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Caminho sinodal na Itália será diferente da Alemanha, afirma cardeal

CARDEAL GUALTIERO BASSETTI

Antoine Mekary | ALETEIA | i.Media

Cardeal Gualtiero Bassetti

Francisco Vêneto - publicado em 31/05/21

Cardeal Bassetti: "Celibato sacerdotal e sacerdócio feminino não são os problemas fundamentais que afetam atualmente a Igreja e a humanidade"

O “caminho sinodal” na Itália será empreendido com “fidelidade ao magistério do Bispo de Roma”, anunciou o presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), cardeal Gualtiero Bassetti, no contexto da 74ª Assembleia Geral dos bispos locais.

As reuniões dos prelados, cujo tema foi “Anunciar o Evangelho em tempos de renascimento – para iniciar um caminho sinodal”, se encerraram na última quinta-feira, 27 de maio, em Roma.

O cardeal Bassetti, bispo de Perugia-Città della Pieve e atual presidente da CEI, declarou sobre a relação entre o “caminho sinodal” italiano e o alemão:

“[O nosso] é um caminho sinodal que parte de condições muito diferentes daquelas que se desenvolvem na Alemanha (…) [O caminho alemão] enfrenta alguns problemas muito particulares e acho que o nosso povo está enfrentando desafios muito diferentes: a solidão, a educação dos filhos, os problemas de quem não consegue pagar as contas no fim do mês por não ter um trabalho, os problemas de imaturidade afetiva que levam as famílias a se desintegrarem… Vamos enfrentar todos esses problemas. Mas os do celibato sacerdotal, do sacerdócio feminino, não são os problemas fundamentais que afetam atualmente a Igreja e a humanidade”.

O “caminho sinodal alemão”, de fato, tem debatido temas controversos que chegam a extrapolar as atribuições de uma conferência episcopal nacional porque se referem diretamente à doutrina, ao dogma ou à disciplina católica. É o caso, por exemplo, da ordenação sacerdotal de mulheres, do celibato sacerdotal, da bênção a uniões entre pessoas do mesmo sexo e da admissão de pessoas não católicas ao recebimento da Santíssima Eucaristia.

Caminho sinodal na Itália será diferente da Alemanha

No próprio discurso de abertura da assembleia dos bispos italianos, em 25 de maio, o presidente da CEI destacou explicitamente:

  • Todo caminho sinodal, de qualquer igreja local, precisa garantir a “fidelidade ao magistério do Bispo de Roma”;
  • O processo sinodal não deve pautar-se por “mecanismos democráticos”, porque “a opinião da maioria nem sempre está de acordo com o Evangelho e com a tradição”;
  • O senso da fé do povo de Deus “se alimenta da humilde recepção da Palavra de Deus, da celebração dos sacramentos, da fraternidade e da oração, ou seja, das quatro qualidades da primeira comunidade cristã”;
  • Os fiéis da Igreja na Itália “têm a graça de estar particularmente unidos a Pedro: agradecemos ao Bispo de Roma, o nosso Papa, pelo encorajamento que constantemente nos dá”;
  • A Igreja na Itália nunca se opôs e nunca se contraporá a Pedro, ao seu magistério, à sua palavra;
  • O “caminho sinodal” é um processo voltado a estabelecer “um estilo próprio de presença na história que seja verossímil e confiável”, atento às “complexas mudanças que estão ocorrendo”, mas sempre “desejoso de transmitir a verdade do Evangelho nas variadas condições de vida dos homens e mulheres do nosso tempo”.

O cardeal Bassetti recordou ainda o apelo do Papa Francisco aos bispos para seguirem o caminho traçado pelo Concílio Vaticano II.

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