabei detestando as grandes refeições festivas, por tudo o que envolvem para fazer: fazer compras, cozinhar, lavar…”. Sim, mas como você diz isso para a família ou aos convidados? Não nos atrevemos a reconhecer os limites do nosso sacrifício e da nossa paciência, tornamos num dever garantir que cada um tenha uns dias despreocupados, mesmo custando assumir todas as cargas sobre nossas costas.

No entanto, o Senhor nos mostra o caminho. Ele, que é o Todo-Poderoso, o criador e o mestre de tudo, queria precisar de ajuda. Ele se tornou uma criança, totalmente dependente de seus pais. Ele pediu à samaritana algo para beber e para o jovem algo para comer quando foi feita a multiplicação dos pães, inclusive no auge da Paixão, ele aceitou a ajuda de Simão de Cirene para carregar sua cruz. Ele se tornou pobre para que pudéssemos ajudá-lo. Tornou-se homem para que, ajudando os nossos irmãos, o ajudássemos, à Ele, que “tinha fome, tinha sede, estava de passagem, nu, doente, na prisão…” (Mt 25,35-36). Ele poderia ter dispensado de nós, mas escolheu precisar de nós: Ele sabia que não tinha maneira melhor de nos mostrar o quanto somos importantes para Ele e o quanto Ele confia em nós.

Por que às vezes é difícil que ajudem nós? Existem todos os tipos de razões, mais ou menos interligadas, que podem entrar em jogo. Primeiro, as dificuldades de comunicação mencionadas anteriormente. Depois, a falta de autoconfiança: “Quem me ajuda vai ver com certeza que não faço tudo perfeito, pode me julgar e criticar”. É particularmente verdadeiro se a opinião das pessoas em questão for importante para nós (pais ou sogros).

Pedir ajuda também é desistir de controlar tudo

Pedir ajuda é reconhecer que não somos todos poderosos e que precisamos dos outros. E aceitar os outros como são, não como gostaríamos que fossem. Eles não vão nos ajudar colocando-se às nossas ordens como se fossem escravos, mas contribuindo com sua própria personalidade, com riquezas que podem nos desconcertar e limites que podem nos irritar. Trabalhar com outra pessoa requer mais paciência do que trabalhar sozinho. Estender a mão ao outro para pedir ajuda – seja para dar uma mão para aparar a grama ou para um favor mais importante – é uma forma muito bonita de valorizá-lo, de elevá-lo aos próprios olhos, mostrando-lhe nossa estima.

Quem não gosta de se sentir útil e agradável para os outros? Desde o garotinho de 6 anos que se orgulha de apenas esvaziar a máquina de lavar louça (mesmo que quebre um prato de vez em quando), ao avô colado na poltrona que passa horas consertando um brinquedo quebrado, todos ficam felizes em ter seu lugar. E quando temos a visita de um ente querido em casa, uma das melhores maneiras de quebrar o gelo e criar laços é preparar um almoço ou pintar as janelas juntos. Não vamos nos privar disso!

Christine Ponsard

Tags:
PsicologiaTrabalhoVirtudes

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